19 de junho de 2010

-Desde quando é que escolheste o teu namorado em vez da tua melhor amiga?

-A partir do momento em que a minha melhor amiga disse que não queria saber de nada, que se esta a cagar,  e esta completamente diferente da pessoa que eu conheci

-Da pessoa que te encobria da tua própria estupidez e que perdoava todos os erros cegamente.
 Cansei de fechar os olhos!
 Não te vou aconselhar a algo que te faz mal.
 Nem te perdoar o imperdoável.
 Se queres uma fã ou alguém que te siga muito bem.
 Ficas com a Cris e esqueces me.
 Se queres uma verdadeira amiga tinhas me a mim,
 mas já não tens.
 E no dia em que o teu namorado te deixar, te bater ou te humilhar não me vou rir.
 Vou te apenas dizer : A historia repete se e eu avisei te.
 O que tu fizeste Sara não se faz
 e foi algo que me prometeste nunca fazer.
 Quebraste a tua promessa.
 Pois agora eu quebro os laços de carinho e amizade que tivemos durante 9 anos.
 Já perdoei demais, isto foi a gota de água.
 Boa sorte na tua vida de falsas amigas e namorados agressivos.
Fica sabendo que o meu número de telemóvel é o mesmo.
Há que ter coragem para fugir as vontades de vez em quando e apenas fazer a coisa certa. Não somos só nós no Universo, há pessoas em jogo as quais não podemos fugir. E os plurais e singulares deste pedaço de terra tornam se vulgarmente nossos, sem dar pelos ponteiros do relógio. Não sei do meu casaco, tenho de sair. Onde está o meu casaco? Procuro o amanhã. O dia já tarda e a noite balança nas portas do horizonte. Tenho gente a minha espera, levo outro casaco que não o meu. Que remédio! Que remédio fazer o que devemos e não o que queremos. Que remédio tenho eu de não levar o meu casaco.

18 de junho de 2010

Someone to hold my hand
I'm falling as fast as possible,
I don't know when this hole ends,
But i don't want to find out.
Can anyone tell me the way,
this life is shutting me out,
i'm so mad at the world
so hurt, so sore.
 you lie to me everyday
 breathing
 being alive
 because life is a lie
 and yours is a stone in my
 way
 because everyday single day you live
 i believe a little bit more
 and keep hoping
 that tomorow
 you won't wake up at all

As ações do teu subconsciente... e tudo se resume as Entrelinhas da Tiróide.

17 de junho de 2010

Chegamos de manhã e ainda aqui nos encontramos.
As paredes brancas estão arranhadas pela loucura.
A cama nua coberta de sémen e outros fluidos.
Os lençóis jazem no chão.
Sangue aqui e ali, pequenas e deliciosas gotas no chão de madeira.
A janela foi deixada aberta para os sádicos espectadores e as cortinas esvoaçam, já meias rasgadas.
Quarto de prazeres extremos, em que qualquer tipo de restrições ou limites são deixados fora da porta.
A criatura, exausta e exasperada, encostada a uma parede espera que as mãos que há segundos lhe escorregaram pelo corpo regressem.
Esta noite o prazer é meu. Fodo-te, rego te com gasolina e deixo te com a memória da faísca do meu isqueiro.
Já tenho o que queria de ti.

11 de junho de 2010

Mulher,
Obra de arte descartável, objecto de desejo, ora pedaço de papel ora pedaço de carne, despedaçável de forma inteligível.
Camisa de forças das minhas forças, pecado de meus erros, Julieta em farrapos de luxuria.
Dissabor de noites amargas, esperas prolongadas, promessas sem fim.
Ilusão iludida, alma incompreendida, fuga de traições.
Em ti me perco, em ti me encontro, em ti me sinto e em ti existo.
Melhor viver por ti que para ti, melhor do que sofrer sozinho.
Companhia de tentações, usada e trocada por perdões, apostada por orgulho.
Álcool de palavras, mal usadas, acorrentadas, exageradas e sem fim.
Mantenho as minhas mentiras, uma por outra, em ti e para ti debitadas para que aja a certeza de eu ser homem e  tu corpo meu.
Silhueta bonita, que nua esperas pela minha vinda , numa cama fria sem uso de ti.
Porque me amas mulher? Porque me queres? Porque me segues? Porque te enganas?

9 de junho de 2010

Horas e horas num fio de água que insiste em correr sem cessar. Gota a gota transbordando. Uma explosão de exaustão, mal silenciada, talvez numa falhada tentativa de corrupção, evoluída para raiva em flor. Pontos e remendos numa boca sem remédio, salivando de fome e sede insaciáveis. O desejo incontrolável é processado e restringido a contenção vigiada. Por outros lados, suicidas planeiam exterminar a cobardia da omissão pela arte da matança, ou pelo politicamente correcto e pseudo punível homicídio.
adoro esta sociedade de jovens velhos relacionados com velhos jovens que insistem em dizer que sabem sem saber.

5 de junho de 2010

Mentes loucas e sociopatas, com macacos pela trela, na minha rua ou na tua, envergando colares com glóbulos oculares e peles das suas vitimas.
Tudo faz parte da fantasia do espelho. Da oportunidade para ultrapassar Deus. De te dar a mão por um segundo. Acreditar que há loucos debaixo do tapete.
E tudo num desespero suspirando pela a tua atenção.
Uns sufocam se em espartilhos, outros esticam se em saltos altos.
Seja de qualquer forma ou jeito, já é espaço de tirares as almas do armário e perderes a gaveta das meias. De te fazeres possível para me ganhares direito de propriedade.

4 de junho de 2010

O copo parte se, desfaz se na areia com a lentidão do tempo nos desertos. A dor emocional da múmia exagera se. Pura arte rejuvenescida. Quase perfeito malabarismo. De mão dada com a ampulheta corre em prados verdes. Uma experiência intelectualizada que necessita de vigia constante. Sem parar de correr. Puro ciclo vicioso de decadência humana... Ai como seria se não houvesse Deus algum! Se apenas o destino controlasse a mão e a mão controlasse o destino. Estou demasiado bebida com o álcool errado.

2 de junho de 2010

A tua distancia descalibrada e desequilibrada com essa mesma companhia diária desagrada me. Entre nós não há o que haver, e a sopa esta a esfriar. Não há amanha para a sobremesa. E eu consumo me em erros e vontades para me esquecer do prato principal. Mas volto para tocar piano todas as tardes contigo. Se ao menos tivesse corrido mais depressa, chegado mais longe, chegado primeiro. Talvez.... não! E até se calhar poderíamos comprar numa sex shop um candelabro de duas extensões, que se fariam então três, e o escondêssemos debaixo do casaco. Mas não daria... só há espaço para uma vela na mesa de jantar. E à noite poderíamos ouvir aquela musica em silencio mas não escapas às vozes da consciência moral. Poderias até mudar de trajes, mudar os olhos, virar mulher, não escaparias a queda no poço recheado de livros, pena e papel para amparar a queda. Nada mudaria se não o mudasses tu, sendo tu. Estando aqui.

1 de junho de 2010


E eu cansei de te ouvir. Não peças para perdoar. Não há perdão possível. Não peças para esquecer as memórias que não tenho. São anos e anos de ausências, silêncios, aniversários em que me vestias uma personagem que não era eu. Exigências e expectativas demasiado altas para alguém que não eu. Todo um disfarce de anos em que crescia sob a sombra de uma bipolaridade forçada. Não peças para te mostrar a realidade se continuas de olhos fechados. Não vale a pena. Chega! Basta! Cansei de todos esses papéis vitimados em forma de justificar pura ignorância e negligência. Cansei de esperar por um aniversário em que tivesses lá, comigo, e não com outro alguém senão eu. Fecha a porta e cala a boca, gastaram se todas as palavras. Não me és nada. Fica nesse canto a espera de morrer que eu fico neste com sede de te matar.

Ode a amada mãe de mim




Grito ecoa pelas paredes... mas tu não vens. Continuas sentada nessa cadeira. Calada. Desprezível. Mesquinha. Exemplo perfeito de desistência na evolução primata.
Odeio ter rasgado o ventre que me trouxe ao mundo só por ser o  teu ventre. Não quero que sejas parte de mim, já que não sou parte alguma em ti. Não te quero conhecer embora te saiba de cor. E mesmo querendo impeço me de te abandonar. Odeio amar te. Odeio amar uma criatura intelectualmente inferior e mentalmente débil como tu. Velha carcaça que nunca conheceste amor, pois és incapacitada de sentir. O que entendes por amor é a tua drogada dependência. Dependência dele que é o teu tudo. Dependência de mim que acidentalmente vim ao mundo e de quem te serviste como muleta, muleta de ti, do teu vazio e da sua ausência. Dentro destas paredes, prisão de loucuras, escapa me a sanidade a cada dia que partilho contigo. A tua loucura é contagiosa, pegajosa, mas sei que não acabarei como tu. Há perto da tua cadeira a uma porta e eu passarei um dia. De vez, essa porta. Acredita que se olhar para trás é por compaixão do meu amor forçado pela natureza daquilo a que se chama filha, palavra cujo significado nunca assimilaste. Mas não te desejo mal, na verdade não te desejo nada.
Desejo nos distancia, para que possa abrir as asas e desprisionar me da tua louca dependência. Da minha crédula e ingénua compaixão. Da esperança que um dia assimiles a natureza.

29 de maio de 2010

De que serve ser se realmente alguém, mesmo sozinha, realmente pessoa, ser, criatura, criança, menina, mulher, se ao fim e ao cabo tudo isto se resume a ignorância e invisibilidade?
De que serve acumular todas as sensações possíveis e tirar prazer dos poucos segundos de felicidade se esses segundos são tão poucos e inconsequentes?
Para que questionar se nunca haveriam respostas?
Há quem se pergunte "Quem sou?" "Onde estou?" "Para onde vou?", pensando se inteligente e filosofo mas na verdade sendo um grande desperdício de tempo e espaço.
A vida não é para ser pensada! é para ser sentida. E já ninguém se sente.
Ser se boa menina e segui as regras e morais não leva a nada! eu não as sigo,E eu sou pessoa! alguém! mas de que serve rechear me de tudo o que se procura se quando me encontram não me dizem "Até amanhã".
Cansei de ser quem sou e não me posso fugir. Cansei de viver cada dia como se o mundo acabasse amanha... pois isso não mais me da proveito e prazer. Pois nada é proveitoso sozinha e intocada.

28 de maio de 2010

nao sei o que me leva a pensar que posso atingir o inalcansavel...
talvez seja a fraca ilusao de poder tocar.. de ja ter tocado...
talvez seja o gosto da queda abismal
Falo te...  fico feliz, não alegre, feliz! feliz só por te falar. e falo e falo, falo mais e falo do te que falei. e falo do que me falaste. e feliz, nao contente, feliz, muito feliz! comento e sonho. sonho e sou feliz. sonho do que falei e comentei e sonho ainda mais. e depois leio, e escrevo e caio na minha realidade... felicidade fugaz de pouca dura.. que volta sempre que falo mas nao mais do que um dia perdura... e sinto me triste... realmente triste... sem ter, nao só o que quero, ou como quero, mas sim sem ter o que urgentemente preciso.

tenho urgencia de satisfazer esta necessidade de ti. nao é capricho ou vontade banal.. é urgência... Tão urgente como o destino. urgencia urgente. que sufoca, que esmaga.

nao me ouves e eu nao te vejo. nao te ouço e nao me ves. nao falamos, apenas deixamos rapidos recados que servem para iludir o esquecimento e embelezar o acaso. eu tenho urgencia que nao seja apenas um acaso. porque aos meus olhos nao é acaso. aos meus olhos nao tem de ser assim. mas eu sou nova, ingenua e esperançosa... que sei eu da vida... que sei eu de ti...

22 de maio de 2010

pagamento atrasado, muitas vezes desfalcado e desproporcional.
para que ser politicamente correcto? para que pensar se demais? porque nao agir e pronto?
consequencias... todos nos as sofremos mas é algo a ultrapassar. porquê nao desenharmos a nossa propria concha de cor de força e com cortinas na parede sem janelas...
porquê apanhar o comboio?
porquê voltar a casa?
cansas me com o teu amor.
sufocas me com a tua devoçao.
entre palavras doces e juras de eterna paixao, acabas com o pouco que ainda sinto por ti.
é tanta a nessecidade de companhia,~de acreditaçao, desse pedacinho de sentimento de estimaçao, que procuras em mim algo que se estende para alem da razao do razoavel e que em mim nao iras encontrar.
es ingenua e eu velho... nada do que queres tenho para te dar.. mas sou egoista demais para te largar...
amar é algo mais, para compensar a fugaz paixao, consumida por tedio poetico e tesao.
pois no fim tudo o que resta sao as palavras silenciadas e dois corpos nus extasiados...
e a tua desiluçao em algo que viste e acreditaste mas nao passa de miragem.
nao te esforces, espera... talvez um dia alguem te ame,
talvez morras de amor por alguem que te despreze.
talvez morras pela exaustao da procura... ou pelas maos de quem te encontrar.

17 de maio de 2010

Ornatos Violeta - Ouvi Dizer

Ouvi dizer que o nosso amor acabou.

Pois eu não tive a noção do seu fim!

Pelo que eu já tentei,

Eu não vou vê-lo em mim:

Se eu não tive a noção de ver nascer um homem.

E ao que eu vejo,

Tudo foi para ti

Uma estúpida canção que só eu ouvi!

E eu fiquei com tanto para dar!

E agora

Não vais achar nada bem

Que eu pague a conta em raiva!

E pudesse eu pagar de outra forma!



Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã,

E eu tinha tantos planos pra depois!

Fui eu quem virou as páginas

Na pressa de chegar até nós;

Sem tirar das palavras seu cruel sentido!

Sobre a razão estar cega:

Resta-me apenas uma razão,

Um dia vais ser tu

E um homem como tu;

Como eu não fui;

Um dia vou-te ouvir dizer:

E pudesse eu pagar de outra forma!

Sei que um dia vais dizer:

E pudesse eu pagar de outra forma!



A cidade está deserta,

E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:

Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.

Em todo o lado essa palavra

Repetida ao expoente da loucura!

Ora amarga! Ora doce!

Pra nos lembrar que o amor é uma doença,

Quando nele julgamos ver a nossa cura!
sou boa demais... ou nunca boa o suficiente... porque é que nunca chega?
eu tento ate á exaustao... mesmo quando me mandam parar... mesmo quando eu mesma me mando parar pois ja piso o limite do ridiculo nas minhas tentativas paradas... poias nunca da em nada... pois dou tudo e nao recebo nada... nao mereço nada... nunca mereço nada... sou sempre a infeliz posta de lado mesmo quando se pensa que estou no centro. nunca ninguem me conhece... nunca ninguem se da ao trabalho de querer saber mais... e sou ridicularizada e substimadas por verdades disfarçadas de piadas que no fundo sao ao que tento fugir... nunca sou boa o suficiente a nada... posso sempre fazer melhor e no meu melhor nao chego a atingir o que querem... tenho sempre a obrigaçao de estar a espera.. pronta e sabida do que se segue... sou um claustro de defeitos e desilusoes em forma de borboletas que voam para longe, que fogem de mim... sinto me a piorar e esmorecer a cada dia que passa... o meu velho peso transborda do copo para o corpo... e enquanto as minhas maos tremem e o meu corpo cede de esforço abandonam me porque sou demais... demasiado boa... demasiado perfeita... demasiado pesado como carga a transportar... tiro o sono, levo a alma... amam me demais mas nao podem... nao aguentam... e voltamos ao mesmo... esforço me por nao ser boa... e ai exigem me a excelencia... a quem se admire de me ouvir a desparatar... pois tal genio nao se devia dar ao desplante... a quem se admire de me ouvir falar de algo com clareza e logica... a dizer algo inteligente... foi pobre alma como a minha nao sabe onde aquilo buscar... que mais querem de mim? QUE MAIS PRECISAM QUE DE?? NAO CHEGO OU SOU DEMAIS?? CEDO OU LUTO?? OBEDEÇO OU MANDO...?... o que for... mas nao me façam mais adivinhar... porque eu ja bati no fundo... e eu quero sair... por favor DEIXEM ME SAIR!! alguem me de a mao sem segundas intençoes... alguem me levante sem me julgar... que me julge sem me desacreditar... que nao me faça sentir pena ou tonelada... que me deixe existir sobre um proposito... longe da dor e da confusao fracassada de tentativas que sou eu.