26 de agosto de 2010

Destino. Sempre exclui a possibilidade de algo tão certo como o Destino. De um caminho traçado que devêssemos seguir, levando a diferentes fins, dependentes das nossas decisões. Não me ponho a pensar em tal pois admitir essa existência levar-me-ia a considerar a possibilidade de realidades paralelas, inúmeras vidas numa só vida em separado, o que complementaria o sentido incompleto e subjectivo da vida em si. Insanidade.

Mas o Destino, se existente de facto, e traçado de certa maneira, é algo realmente difícil de cumprir, visto que nas dúvidas e escolhas ao longo da vida, se falharmos uma, uma só que seja, essa escolha impedirá a concretização do verdadeiro, original e primeiro plano, e talvez se perdesse o verdadeiro propósito da existência pessoal, perdendo-se nesse momento o caminho.

Grande peso este, grande responsabilidade. Uma vida perdida num segundo em que uma decisão é tomada. Outra vida perdida caso o caminho se prolongue pela decisão certa. Sim, porque nunca nada nos dá certeza, que se no caso de termos um caminho traçado, esse caminho seja o melhor ou o mais feliz.

E quanto peso terá o Destino? Quão importante será seguir algo por alguém algures traçado? Algo que desde do inicio não depende de nós, da nossa escolha, mas sim de uma entidade por nós desconhecida. Será correcto seguir um caminho que não podemos dizer nosso, por não depender de uma nossa decisão?
E o que dizer sobre os pequenos acontecimentos da vida, que nós próprios consideramos testes, e que certa ou erradamente apelidamos de tentações, algo bom, mas errado, algo certo, mas proibido… o que deveremos dizer sobre isso? Qual o papel e importância deveremos atribuir?  

E se o Destino é algo de tamanha importância, porque a existência da possibilidade do fracasso na concretização do mesmo? Seremos puros para nos traçarem a vida, mas precisamos de prestar provas e serviços de que somos dignos de seguir esse mesmo caminho traçado?
E se realmente errarmos, pecarmos, cairmos em tentação ou simplesmente formos imprudentes, mudando a situação mas não alterando o percurso, erramos no carácter mas isso não nos faz perder o direito de alcançarmos o propósito do nosso destino?

Então o que é deveras necessário para o cumprir? Quais são os requisitos? E principalmente, quem são os tão exímios jurados, qualificados ao ponto de nos julgarem e ditarem? E talvez eles próprios nos conferirem outro destino? Será racional por muito que seja a fé regrarmo-nos por entidades que desconhecemos e exteriorizar valores e padrões pessoais por causas das mesmas, por causa do mero, tão ambíguo e desconhecido, mas tão igualmente pesado e hiperbolizado Destino? Seremos nós marionetas numa existência de almas perdidas? Ou realmente haverá algo mais? Um fim, um propósito, uma recompensa, um destino de terra firme e céu limpo no fim e concretização do derradeiro Destino.
 Haverá descanso?

24 de agosto de 2010

Quão previsível será o ser humano? Quão determinado à sua condição biológica e natural? Quão aprisionado à sua natureza de carácter? Será possível um ser mudar, ou tudo o que pode ser considerado como mudança não passa de adaptação a novas realidades e circunstâncias?

Um indivíduo enquanto unidade, como o nome indica, que sobressaia pelo seu carácter exímio ou grotesco, será irremediável? E porque a necessidade das pessoas mudarem? Porque procurar alguém com quem partilhar gostos e ideias? Porque a tentativa de inserção? Porque os sacrifícios pessoais de vontades, quando em confronto com uma nova sociedade ou entidade? Porque a submissão? Não será a adaptação de gostos, de pose, de pensamento, de indumentaria, mesmo quando considerados evolução, uma fuga de nós próprios? Uma admissão de que algo está errado? De que não somos perfeitos? E porque ser perfeito? Porque procurar em alguém certas qualidades, não só no que respeita ao carácter mas também as posses?

O que aconteceu ao “opostos atraem-se”, ou aos valores e integridade? E como é que alguém pode ter uma mente tão distorcida a ponto de materializar a felicidade? O que aconteceu aos momentos, ás sensações, ao sentimento e à sensibilidade? Para onde foram as virtuosas senhoras e os cavalheiros?

Vivemos num mundo inundado de crenças mas vazio de santos. Desgastado e esquecido do valor. Esquecido do sentir, e dos sentidos. Um mundo onde a paisagem é cega e as pessoas são feitas de aço e prata, numa plastificação bonita, aprumada e vazia. Vivemos num mundo onde já poucos sabem viver.  

21 de agosto de 2010

Eu, Deus e a Solidão - Parte II

E ao virar a esquina viram a cara ao medo, fugindo à admissão do que deve ser mantido em segredo. E a recusa recicla, numa mentira que engolem, num comprimido as riscas para esquecerem enquanto dormem. E ninguém quer saber, ninguém tem de o fazer, podem passar pela montra, olhar muito e nada ver. E enquanto na cama sonham o que não mais vão lembrar, nem sonham o que o dia seguinte os faz esperar. Uma matilha de corredores ávidos por atingir algum sítio seguro, onde não os possam mais tocar, e assim isolam-se em caves e jaulas, e noutros sítios de encantar, reduzem-se a vermes e engolem as chaves das casas de paredes em ruínas, ficam presos em si, as suas vidas, ao seu corpo sem comer ou beber, com medo de sair, arriscar e morrer.

Deus, qual Deus? Onde está e quem é? Pago a quem me der o local onde posso encontrar esse Zé. Zé-ninguém, impotente, inconsciente e demente, que nos joga como marionetas numa roleta de vergonhas e consciências, que apenas nos acorda as dormências para fazer doer onde não existe, que nos leva a gritar, em prova que o espírito está perdido, mas o corpo ainda resiste. Deus? Qual Deus? Qual perdão? Qual misericórdia? Enquanto muitos morrem e matam-se pela discórdia que é Deus! Qual Deus? Qual bicho ou criatura, qual pedaço de madeira? Vela ou escultura? Pessoa nova ou velha? Homossexual ou racista? Lobo de raça mista? Deus? Qual deus? Quando o vir na rua vou matar esse filho de Puta!

Eu, Deus e a Solidão - Parte I

Solidão sentava-se na cadeira, muito hirta e séria, com as pautas na sua frente, todos os dias às 7. Abraçando o majestoso violoncelo, tocava ,durante o tempo necessário, a peça escolhida a ser tocada, até que cada nota saísse perfeita e executasse a dita do inicio ao fim sem falhas.
Geralmente terminava as 12, Eu varria o chão, sentavam-se à mesa e deus, sentado ao lado comia da tigela.

Ás 13, Eu sentava-se no sofá, de guitarra eléctrica a tocar durante tempos curtos e intercalados entre a televisão e o instrumento, Solidão lia um livro sentada no chão e Deus saía para comprar o jornal. Só, voltava por volta das 17 a cheirar a um perfume intenso e sem jornal na mão ou no bolso. Solidão beijava-lhe a testa, retirava-lhe e pendurava-lhe o casaco e preparava-lhe o banho. Voltava para o seu livro. Deus voltava, varria o chão e preparava o jantar.

Ás 20, em ponto, e sem ser tolerado qualquer atraso, Deus e Solidão estavam à mesa a comer e conversar, enquanto Eu, no chão sentado, comia da tigela.

17 de agosto de 2010

Há pessoas que fogem ao amor, que destroem e desperdiçam as paixões que encontram ao longo do caminho, e depois quando acham que já estão no outono da sua vida amorosa, e como houve não mais haverá, e também empurrados pelo medo de morrerem sozinhos, acabam por se juntar com alguém com quem não há paixão, alguém que provavelmente cometeu os mesmos erros e pensa da mesma maneira, e com quem julgam ter algum tipo de noção de felicidade.

E depois há pessoas que procuram eternamente, que vivem as suas paixões e tem as suas desilusões mas ao longo do caminho algo se perde e com esse algo a esperança de encontrar o outro, e assim acabam sozinhas.

E depois há os típicos casos de casais que ao se conhecerem na flor da idade se agarram um ao outro como se não houvesse amanhã. Precipitam-se, engolem-se e consomem-se, acabam por se separar dez anos depois ou simplesmente vivem juntos até ao ponto de não comunicarem a não ser através de berros, dormirem em quartos separados, odiarem-se profundamente acusando se mutuamente de uma juventude roubada e consumida mas sem nunca dar o braço a torcer que aquela relação já não é nada.

Não penso que ninguém deva acabar sozinho, contentar-se com meias felicidades ou sufocar-se com um primeiro e muito opressivo amor. A busca nunca deve acabar, mas não se pode acreditar na perfeita cara metade. Tal coisa não existe pois ninguém é perfeito. A pessoa perfeita deve ser perfeita não porque tem todas as qualidades e aceita todos os nossos defeitos, taras e paranóias, mas sim porque... porque no fim do dia essa pessoa é a única que realmente nos vê, com quem realmente podemos falar, com quem podemos ser nós próprios sem julgamentos ou conclusões, que realmente sabe quem somos e quer estar lá quando precisamos. É quem queremos encontrar quando chegamos a casa, a ultima pessoa que queremos ouvir antes de dormir. É por quem acordamos as 4 da manhã e percorremos meia cidade porque essa pessoa simplesmente precisa de companhia.

E não digam que amor não é sexo. Tem de ser sexo! Tem de ser aquela sensação de querer tocar a todo o momento, aquele calor por dentro quando um beijo é exactamente perfeito. É o corpo também, são sensações intensificadas ao extremo!

O amor na sua forma mais primária, num olhar, num toque, numa sensação, numa atracção não muito bem explicada é a mais simples coisa. Mas as pessoas insistem em virar as costas, ou porque é demais, ou não é o suficiente, e depois estão confusas e depois já sim e agora já não e afinal é aquele e não este. Quão difícil será admitir o que se quer, dizer o que se quer, sejam qual forem as razões!!

O amor não é difícil de encontrar, é difícil de lutar, de conservar e de admitir. É tortuoso de esquecer.
Mas está por todo o lado.

16 de agosto de 2010

Não sei se foi do exagero, se realmente comi demais ou se me vacinaram durante o sono, apenas sei que amanhã não terei medo de passar a porta. Não terei de olhar para os dois lados da rua antes de atravessar nem escorregar por uma multidão de pessoas na baixa desta cidade. Não terei de dizer bom dia nos cafés, nem atender telefonemas, nem mandar mensagens, nem nada. Na verdade não terei de falar de todo. Não terei de olhar para alguém senão eu própria reflectida nas montras das lojas e nas poças da rua. Amanhã terei coragem de passar a porta pois todo o resto do Mundo vai ficar em casa. Cansei da vida dos outros constantemente no caminho da minha. Estou zangada, desiludida, revoltada. Com ninguém e com toda a gente. Acho que se trata da simples acumulação de anos em prol de tudo menos de mim. Sinto-me traída, tão traída. Como se o vento me espetasse facas nas costa enquanto deixo a colina. Finalmente no topo da mais bela ponte de algum ou outro, admiro as rochas que seguram esta cidade. Não se ouve um ruído, ninguém pôs um pé fora de casa.

11 de agosto de 2010

Como algo realmente escuro, realmente brilhante, realmente intenso, os teus olhos. Uma perdição de palavras que se silenciam, pois qualquer tentativa de explicação se podia entender como atentado ao sagrado, sacrilégio punido com a morte.
Como seda, como pétalas da mais rara flor, como a mais suave das brisas, a tua pele. Tão pecaminosamente pousada no teu curvilíneo corpo, que só de existir torna Deus mortal.
Como um tesouro, uma raríssima preciosidade, uma urgência, um chamamento, a tua boca. Molhada como as águas quentes das imortais e longínquas ilhas desertas, desses sítios quentes para que transportas com esse tão alucinante beijo teu.
Como uma Afrodite pecadora, uma Vénus santificada, uma santa desejada rodeada pelo prazer do pecado.
Fénix renascida uma e outra vez, em cada uma das mil e uma noites, vidente cigana sedutora e vigarista.
Doce princesa virginal que pela janela se escapa.
Quantos poderosos de te seduzir! Qual o capaz de prender...
És tu assim, meus olhos.

7 de agosto de 2010

Não sei para onde me levas ou porque me levas, apenas sei que me sinto bem. E é  fácil esquecer o mundo que nos rodeia, é fácil ser fácil. É fácil ser nós. Até quando isto? Até quando a facilidade do simples? Até quando este engano cruel. Não sejamos mentirosos e larguemos as mãos. Tu levas me e eu confio mas sabemos que não ira durar. Porque a mão que me dás não é a tua e eu não agarro a tua mão. Mas por enquanto sinto bem e o resto que vá com o vento.

2 de agosto de 2010

You know.. I care, but I'll stop caring.
Don't look me with those sad little eyes of your, is no pity or compassion left.
I'm not a doll, I'm not an object... so get the hell away and stop looking at me!
You have no right, no possession, my body is not yours, my mind never was or would be anyone else property but mine and his.
I have my own way to do things, stop telling me what and how to do it.
stop getting in the way of my happiness and freedom.


I'm good now.

30 de julho de 2010

O meu ser parece não encontrar paz, descanso algum que o acalme e console.
Não passa de um corpo sem alma. Não passa de uma alma sem corpo.
Copo a copo descubro que o álcool não mais me satisfaz e abandono os vinhos.
A minha cabeça está longe, não demasiado longe, apenas ali, longe...
O prisma muda e a vida toma outra cor, agora está tudo numa verde azulado com reflexos amarelos.
Está na hora de escolher um caminho, ou de seguir o caminho já escolhido.
No intimo das coisas sem sentido mas com significado mandam-me deixar o pecado, mas recuso-me a obedecer.

Tão bom falar para ninguém, falar sem sentido, escrever para quem julga que sabe mas é cego de ver... tão bom estar sozinho na multidão... tão bom ser-se perdido... tão bom ter se tanto ainda para viver

A minha juventude é o meu consolo, a esperança de um amanhã torna tudo colorido.
Um dia hei-de de possuir o que desejo na palma da mão..
Até lá... a espera é uma agradável companhia..

Tenho tempo, dá-me espaço, não me faças as perguntas erradas.

25 de julho de 2010

E quando te vir vou-te dar um abraço ou apertar te a mão, sorrir. Juntos caminharemos por montes extintos e rodeados de sombras de vida tomarás um sumo e eu café . Falaremos das mais estúpidas coisas, teremos as discussões mais interessantes. Ora próximos, ora distantes, sempre acompanhados mas praticamente sozinhos. O dia tardará e as horas findaram e no fim do dia quem sabe...

E quando te vir vou-te cumprimentar a pressa, sorrir de leve. Juntos caminharemos por montes extintos e rodeados de sombras de vida tomarás um sumo e eu café, mas sempre separados. Ironicamente sozinhos, sempre acompanhados, não te dirigirei a palavra. O dia tardará e as horas findaram e no fim do dia já se sabe...

E quando te vir vou-te abraçar a pressa e sorrir nervosa, A uma certa distancia, meio acompanhados um pelo outro iremos ou não falar, depois de uma como sempre animada conversa em grupo quem sabe.. mas eu vou sempre mentir.

E eu não estarei lá no dia em que as barcas partirem para o mar sob o céu azul vivo e do pendente sol, de mão dada com a falsa promessa da alma que se vendeu a Deus para rumar ao Inferno.

23 de julho de 2010

Sufoco com os beijos das tuas doces e enganadoras palavras, sufoco com a leitura da história passada, vejo-me sozinha a sufocar no chão.
E em toda a minha vã loucura  nunca me vejo deveras só, pois tenho como companhia a solidão, devorando-me como feras famintas à volta de uma carcaça.
Tiras-te tudo de mim, e quando o recuperei quiseste-mo tirar de novo.
Não precisaste, fui brutalmente assaltada.
Pergunto-te então:- Estás feliz?
Espero, não pergunto, sei que vagueias pelas ruas da amargura e seria cruel tal coisa sair da minha boca, enquanto te olho debaixo da ponte.
Pergunto-te então: - Do que precisas?
Ou talvez não pergunte pois não me saberás responder.
Digo-te então: - Estou aqui.
Mas minto-te pois ao te afogares em corpos pagãos obrigas-me a desaparecer.
Não me vou basear mais em chuva, em amores vagos ou poesias, em facilidades fugazes de paixão.
Já atirei com as incertezas à parede, assentei os pés no chão e deitei o armário dos sentimentos ao lixo.
Não me vejas como a recordação de quem era, não me aceites como sou.
Tornei-me uma velha carcaça devorada por feras de solidão solidária.
Devolve-me a loucura e a vontade de viver. Ou simplesmente beija-me e espeta-me um punhal.

18 de julho de 2010

Uma historia de uma pessoa rodeada por diversas pessoas com historias, e a própria fusão dessas pessoas se torna numa história de fusão de histórias que levam à formação de muitas mais historias. E todas estas histórias são apenas fragmentos da verdadeira historia global. Seremos nós, pessoas, apenas historias? Vivemos neste mundo só para termos algo a contar? E valerá a pena ser historia? Ou na desesperada procura de sermos algo ou alguém, de sermos historia e não apenas passarmos por ela, não nos tornaremos apenas memorias da historia que passou? Que legado deixamos nós, simples pessoas, com simples historias que nos alimentamos de memorias criadas desde o dia em que nos determinamos a nascer até ao dia em que é obrigatório morrer? Não é triste sermos histórias como tantas outras perdidas por ai, na cabeça de alguém que já não nos recorda? Ou só o facto de existirmos e sermos história faz valer tudo a pena?


Sinto-me feliz.

17 de julho de 2010

Green Eyes - Coldplay

Honey you are a rock
Upon which I stand
And I come here to talk
I hope you understand


(Chorus)


The green eyes
Yeah the spotlight
Shines upon you
And how could
Anybody
Deny you?


I came here with a load
And it feels so much lighter
Now I've met you
And honey you should know
That I could never go on
Without you
Green eyes


Honey you are the sea
Upon which I float
And I came here to talk
I think you should know


(Chorus)


The green eyes
You're the one that
I wanted to find
Anyone who
Tried to deny you
Must be out of their mind


'cause i came here with a load
And it feels so much lighter
Since i've met you
And honey you should know
That i could never go on
Without you


Green eyes
Green eyes ohohohoh
Ohohohoh
Ohohohoh
Ohohohoh


Honey you are a rock
Upon which i stand...

15 de julho de 2010

É bom falar. Dizem os outros que é bom falar. É bom partilhar o que sentimos, pensamos, o que nos acontece, porque fazemos ou do que precisamos. É bom falar. E todos querem saber o que se passa. Uns por curiosidade, outros para se sentirem importantes, outros para estabelecerem ligações de confiança, outros porque apenas querem ajudar. Sejam quais forem as razões todos parecem estar dispostos a ouvir, mesmo que não escutem o que dizemos. Por vezes desabafamos com as pessoas que pensamos próximas, em que confiamos, que pensamos que nos vão compreender e escutar. Outras vezes explodimos com as pessoas menos improváveis, que algumas dessas vezes se revelam reconfortantes e preocupadas.
Seja como for é bom falar. Todos nós gostamos de falar. Todos nós queremos ser escutados. Todos nós procuramos conforto e compreensão.
Mas como falar? Como carregar quem gostamos e confiamos com o peso do nosso peso, preocupando-os, quando eles precisam que os escutem?
Prefiro não falar. Para quê?
Posso esperar que quem gosto fique bem, posso aguentar tudo cá dentro. Posso aguentar tudo sozinha. Afinal... há tanta mais gente com problemas, tão piores que os meus...
Porque não me resolver sozinha, ajudando assim os à minha volta. É assim que penso. É o melhor que tenho a fazer. É o que consigo fazer. Mesmo que queira falar, mesmo que me peçam as palavras faltam-me e eu calo-me. Não se passa nada. Nunca se passa nada. E é melhor assim... penso eu.
Incrível como me é tão fácil criar laços de amizade e confiança, conhecer uma pessoa como a palma da minha mão, mas quando toca a falar de mim, deixo a conversa para o papel... e continuo sem dizer nada. Desabafar é tão difícil. Tenho medo de me mostrar a uma pessoa e que essa pessoa abuse do que sabe. Não posso correr esse risco. mesmo que me veja sozinha quando estou acompanhada, perdida nos meus pensamentos e engolindo em seco com as lágrimas nos olhos enquanto me rio de uma piada. Que ando eu a fazer.. que hei-de eu fazer... Porque é que escrevi isto?

13 de julho de 2010

Queres namorar comigo?
Ui.. O quê?
E se...
A eterna dúvida flutuante eternamente flutua sobre as cabeças de quantos e quantos que não se deram ao risco, ao prazer ou a proibição de arriscar...
E se...
Nunca terei essas dúvidas na minha vida... se alguma vez as tiver, matar-me-ão.
E se...
É demasiado o peso da dúvida certa de que só uma decisão incerta, recusada como medida tomada, pudesse dar origem a muitas e tantas mais origens, a um todo novo e paralelo universo, a uma outra e nova vida, nossa, e perdida por aquele momento.
E se...
Se o arrependimento matasse... onde estaria eu? Em lado algum suponho... tal como o resto da humanidade...

O meu peito é um grande buraco negro..., com um só objecto sugado para o seu interior, que depois de absorvido tomou forma de lua e que me faz funcionar em fases...
O meu peito é um buraco negro e por mais fases que tenha não encontra solução ou escapatória... Por vezes quase que atrai uma certa luz para o seu interior, quando essa orbita em seu redor, mas é um buraco negro demasiado fraco e a luz escapa-lhe.
O meu peito é um buraco negro, o meu corpo é uma sombra, o meu ser é uma ideia perdida e louca.
Que ironia é o atrevimento de me deixar existir...

10 de julho de 2010

já foi a primeira,
já não é a terceira,
já vais na vigésima... CERVEJA!!! E não puxaste o autoclismo!

Quando será que alguém terá tomates para roubar a virgindade do frigorífico, esconder a mão debaixo da cama e dizer à menina que foi a mamã que partiu a jarra de jade seda sede?
Pensamentos homicidas contra desconhecidos da minha vida que nem sabem o ódio que lhes tenho.
Sonho em respirar debaixo de água para me afogar dentro dos teus pulmões de vinho e os ombros do teu peso te caírem cabeça a cima.
Irei morrer te nos braços de exaustão sexual mecânica e por carência de ferro, e nada terás a fazer senão morrer comigo nas pernas enquanto o meu cadáver te sufoca e engana, esmaga e esgana o coração.

9 de julho de 2010

às vezes dá me na cabeça e pronto

Ele caminhava sozinho, sempre pelo mesmo caminho, até aquela casa além.
Sempre de olhar perdido, procurando algo, ou procurando alguém, sem saber porquê ou o quê, sem saber muito bem quem, sempre caminhando lentamente até aquela casa além.
Ele chegava àquela casa, pequena casa de jardim e horta, onde o esperava a mulher à porta, que repetindo o diário acto, que lhe servia quente o prato, que ele comia sempre com o mesmo talher, sentado em frente à mulher.
Á noite ao deitar, deitado do lado direito, sem nunca a tocar, beijava-lhe a testa com respeito, e voltava-se a deitar, de costas para ela, soprando a luz da vela, tentando descansar.
De madrugada madrugadora, levantava-se a senhora, pé ante pé para não acordar, o seu senhor que ainda se encontrava a descansar.
Fornada de pão quentinho, leitinho fresquinho, e o tradicional café, tudo pronto e arranjadinho, para quando o senhor se puser a pé.
TOO MUCH GIRLY TO MY TASTE!
AM I A GUY??
SO STOP TALKING TO ME LIKE I AM ONE!
SEEK OF STAYING, I WANT TO LEAVE!!
TRAVEL TO SOUTH, GO CRAZY..
SOMEONE TO PICK ME UP? I'M DYEING UP HERE!!

8 de julho de 2010

When you Kiss Me - Shania Twain

This could be it, I think I'm in love
It's love this time
It just seems to fit, I think I'm in love
This love is mine
I can see you with me when I'm older
All my lonely nights are finally over
You took the weight of the world off my
shoulders (the world just goes away)
Chorus:
Oh, when you kiss me
I know you miss me -
and when you're with me
The world just goes away
The way you hold me
The way you show me that you
adore me - oh, when you kiss me
Oh, yeah
You are the one, I think I'm in love
Life has begun
I can see the two of us together
I know I'm gonna be with you forever
Love couldn't be any better
Repeat Chorus
Instrumental Solo
I can see you with me when I'm older
All my lonely nights are finally over
You took the weight of the world off my
shoulders (the world just goes away)
Repeat Chorus
And when you kiss me
I know you miss me
Oh, the world just goes away
When you kiss me

7 de julho de 2010

Só... Completamente só... Completamente incompleta, como se me tivesse arrancado alguma parte de mim a sangue frio... Mas não doí... ao menos isso... Pior se doesse.. pior se sentisse... apesar de sentir-te.. sem te sentir mais...
Triste é ao fim do dia chegar a uma casa vazia, de divisões frias e moveis impassiveis, e não ter com quem falar... olhar para o telemóvel.. e não ter a quem ligar...
Maldito nó na garganta, condenado sejas vazio no peito, sede eterna de uma fome morta numa orgásmica explosão do corpo debaixo de água...
Não sou nenhum lobo solitário.. sou apenas eu só e dorida de uma guerra perdida... triste por te saber perdido.. Algures de ressaca debaixo de água..

                                                                                                                           Que bonito é.

5 de julho de 2010

- Amo-te…
Ele bate-me e no dia seguinte diz-me…:
- Amo-te…
Ele bate-me e diz-me no momento, olhando para mim de olhos vermelhos e cara arranhada, braços lacerados, sangrando do nariz e toda marcada:
- Amo-te…
Eu lutei como pude. Eu tinha de o fazer. Tinha de me defender... e de descobrir.
Mas eu não queria. Ou talvez quisesse. Só sei que não me pude controlar o movimento.
Não pude parar. Não consegui parar. Não quis parar.
Após o deitar ao chão agarrei a faca que a há momentos caíra das suas mãos e espetei-a no exacto centro do seu peito.
Ele olhou-me surpreso. Nem liguei, já não lhe via os olhos.
Facada após facada, loucas e aleatórias, formava ranhuras, começava a abri-lo, a rasgar-lhe as entranhas. A cada golpe, ele ficava mais exposto, a cada golpe, ficava mais ávida de o golpear.
Uma poça de sangue, do seu sangue, sujava-me ainda mais o vestido já manchado com o meu sangue.
Tinha os olhos inchados de chorar, mas já não chorava.
Mantinha me de olhos bem abertos, num total fascínio a abrir aquela besta imunda que há momentos me quisera abrir a mim.
- Amo-te - disse ele.
Cansada comecei a esburacar pela cavidade torácica onde encontrei o tão prometido órgão.
Arranquei-o com a mão e atirei-o para o lado.
- Amo-te…
- Sim? Eu também…esta noite sirvo-te com vinagre.

4 de julho de 2010

Quero matar esta sede de matar. Matar o percurso de uma vida. Talvez até findar a minha. Fechar os olhos para não mais, nunca mais, em alguma vida ou realidade paralela acordar.

Estou cansada de tentar, de procurar, de procurar-te... Estou cansada por te ter encontrado.

A minha boca está seca da droga lenta já consumida, e eu quero matar, quero matar a minha vida.

Já não faço sentido, já não tenho propósito, já não mais, nunca mais. Espero que não.

Preciso de uma urgente mão, da tua apenas, que me sacuda este pó nevoeiro em que me perco.

Já dei demais. Já dei tudo. Já nada meu me pertence. Já só me pertence o desespero, a amargura de anos acumulados em segundos vividos. Até o meu corpo se encontra perdido de mim.
Já te dei tudo sem o dar, sem o querer fazer.

Já não vejo que mais pode acontecer.
Como mudar,
o que pode vir a seguir,
se não me consigo mexer,
se não te puder sentir.

Eu costumava sorrir e ir passear ao Sol. O meu pai pegava-me pela mão e mostrava-me coisas novas.
Eu costumava ser feliz quando tudo era simples ao Sol com o meu pai pela mão.

2 de julho de 2010

Já não faço poesia à meses,
À meses que não me sinto. Nesta dormência tão minha minto a mim própria por já não o querer sentir.
Já não sou poeta porque já não luto com a dor, deixo me ser engolida por ela como sempre me deixei levar pelo amor. Já não encontro força para aflorar o que é negro... O sangue perdeu a piada, gelei a ponto de não mais chorar.
A morte é demasiado insatisfatória... não é meu desejo descansar. O descanso é passivo e eu desespero por fazer algo que combata esta contradição. Estou cansada de ser humana e mortal. De me embebedar vezes sem conta com o álcool errado...


Eu fiz me mulher, faz te homem, e não me trates como se tivesses a anos luz de mim, já há muito que me perdeste de vista.


I can't look at you! I just can't! Why can't I look at you?I want to look at you! But it hurts so bad... I don't know why... I just know that I want to look at you... but I can't look... because it hurts. Your look, that glow in your eyes hurt. Hurt me so bad. Hurt me so deep.
You know what? I'll still look at you, even if your look cause me the most unbearable pain of all the pains, I'll still look at you.. even if that pain kills me a little bit more each day, I'll keep looking at you..
At least I die with those eyes of yours, yours sweet everything brown eyes, burned into my mind, while I released the last breath of my living soul..
No regrets for this death...

1 de julho de 2010

 I don't want to see you
 I see you every day
 I want to touch you
 just have you still and close to me.

I want you,
I need you,
But I want so fucking much more.
Talvez um dia me deixes abrir o cadeado que te prende ao plural vós e te obriga ao não do plural alternativo nós...
Não dá para entender tanta possibilidade impossível. Tanto potencial deitado pela janela do 23º andar abaixo.

e no fundo tudo isto são devaneios e disparates sem sentido ou justificação... dócil e doce é a juventude que escorrega entre os dedos de cabelo.
gostaria de ter um comando universal. tirar o som a certas pessoas. passar cenas a frente. rever cenas passadas. 
e principalmente desligar me quando me apetecesse.


29 de junho de 2010

Não é como pensam. Custa, a sério que custa, e não me é indiferente.
Não sinto nada mais. Por dentro sofro de insensibilidade crónica ao toque, a todos os toques senão aquele.
Não sei se é sequer compreensível ou justificável, especialmente em relação a mim, tanta leviandade da minha parte, tanta fraqueza, tanta facilidade no acto de cair, de me deixar levar ao ser puxada.
Não, não se justifica, muito menos quando a régua com a qual meço a queda passa de centímetros a quilómetros, e eu de mulher a vitima de chacota moral por um pecado cometido.
Não é certo, correcto ou admissível, não me é possível aceitar que eu própria me puna por algo tão urgente de ser consumado.
Não é certo que me veja determinada, aprisionada, a um nada que se atreve a tomar a forma e a força de tudo.
Não é saudável tal valorização divina de uma respiração.
Porque raio de repente me vejo disposta a esperar por alguém que nunca esperou por mim?

27 de junho de 2010

No Identity

find out take much more than you think... but in the end... what do you find?
 (is a foto, but I can totaly draw this)
Mais do que algum dia desejei ou sequer imaginei.
Não me sabia tão susceptível à luz...
E no lado escuro da lua espero que retirem os últimos corpos ainda caídos por terra.
A ausência de vida é um cenário deveras austero, mas não me chega a chocar.
No escuro silencioso deste meu lado lunar apenas a vida me espanta, me assusta, me afasta.
Com a vida vêm muitas outras coisas, coisas que desprezo e dispenso.
Já há muito que me deixei dessa vida de quem tem vida.
De quem é vivo.
Estar vivo não é apenas darmo-nos ao diário incomodo de respirar, é dar razão a cada inspiração e expiração que se opera.
É ter alguém a espera para partilhar a nossa respiração.
É demasiado esforço esperar por alguém.
É pedir demais pedir que alguém esteja a nossa espera, que espere por nós, sem saber por vezes o que esperar.
Mas sempre é bom esperar, mesmo sem se saber, mesmo sem propósito ou vontade, pois a espera torna se o próprio propósito da respiração da vida.
Da vida de uma respiração.


Mais do que algum dia desejei ou sequer imaginei.
Não me sabia tão susceptível à luz emitida pelo desejo de respirar.
Demo-nos ao luxo da hipocrisia e peça-mos numa noite qualquer a deriva no calendário, a alguém que se cruze connosco, para nos esperar. 
Deve ser bom ter alguém a nossa espera, embora não saiba se estaria disposta a esperar.
Será que é assim que funciona, espera por espera, troca por troca?
E se a pessoa por quem esperar não for a pessoa de quem estava a espera?
E se não quiser esperar por quem me esperou e fechar a porta de regresso ao lado escuro da lua?
A espera é demasiado a pedir a alguém que não dá valor a respiração da vida.
Apesar de agora esperar que removam o ultimo o corpo que se deixa estar caído por terra. 
Sem vida. 
Sem espera.

24 de junho de 2010

Uma Regular Quinta a Noite na Minha Cabeça

total colapso mental por razões que a razão não explica, encobre ou abrange.
total colapso por vias da exaustão da pessoa em si...
chorar não vale de nada.
Como queiras meu amor... Como queiras...

21 de junho de 2010

Agora que penso.. assim só por pensar. Assim só por não ter mais nada para fazer.. Assim só porque vou disparatar e não fazer sentido algum, há coisas do carago!
Coisas mesmo estúpidas, mesmo fora do bom senso... mas também quem quer bom senso??
As pessoas passam a vida à procura da felicidade mas estão constantemente a fugir dela! Pensam que é algo complicado de atingir e criam falsas e inalcansáveis noções que tentam seguir a risca e que só os leva a uma infelicidade ainda mais ridícula e infeliz que a tristeza ou a arte de não se ser feliz em si. Talvez, ou melhor, com todas as minhas certezas é por isto, estas acções desesperadas e inúteis, que praticamente ninguém vive completa e realmente feliz neste mundo. E depois uma singela alegria não lhes basta! Eles e elas necessitam daquela noção perfeita e idealizada por tristes almas anteriores à existência dos presentes e actuais infelizes, aquela noção fantasiosa de um estado de espírito calmo, relaxado, de bem com tudo e todos, sem problemas ou contradições. Pois noticia de última hora companheiros terrestres: tal coisa não existe! Capacitem-se! E deixem se tentar seguir esses padrões e regras desse Universo mesquinho e fútil, típico de uma personagem do género Marta Stewart, não vos leva a lado nenhum.
A felicidade não é algo físico. Um prémio espiritual após um certo caminho. É o que temos e conseguimos ver em nós e em todos os que nos rodeiam. É dar valor a cada segundo de vida que vos corre no sangue, vivendo não de uma forma certa e coerente, mas sim ao máximo. Nunca sabemos o que nos espera o amanhã portanto porque desperdiçar o hoje? Estamos habituados a comodidades de todos os níveis tendo o amanhã como garantido como desculpa, não como deve de ser.
Problemas? Toda a gente os tem, maior parte apenas pensando que os tem, e criando-os para se entreter, fazendo planos e interpretando um papel vitimado porque fica sempre bem e serve de desculpa termos pena de nós próprios para não querermos saber dos outros, mas os problemas não são assim tão graves, nem tão grandes e maior parte nem vale a pena dar atenção. São pura perda de tempo. Entretenimento de mau gosto a que sucumbimos como se uma ordem nos fosse dada. Que raio de liberdade! Somos Homens ou Ratos???
Deixa-mo-nos mesmo derrubar tão facilmente? Refugiando nos em "problemas", pensando a vida em  vez de a viver, seguindo padrões e regulamentos como ratos de laboratório, criando rotinas insatisfatórias, tudo na esperança de um presente digamos divino, caído do nada?
Recusamos-nos a prazeres naturais, preocupamos-nos demais, damos atenção ao que não devemos...
Penso porque ninguém mais vê assim o Mundo... Sair a rua, respirar fundo, olhar o céu, observar os prédios, os edifícios, as pessoas, ouvir os sons, chegar perto de quem gostamos e sorrir. Mesmo que a nossa vida esteja uma merda, sorrir. Ouvir os seus problemas e tentar ajudar. Não interferir! Ajudar, aconselhar. As pessoas têm a extrema e irritante mania de se meter na vida dos outros, é isso, escutar conversas, tentar sacar informações e falar por cima de outros para que a conversa se vire para elas próprias... Odeio isso. Eu cá não me importo de ouvir. Falar faz bem aos outros e eu gosto de os ouvir. Memorizar as suas vozes, reparar nos teus sotaques, como dizem isto e aquilo, as expressões de rosto, toda a beleza da pessoa que está a falar comigo. Há pessoas tão bonitas por aí. Não estou a falar de fisicamente atraentes, perfeitas ou perto da noção de perfeição. Bonitas. Nos seus sorrisos, franzir da sobrancelhas, como mexem no cabelo ou enrugam a testa em reacção ao que seja. Estar numa sala de aula e ouvir o barulho de fundo, a voz do Professor/a, as posições e os comportamentos dos colegas à volta... até o simples acto de fechar os olhos e aproveitar estar a aprender. Estar no exterior, e observar todo um mundo a nossa volta e a sorte que temos por estarmos ali, naquele momento, com aquelas pessoas, o quanto gostamos delas. Porquê estar noutro lugar qualquer? Eu penso assim. Sou feliz assim. E sim procuro sempre mais...  mas não de forma obcecada e  diária, não perdendo tempo a criar discussões ou problemas, não correndo de um lado para o outro sem reparar. A vida é algo tão fugaz... porquê correr e acordar um dia, ás portas da morte e pensar: -Que fui eu fazer?
Eu não vou viver uma vida perfeita, mas sei e vou fazer os possíveis para que não seja uma vida de arrependimentos... Podem dizer o mesmo?
(Tal como esperava, mesmo tendo razão e lógica, não fiz sentido algum... Mas quem quer fazer sentido? eu não)
- Ainda és a mesma pessoa que eras o Verão passado?
- opáh não sei...
  não me lembro de quem era...
  mas duvido...
Porque não posso simplesmente agir como devo?
Porque tenho de me manter fiel a mim?
Cansada de ser quem sou sem ter certeza disso, de não saber por que lado ir, vendo morte sem chorar, sufocando sem gritar, morta consecutivas vezes sem dar luta ou protesto.
Esfaqueando com agulhas quem me estende a mão, fazendo-os andar sobre pregos.
És uma merda Catarina, devias estar num Laboratório de Loucos.

19 de junho de 2010

-Desde quando é que escolheste o teu namorado em vez da tua melhor amiga?

-A partir do momento em que a minha melhor amiga disse que não queria saber de nada, que se esta a cagar,  e esta completamente diferente da pessoa que eu conheci

-Da pessoa que te encobria da tua própria estupidez e que perdoava todos os erros cegamente.
 Cansei de fechar os olhos!
 Não te vou aconselhar a algo que te faz mal.
 Nem te perdoar o imperdoável.
 Se queres uma fã ou alguém que te siga muito bem.
 Ficas com a Cris e esqueces me.
 Se queres uma verdadeira amiga tinhas me a mim,
 mas já não tens.
 E no dia em que o teu namorado te deixar, te bater ou te humilhar não me vou rir.
 Vou te apenas dizer : A historia repete se e eu avisei te.
 O que tu fizeste Sara não se faz
 e foi algo que me prometeste nunca fazer.
 Quebraste a tua promessa.
 Pois agora eu quebro os laços de carinho e amizade que tivemos durante 9 anos.
 Já perdoei demais, isto foi a gota de água.
 Boa sorte na tua vida de falsas amigas e namorados agressivos.
Fica sabendo que o meu número de telemóvel é o mesmo.
Há que ter coragem para fugir as vontades de vez em quando e apenas fazer a coisa certa. Não somos só nós no Universo, há pessoas em jogo as quais não podemos fugir. E os plurais e singulares deste pedaço de terra tornam se vulgarmente nossos, sem dar pelos ponteiros do relógio. Não sei do meu casaco, tenho de sair. Onde está o meu casaco? Procuro o amanhã. O dia já tarda e a noite balança nas portas do horizonte. Tenho gente a minha espera, levo outro casaco que não o meu. Que remédio! Que remédio fazer o que devemos e não o que queremos. Que remédio tenho eu de não levar o meu casaco.

18 de junho de 2010

Someone to hold my hand
I'm falling as fast as possible,
I don't know when this hole ends,
But i don't want to find out.
Can anyone tell me the way,
this life is shutting me out,
i'm so mad at the world
so hurt, so sore.
 you lie to me everyday
 breathing
 being alive
 because life is a lie
 and yours is a stone in my
 way
 because everyday single day you live
 i believe a little bit more
 and keep hoping
 that tomorow
 you won't wake up at all

As ações do teu subconsciente... e tudo se resume as Entrelinhas da Tiróide.

17 de junho de 2010

Chegamos de manhã e ainda aqui nos encontramos.
As paredes brancas estão arranhadas pela loucura.
A cama nua coberta de sémen e outros fluidos.
Os lençóis jazem no chão.
Sangue aqui e ali, pequenas e deliciosas gotas no chão de madeira.
A janela foi deixada aberta para os sádicos espectadores e as cortinas esvoaçam, já meias rasgadas.
Quarto de prazeres extremos, em que qualquer tipo de restrições ou limites são deixados fora da porta.
A criatura, exausta e exasperada, encostada a uma parede espera que as mãos que há segundos lhe escorregaram pelo corpo regressem.
Esta noite o prazer é meu. Fodo-te, rego te com gasolina e deixo te com a memória da faísca do meu isqueiro.
Já tenho o que queria de ti.

11 de junho de 2010

Mulher,
Obra de arte descartável, objecto de desejo, ora pedaço de papel ora pedaço de carne, despedaçável de forma inteligível.
Camisa de forças das minhas forças, pecado de meus erros, Julieta em farrapos de luxuria.
Dissabor de noites amargas, esperas prolongadas, promessas sem fim.
Ilusão iludida, alma incompreendida, fuga de traições.
Em ti me perco, em ti me encontro, em ti me sinto e em ti existo.
Melhor viver por ti que para ti, melhor do que sofrer sozinho.
Companhia de tentações, usada e trocada por perdões, apostada por orgulho.
Álcool de palavras, mal usadas, acorrentadas, exageradas e sem fim.
Mantenho as minhas mentiras, uma por outra, em ti e para ti debitadas para que aja a certeza de eu ser homem e  tu corpo meu.
Silhueta bonita, que nua esperas pela minha vinda , numa cama fria sem uso de ti.
Porque me amas mulher? Porque me queres? Porque me segues? Porque te enganas?

9 de junho de 2010

Horas e horas num fio de água que insiste em correr sem cessar. Gota a gota transbordando. Uma explosão de exaustão, mal silenciada, talvez numa falhada tentativa de corrupção, evoluída para raiva em flor. Pontos e remendos numa boca sem remédio, salivando de fome e sede insaciáveis. O desejo incontrolável é processado e restringido a contenção vigiada. Por outros lados, suicidas planeiam exterminar a cobardia da omissão pela arte da matança, ou pelo politicamente correcto e pseudo punível homicídio.
adoro esta sociedade de jovens velhos relacionados com velhos jovens que insistem em dizer que sabem sem saber.

5 de junho de 2010

Mentes loucas e sociopatas, com macacos pela trela, na minha rua ou na tua, envergando colares com glóbulos oculares e peles das suas vitimas.
Tudo faz parte da fantasia do espelho. Da oportunidade para ultrapassar Deus. De te dar a mão por um segundo. Acreditar que há loucos debaixo do tapete.
E tudo num desespero suspirando pela a tua atenção.
Uns sufocam se em espartilhos, outros esticam se em saltos altos.
Seja de qualquer forma ou jeito, já é espaço de tirares as almas do armário e perderes a gaveta das meias. De te fazeres possível para me ganhares direito de propriedade.

4 de junho de 2010

O copo parte se, desfaz se na areia com a lentidão do tempo nos desertos. A dor emocional da múmia exagera se. Pura arte rejuvenescida. Quase perfeito malabarismo. De mão dada com a ampulheta corre em prados verdes. Uma experiência intelectualizada que necessita de vigia constante. Sem parar de correr. Puro ciclo vicioso de decadência humana... Ai como seria se não houvesse Deus algum! Se apenas o destino controlasse a mão e a mão controlasse o destino. Estou demasiado bebida com o álcool errado.

2 de junho de 2010

A tua distancia descalibrada e desequilibrada com essa mesma companhia diária desagrada me. Entre nós não há o que haver, e a sopa esta a esfriar. Não há amanha para a sobremesa. E eu consumo me em erros e vontades para me esquecer do prato principal. Mas volto para tocar piano todas as tardes contigo. Se ao menos tivesse corrido mais depressa, chegado mais longe, chegado primeiro. Talvez.... não! E até se calhar poderíamos comprar numa sex shop um candelabro de duas extensões, que se fariam então três, e o escondêssemos debaixo do casaco. Mas não daria... só há espaço para uma vela na mesa de jantar. E à noite poderíamos ouvir aquela musica em silencio mas não escapas às vozes da consciência moral. Poderias até mudar de trajes, mudar os olhos, virar mulher, não escaparias a queda no poço recheado de livros, pena e papel para amparar a queda. Nada mudaria se não o mudasses tu, sendo tu. Estando aqui.

1 de junho de 2010


E eu cansei de te ouvir. Não peças para perdoar. Não há perdão possível. Não peças para esquecer as memórias que não tenho. São anos e anos de ausências, silêncios, aniversários em que me vestias uma personagem que não era eu. Exigências e expectativas demasiado altas para alguém que não eu. Todo um disfarce de anos em que crescia sob a sombra de uma bipolaridade forçada. Não peças para te mostrar a realidade se continuas de olhos fechados. Não vale a pena. Chega! Basta! Cansei de todos esses papéis vitimados em forma de justificar pura ignorância e negligência. Cansei de esperar por um aniversário em que tivesses lá, comigo, e não com outro alguém senão eu. Fecha a porta e cala a boca, gastaram se todas as palavras. Não me és nada. Fica nesse canto a espera de morrer que eu fico neste com sede de te matar.

Ode a amada mãe de mim




Grito ecoa pelas paredes... mas tu não vens. Continuas sentada nessa cadeira. Calada. Desprezível. Mesquinha. Exemplo perfeito de desistência na evolução primata.
Odeio ter rasgado o ventre que me trouxe ao mundo só por ser o  teu ventre. Não quero que sejas parte de mim, já que não sou parte alguma em ti. Não te quero conhecer embora te saiba de cor. E mesmo querendo impeço me de te abandonar. Odeio amar te. Odeio amar uma criatura intelectualmente inferior e mentalmente débil como tu. Velha carcaça que nunca conheceste amor, pois és incapacitada de sentir. O que entendes por amor é a tua drogada dependência. Dependência dele que é o teu tudo. Dependência de mim que acidentalmente vim ao mundo e de quem te serviste como muleta, muleta de ti, do teu vazio e da sua ausência. Dentro destas paredes, prisão de loucuras, escapa me a sanidade a cada dia que partilho contigo. A tua loucura é contagiosa, pegajosa, mas sei que não acabarei como tu. Há perto da tua cadeira a uma porta e eu passarei um dia. De vez, essa porta. Acredita que se olhar para trás é por compaixão do meu amor forçado pela natureza daquilo a que se chama filha, palavra cujo significado nunca assimilaste. Mas não te desejo mal, na verdade não te desejo nada.
Desejo nos distancia, para que possa abrir as asas e desprisionar me da tua louca dependência. Da minha crédula e ingénua compaixão. Da esperança que um dia assimiles a natureza.

29 de maio de 2010

De que serve ser se realmente alguém, mesmo sozinha, realmente pessoa, ser, criatura, criança, menina, mulher, se ao fim e ao cabo tudo isto se resume a ignorância e invisibilidade?
De que serve acumular todas as sensações possíveis e tirar prazer dos poucos segundos de felicidade se esses segundos são tão poucos e inconsequentes?
Para que questionar se nunca haveriam respostas?
Há quem se pergunte "Quem sou?" "Onde estou?" "Para onde vou?", pensando se inteligente e filosofo mas na verdade sendo um grande desperdício de tempo e espaço.
A vida não é para ser pensada! é para ser sentida. E já ninguém se sente.
Ser se boa menina e segui as regras e morais não leva a nada! eu não as sigo,E eu sou pessoa! alguém! mas de que serve rechear me de tudo o que se procura se quando me encontram não me dizem "Até amanhã".
Cansei de ser quem sou e não me posso fugir. Cansei de viver cada dia como se o mundo acabasse amanha... pois isso não mais me da proveito e prazer. Pois nada é proveitoso sozinha e intocada.

28 de maio de 2010

nao sei o que me leva a pensar que posso atingir o inalcansavel...
talvez seja a fraca ilusao de poder tocar.. de ja ter tocado...
talvez seja o gosto da queda abismal
Falo te...  fico feliz, não alegre, feliz! feliz só por te falar. e falo e falo, falo mais e falo do te que falei. e falo do que me falaste. e feliz, nao contente, feliz, muito feliz! comento e sonho. sonho e sou feliz. sonho do que falei e comentei e sonho ainda mais. e depois leio, e escrevo e caio na minha realidade... felicidade fugaz de pouca dura.. que volta sempre que falo mas nao mais do que um dia perdura... e sinto me triste... realmente triste... sem ter, nao só o que quero, ou como quero, mas sim sem ter o que urgentemente preciso.

tenho urgencia de satisfazer esta necessidade de ti. nao é capricho ou vontade banal.. é urgência... Tão urgente como o destino. urgencia urgente. que sufoca, que esmaga.

nao me ouves e eu nao te vejo. nao te ouço e nao me ves. nao falamos, apenas deixamos rapidos recados que servem para iludir o esquecimento e embelezar o acaso. eu tenho urgencia que nao seja apenas um acaso. porque aos meus olhos nao é acaso. aos meus olhos nao tem de ser assim. mas eu sou nova, ingenua e esperançosa... que sei eu da vida... que sei eu de ti...

22 de maio de 2010

pagamento atrasado, muitas vezes desfalcado e desproporcional.
para que ser politicamente correcto? para que pensar se demais? porque nao agir e pronto?
consequencias... todos nos as sofremos mas é algo a ultrapassar. porquê nao desenharmos a nossa propria concha de cor de força e com cortinas na parede sem janelas...
porquê apanhar o comboio?
porquê voltar a casa?
cansas me com o teu amor.
sufocas me com a tua devoçao.
entre palavras doces e juras de eterna paixao, acabas com o pouco que ainda sinto por ti.
é tanta a nessecidade de companhia,~de acreditaçao, desse pedacinho de sentimento de estimaçao, que procuras em mim algo que se estende para alem da razao do razoavel e que em mim nao iras encontrar.
es ingenua e eu velho... nada do que queres tenho para te dar.. mas sou egoista demais para te largar...
amar é algo mais, para compensar a fugaz paixao, consumida por tedio poetico e tesao.
pois no fim tudo o que resta sao as palavras silenciadas e dois corpos nus extasiados...
e a tua desiluçao em algo que viste e acreditaste mas nao passa de miragem.
nao te esforces, espera... talvez um dia alguem te ame,
talvez morras de amor por alguem que te despreze.
talvez morras pela exaustao da procura... ou pelas maos de quem te encontrar.

17 de maio de 2010

Ornatos Violeta - Ouvi Dizer

Ouvi dizer que o nosso amor acabou.

Pois eu não tive a noção do seu fim!

Pelo que eu já tentei,

Eu não vou vê-lo em mim:

Se eu não tive a noção de ver nascer um homem.

E ao que eu vejo,

Tudo foi para ti

Uma estúpida canção que só eu ouvi!

E eu fiquei com tanto para dar!

E agora

Não vais achar nada bem

Que eu pague a conta em raiva!

E pudesse eu pagar de outra forma!



Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã,

E eu tinha tantos planos pra depois!

Fui eu quem virou as páginas

Na pressa de chegar até nós;

Sem tirar das palavras seu cruel sentido!

Sobre a razão estar cega:

Resta-me apenas uma razão,

Um dia vais ser tu

E um homem como tu;

Como eu não fui;

Um dia vou-te ouvir dizer:

E pudesse eu pagar de outra forma!

Sei que um dia vais dizer:

E pudesse eu pagar de outra forma!



A cidade está deserta,

E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:

Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.

Em todo o lado essa palavra

Repetida ao expoente da loucura!

Ora amarga! Ora doce!

Pra nos lembrar que o amor é uma doença,

Quando nele julgamos ver a nossa cura!
sou boa demais... ou nunca boa o suficiente... porque é que nunca chega?
eu tento ate á exaustao... mesmo quando me mandam parar... mesmo quando eu mesma me mando parar pois ja piso o limite do ridiculo nas minhas tentativas paradas... poias nunca da em nada... pois dou tudo e nao recebo nada... nao mereço nada... nunca mereço nada... sou sempre a infeliz posta de lado mesmo quando se pensa que estou no centro. nunca ninguem me conhece... nunca ninguem se da ao trabalho de querer saber mais... e sou ridicularizada e substimadas por verdades disfarçadas de piadas que no fundo sao ao que tento fugir... nunca sou boa o suficiente a nada... posso sempre fazer melhor e no meu melhor nao chego a atingir o que querem... tenho sempre a obrigaçao de estar a espera.. pronta e sabida do que se segue... sou um claustro de defeitos e desilusoes em forma de borboletas que voam para longe, que fogem de mim... sinto me a piorar e esmorecer a cada dia que passa... o meu velho peso transborda do copo para o corpo... e enquanto as minhas maos tremem e o meu corpo cede de esforço abandonam me porque sou demais... demasiado boa... demasiado perfeita... demasiado pesado como carga a transportar... tiro o sono, levo a alma... amam me demais mas nao podem... nao aguentam... e voltamos ao mesmo... esforço me por nao ser boa... e ai exigem me a excelencia... a quem se admire de me ouvir a desparatar... pois tal genio nao se devia dar ao desplante... a quem se admire de me ouvir falar de algo com clareza e logica... a dizer algo inteligente... foi pobre alma como a minha nao sabe onde aquilo buscar... que mais querem de mim? QUE MAIS PRECISAM QUE DE?? NAO CHEGO OU SOU DEMAIS?? CEDO OU LUTO?? OBEDEÇO OU MANDO...?... o que for... mas nao me façam mais adivinhar... porque eu ja bati no fundo... e eu quero sair... por favor DEIXEM ME SAIR!! alguem me de a mao sem segundas intençoes... alguem me levante sem me julgar... que me julge sem me desacreditar... que nao me faça sentir pena ou tonelada... que me deixe existir sobre um proposito... longe da dor e da confusao fracassada de tentativas que sou eu.

Go Go Dolls Iris

And I'd give up forever to touch you


Cause I know that you feel me somehow

You're the closest to heaven that I'll ever be

And I don't want to go home right now



And all I can taste is this moment

And all I can breathe is your life

Cause sooner or later it's over

I just don't want to miss you tonight



And I don't want the world to see me

Cause I don't think that they'd understand

When everything's made to be broken

I just want you to know who I am



And you can't fight the tears that ain't coming

Or the moment of truth in your lies

When everything feels like the movies

Yeah you bleed just to know you're alive



And I don't want the world to see me

Cause I don't think that they'd understand

When everything's made to be broken

I just want you to know who I am



(break and solo)



And I don't want the world to see me

'Cause I don't think they'd understand

When everything's made to be broken

I just want you to know who I am



And I don't want the world to see me

'Cause I don't think that they'd understand

When everything's made to be broken

I just want you to know who I am



I just want you to know who I am

I just want you to know who I am

I just want you to know who I am

29 de abril de 2010

não quero estar sozinha. mas não quero ter por perto alguém que não se importe. não quero ter alguém que pode ou não pode. quero alguém que não se preocupe... mas que se importe. e para quem eu tenha importância. alguém com quem o assunto nunca acabe. e com quem chorar e rir seja algo natural. alguém com possa contar para o bem e para o mal... alguém que me diga alguma coisa importante. que me queira conhecer e não se esconda. que me acorde para a vida sem me deitar abaixo. que não me magoe quando me quer ajudar. e que não me sufoque quando preciso de estar sozinha. mas que mesmo me deixando sozinha se mantenha lá. que esteja sempre lá. a distancia de uma palavra. que me trate com afecto. que se importe e me deixe importar. e não o faça durante os tempos e depois me deixe cair.
ou se calhar quero ninguém, pois esse alguém não existe.

Eminem feat.Dina Rea - Superman

[Intro]

Oooooh
You high baby
Yeah
Ya'
Talk to me
You want me to tell you something
Uh-huh
I know what you want to hear...

Cause, I know you want me baby, I think I want you too

"I think I love you baby", I think I love you too
I'm here to save you girl, come be in Shady's world
I want to grow together, let's let our love unfurl
You know you want me baby, you know I want you too
They call me superman, i'm here to rescue you
I want to save you girl, come be in Shady's world
"Ooooh boy you drive me crazy", bitch you make me hurl...

They call me superman, leap tall hoes in a single bound

I'm single now, got no ring on this finger now
I'd never let another chick bring me down, in a relationship
Save it bitch, babysit, you make me sick
Superman ain't savin' shit, girl you can jump on Shady's dick
Straight from the hip, cut to the chase, I tell a muthafuckin' slut, to her face
Play no games, say no names, ever since I broke up with what's her face
I'm a different man, kiss my ass, kiss my lips, bitch why ask
Kiss my dick, get my cash, i'd rather have you whip my ass
Don't put out, i'll put you out, won't get out, i'll push you out
Puss blew out, poppin' shit, wouldn't piss on fire to put you out
Am I too nice, buy you ice, bitch if you died, I wouldn't buy you life
What you tryin' to be my new wife, what you Mariah, fly through twice...

But I do know one thing though, bitches, they come they go

Saturday through Sunday, Monday, Monday through Sunday yo'
Maybe i'll love you one day, maybe we'll someday grow
Till then just sit your drunk ass on that fuckin' runway ho'...

Cause I can't be your Superman

Can't be your Superman
Can't be your Superman
Can't be your Superman
I can't be your Superman
Can't be your Superman
Can't be your Superman
Your Superman, your Superman...
Don't get me wrong, I love these ho's

It's no secret, everybody knows
Yeah we fucked, bitch so what, that's about as far as your buddy goes
We'll be friends, i'll call you again, i'll chase you around every bar you attend
Never know what kind of car i'll be in, we'll see how much you'll be partying then
You don't want that, neither do I, I don't want to flip when I see you with guys
Too much pride, between you and I
Not a jealous man, but females lie
But I guess that's just what sluts do, how could it ever be just us two
I'd never love you enough to trust you, we just met and I just fucked you...

But I do know one thing though, bitches, they come they go

Saturday through Sunday, Monday, Monday through Sunday yo'
Maybe i'll love you one day, maybe we'll someday grow
Till then just sit your drunk ass on that fuckin' runway ho'...

Cause, I know you want me baby, I think I want you too

"I think I love you baby", I think I love you too
I'm here to save you girl, come be in Shady's world
I want to grow together, let's let our love unfurl
You know you want me baby, you know I want you too
They call me superman, i'm here to rescue you
I want to save you girl, come be in Shady's world
"Ooooh boy you drive me crazy", bitch you make me hurl...
First thing you say, "I'm not fazed, I hang around big stars all day

I don't see what the big deal is anyways
You're just plain old Marshall to me"
Ooh ya' girl run that game
"Hailie Jade, I love that name, love that tatoo, what's that say"
"Rot in pieces, uh, that's great"
First off you don't know Marshall, at all so don't grow partial
That's ammo for my arsenal, i'll slap you off that barstool
There goes another lawsuit, leave handprints all across you
Good Lordy whoadie, you must be gone off that water bottle
You want what you can't have, ooh girl that's too damn bad
Don't touch what you can't grab, end up with two backhands
Put anthrax on a tampax, and slap you till you can't stand
Girl you just blew your chance, don't mean to ruin your plans...

But I do know one thing though, bitches, they come they go

Saturday through Sunday, Monday, Monday through Sunday yo'
Maybe i'll love you one day, maybe we'll someday grow
Till then just sit your drunk ass on that fuckin' runway ho'...
Cause, I know you want me baby, I think I want you too

"I think I love you baby", I think I love you too
I'm here to save you girl, come be in Shady's world
I want to grow together, let's let our love unfurl
You know you want me baby, you know I want you too
They call me superman, i'm here to rescue you
I want to save you girl, come be in Shady's world
"Ooooh boy you drive me crazy", bitch you make me

Cause I can't be your Superman

Can't be your Superman
Can't be your Superman
Can't be your Superman
I can't be your Superman
Can't be your Superman
Can't be your Superman
Your Superman, your Superman...

Cause I can't be your Superman

Can't be your Superman
Can't be your Superman
Can't be your Superman
I can't be your Superman
Can't be your Superman
Can't be your Superman
Your Superman, your Superman...

17 de abril de 2010

odeio te
levas me ao desepero.
poes me fora de mim.
poes me em lagrimas.
e preciso te quanto... mas porque raio preciso tanto de ti na minha vida??
eu nao quero isto. chega...
incrivel que mesmo quando acaba as coisas nao param... e tornam se nesta bola de neve gigãnte que me esmaga
eu quero fugir daqui
o pior que fiz foi conhecer te... e nem sei se seria impossivel vivewr sem ti...
mas nao quero sequer saber...
so sei que perdi a liberdade de experimentar... e de ser jovem outra vez...
FALA HOMEM!!!


CARALHO!!

nao tens nada para me dizer ?

nada

a nao ser palavras bonitas que se esgotam depressa?

nao tens nada para dizer a mulher de quem tanto gostas?

vais deixar que nos resumamos a silencios tristes?

agora?? logo agora que cai em mim... e me vi dentro de uma gaiola. ... sendo publico mudo do teu silencio calado e ensurdecedor

11 de abril de 2010

e pronto... acabou... e em vez de ficar aliviada.. ainda pus um maior peso em cima de mim

10 de abril de 2010

nao. eu nao quero, eu nao quero, EU NAO QUERO!!!
tirem me daqui
quero desaparecer
mas porque?
so quero saber porque!
porque tem de ser assim? porque nao é simples.
e calem se as bocas metediças... quero ser eu a arranjar respostas.. estou farta de dar ouvidos e ver me encurralada num buraco.
tambem isto nao seja melhor para mim, talvez sozinha seja o meu lugar... eu so saber porque e deixar de o ver em ti.

9 de abril de 2010

e agora sarada vejo,
o universo que nos separa,
e com o coraçao nas maos beijo,
os pedaços de vidro partido,
em que caminho na direçao do nevoeiro,
esperando recuperar o que me foi roubado.
mas por que é que eu choro?
porque é tudo tao doloroso e quase insuportavel?
porque é que estou colada ao chao a espera... a espera de nada.
de nada, ar e poeira... aprtir de agora para sempre...
estou perdida....................

8 de abril de 2010

como eu sou fanatica pelo meu signo e estou sempre a procura de algo giro sobra ele aqui esta a mais completa e resumida definiçao de escorpiao.

Escorpião


Incapaz de viver muito tempo na calma, apaixonado por transformações, é ansioso e exigente. Não lhe falta resistência nem energia e dá tudo de si em situações difíceis. Sente-se diferente dos outros, tem dificuldade em se integrar, ainda mais porque raramente está livre de tensão.



Lúcido, espírito penetrante, crítico e perspicaz. Percebe nos outros o "defeito da couraça". Determinado, concentrado, confiante. Não se deixa influenciar, manda na sua vida, portanto é responsável pelo que lhe acontece. Pode elevar-se ou decair.



Não gosta de ser contrariado, nem que indaguem dos seus motivos. Força situações, perspicaz, sutil, ardente, leal. Ajuda-se, se quiser, e aos outros. Vingativo, antagônico, sarcástico, violento. Auto-respeito, não se preocupa com o que os outros pensam, pois tem boa opinião de si. Tem como garantido. Bom julgamento. Também quer segurança emocional. Tudo ou nada. Ar impenetrável, face de jogador de pôquer. Não esquece quem lhe ajuda, nem quem lhe prejudica.



Pode prejudicar a saúde com atividade derrotista, melancolia, excesso de trabalho ou de qualquer coisa. Poder de recuperação surpreendente. Garganta, nariz e órgãos reprodutores vulneráveis, varizes e hemorragias nasais.



Seus desafios são constantes, principalmente nas áreas financeiras e sexual. Deve aprender a dar, receber e compartilhar recursos e prazeres. Ambicioso não aparente, espera oportunidade e pega-a imediatamente. Se usar seu grande potencial pode tornar-se pessoa influente.





Corpo: Vigoroso e magro, de estatura media; porte robusto. Olhar magnético, linguagem envolvente. Ritmo biológico acelerado; energia concentrada na expressão física, inquietação motora. Atrai acidentes e morte brusca. Propensões auto destrutivas com grande poder regenerativo.

Referência anatômica: genitais.



Remédio de fundo: calcaria sulfúrica.

Ervas harmonizantes: ginseng, guaraná, manjericão.

Incensos: Almíscar, Ópium e Eucalipto.



Psique: Ação das emoções sobre a base corporal. Inserção rebelde do ego aos contextos convencionais. Reflexos rápidos e audácia provocativa; caráter anti-conformista e criativo. Temperamento vital-motor; humor paradoxal. Pensamento engenhoso, de fluxo intermitente e conteúdo experimental; concentração dispersiva, memória seletiva. Gostos elaborados, hábitos inusitados; moral transformadora. Impulsos primários de rebelião criativa. Tendência à imprudência.



Afetividade: Sensível, inconstante e erótica. Sensualidade experimental intelectualizada. Paixões ardentes e possessivas; emoções e sentimentos poderosos e imaginativos. Busca do novo e impensado. Amor ciumento, obstinado e rancoroso

7 de abril de 2010

Sinto me triste. Tão triste. Se calhar os outros tem razão. Sou capaz de ser bipolar. A verdade é que sou uma montanha russa de emoções e atinjo extremos opostos com uma velocidade sobre-humana. Mas sinto me triste. Não na fossa mas... triste. Mil e umas coisas correm na cabeça e eu não consigo parar de pensar. E quando penso já se sabe o que acontece. Fico com dúvidas. Duvidas ate das minhas mais fortes certezas. Vejo me num abismo de possibilidades e penso se vou ou não cair. Se devo ou não devo. Se posso ou não posso. Se quero ou não quero. A verdade é que não sei o que quero. A coisas que quero tanto e tão pouco. Que me dizem tanto num momentos e se tornam insignificantes no outro. Isto deve certamente dever se a minha incapacidade emocional que me faz sentir tudo ao extremo mas de uma forma extremamente volátil. Por isso temo tanto ter uma relação fixa e exclusiva com alguém. Tenho medo de a magoar pela possibilidade de num dia a amar profundamente e no momento seguinte não a conseguir ter por perto.

É nestes momentos de escuridão interior que tenho uma maior necessidade de escrever. É sim uma necessidade, pois uso a escrita como mecanismo de defesa, para me defender de mim própria, e todas estas tentativas definitivas de mim própria só servem como ultimo recurso para não me perder.

Sou tantas catarinas numa só. Nem eu as posso contar. Muitas pessoas têm alter egos. Outras múltiplas personalidades. Mas maior parte reflecte se na personalidade dominante ou simplesmente embrenhando se numa doença personalitativa. E eu nem sei se esta palavra existe. Ou se o que escrevo faz sentido.

Só sei que não quero enlouquecer. E tenho imenso medo disso. Muito medo. Não me quero perder de mim própria. Muito menos em mim própria. Não quero olhar no espelho e não me reconhecer ou esquecer quem sou. E há quem diga que sou especial. Há quem diga que sou apenas inadaptável. Eu só acho que sou perdida. Estou diluída em mim mas cada parte esta dividida de forma irremediável. Eu não me consigo fundir numa só pessoa. Eu sou a menina inocente e carinhosa e bondosa e generosa e que confia em toda a gente e acredita no bom das pessoas. E sou a cabra insensível que todos odeiam e que só quer saber de si própria. E depois tenho a rapariga infantil e impulsiva que não tem noção do que faz. E tenho a adolescente rebelde que só se quer libertar. E tenho a filha desesperada por agradar e ser reconhecida. E tenho este eu que escreve sobre a sua vida sem a comandar. Vamos chamar lhe o que sóbrio e lúcido. Eu sou a mais forte e a mais fraca. A mais selvagem e a mais domada. A mais racional e a mais instintiva. Globalmente exausta. Exausta de ser eu. De ser este eu que de tanto pensar se e encontrar se não tem uma vida. Eu desiludo me constantemente. E não dou um passo de que não tema arrepender me. E em momentos sem bem quem sou. noutros... vejo me disso totalmente inconsciente. E há quem diga que um artista é uma alma amargurada mas eu já nem sei se artista é ou quero ser. Tudo o que fiz melhor na vida foi escrever e nem nisso sou realmente boa. Quem quero eu enganar? No meio de todas as minhas mascaras e tentativas de impedir os outros de verem tal como sou, não passo de uma miserável alma perdida a tentar ser algo. Sou uma criatura indefinida. Um bichinho que anda para aqui. Nem sequer a minha letra é coerente quanto mais eu própria. Sou um vício de coincidências, acasos e contradições. E já nem sei do que falo mais. Se calhar estou para aqui a falar e não sou nada. Apenas vomito palavras para o ar. Eu só quero... ser... e ter alguém para o ser comigo... é pedir demais?

6 de abril de 2010

Eu disse-o.
Eu simplesmente disse-o.
Eu finalmente disse-o.
Nunca essa palavra saiu de mim menos permeditada e mais impulsiva.
Eu disse-o.
Olhei te nos olhos e disse-o.
E para ti pode nao significar nada mas para mim significa muito.
Significa a minha recuperação do sentir.
E podes nem dize lo ou retribui-lo, eu disse-o, e fim.
Fim deste horrivel capitulo.

23 de março de 2010

ha coisas estupidas para carago porra!

20 de março de 2010

Já cedi o meu máximo e como boa actriz que sou tenho de me manter forte, aparentemente claro.


Estas palavras, eu não digo a ninguém. Tenho uma imagem a manter. E mesmo que não tivesse e as dissesse ninguém acreditaria.

Sou demasiado fria para tais palavras ou sentimentos.

Tudo o que cedo ou choro não são senão teatros elaborados para aumentar a credibilidade do meu intelecto.

Muito fria, pareço eu, que nunca receio nada. Que sou determinada e forte. Que não choro.

Não choro pouco. Todas as noites imito as 12 fontes que Napoleão ofereceu a Josefina e transbordo amada água.

Muito choro eu, mulher sem coração. Vadia de mil perdões. Puta de horas vagas das palavras dos falsos amantes.

Pura viciada do amor mas que dele nada ou pouco lhe resta.

Desgraçada e desventurada de mil descobertas e amarguras.

Amiga dos inimigos, pura e burra, anticristo que frequenta esquinas dos prazeres carnais e desvairados sem razão do ser, do ter ou do sentir. Princesa virginal de mil amantes profanos.

6 de fevereiro de 2010

Estou presa a uma memoria
que nao me deixa avançar,
estou presa a uma pura ilusao,
evito o obvio,
evito a verdade de o ser.
vejo essa memoria todos os dias,
toco na ilusao,
afinal é real,
sinto te na minha mao,
sei que sim,
sei que estas,
tu minha ilusao,
nunca meu deveras

5 de fevereiro de 2010

Palavras mudas que não se atrevem a se fazerem ouvir com medo de ferir algo ou alguém.


Que tipo de hipocrisia macabra é esta que nos influencia a mentir ou esconder factos ou até a divulgar falsas verdades em prol de algum tipo de valor?

Porque é errado dizer a alguém que é burro, que é falso, que é estúpido, que não tem noção das coisas entre muitas outras verdades insultuosas só porque é conveniente manter mos uma certa imagem contida de simpatia e disfarce?

E com isto não quero dizer que agora deveríamos dizer a toda a gente que se cruza connosco o que achamos no nosso mais intimo gosto. Alias, muitas vezes as nossas opiniões são fundadas por lados tomados, primeiras impressões, conversas desviadas, invejas laterais entre outras tantas cobras da sociedade e do carácter humano.

Sim. No fundo é esse o problema. Influencias.

Eu sou uma pessoa pouco influenciável e bastante influente. Não manipuladora. Influente. As pessoas que me conhecem confiam e acreditam no que digo pois sabem que é sempre fundamentado por algum factor verídico. E sabem que quando me informam que o que digo ou tento fazer acreditar não está certo eu aceito e tento averiguar. Odeio a ignorância por isso odeio estar errada e não digo nada sem o saber certo. Quando disparato faço o numa tentativa algumas vezes falhada de humor.

Mas não faz sentido este tipo de hipocrisias. Se alguém é muito nosso amigo ou familiar ou ate um desconhecido na rua devemos lhes sempre sinceridade! Seja numa pergunta tão simples como " Estou bonita hoje?" ou numa mais complicada como "Será que deverei casar ou não?". Sinceridade acima de tudo. Nunca deveremos dizer que gostamos de alguém se não o fazemos só porque essa pessoa é o namorado ou a grande amiga de uma pessoa importante para nós. Alias, tanto poderemos estar errados como poderemos estar a ver um lado da pessoa que a outra pessoa que conhecemos desconhece. Sinceridade e honestidade são uma prova de importância. É uma prova de que nos importamos e queremos saber. Deixem se de tretas!

E não faz sentido essas tão pretendidas psicanálises de pessoas que pensamos conhecer. A pessoa em questão pode ser o nosso pai ou a nossa melhor amiga ou o nosso marido. Alguém que conhecemos à anos e como a palma da nossa mão podem ter um universo desconhecido por nós que faz parte também do que conhecemos e da pessoa em geral. E nunca as devemos confrontar em público sobre as suas características pessoais. Sempre no privado. Porque aí passamos da estupidez à falta de respeito e esta sociedade de ignorantes, hipócritas e anormais ( pessoas inteligentes e independentes das noções gerais) desaba por completo.