As dores são demoníacas e não me deixam respirar,
mal me deixam dormir ou acordar,
não me tenho em pé.
ninguém me diz o que é,
o que faz doer,
nem como fazer parar.
e eu continuo colada ao chão,
simplesmente a espera de passos ouvir,
alguém que me possa acudir
e vejo me sozinha,
completamente sozinha,
ouvindo as insuportáveis vozes
de quem me vê e confia em mim,
no que faço,
no que mostro,
na minha doce mascara de prata brilhante e sorridente,
não acreditando que morro por dentro,
não de uma maneira metafórica,
mas sim física juntamente com a noite e o dia
1 de novembro de 2009
Dou por mim sufocada em papel.
Sei que me posso me libertar
mas no entanto não quero.
Não me mexo.
Tenho medo de rasgar o papel me sufoca
e não tarda me cortará a garganta.
Rasga o papel por mim...
mesmo que não o vejas,
mesmo que penses que não exista,
rasga-o, parti-o, amassa-o,
destroi o papel que me sufoca...
Ou não o rasgues,
deixa o terminar o teu papel,
o papel que a tua cobardia não ousa representar.
Não o rasgues,
afinal ele está a fazer o teu papel.
O papel a que foges,
O papel que não existe
e acaba por não ser papel,
e também por não me estar a sufocar,
é apenas uma ilusão,
uma ideia perdida,
que me ousei a criar.
Não o rasgues então
pois tal como o papel
tu não existes.
Portanto não corras nem fingas,
não te tentes matar.
Não sejas falso a esse ponto.
Limita te apenas à insignificância de não existires,
e de nunca vires a existir,
pois não sabes como fazê-lo,
não és como eu,
és cego,
és tolo,
estás vivo.
Sei que me posso me libertar
mas no entanto não quero.
Não me mexo.
Tenho medo de rasgar o papel me sufoca
e não tarda me cortará a garganta.
Rasga o papel por mim...
mesmo que não o vejas,
mesmo que penses que não exista,
rasga-o, parti-o, amassa-o,
destroi o papel que me sufoca...
Ou não o rasgues,
deixa o terminar o teu papel,
o papel que a tua cobardia não ousa representar.
Não o rasgues,
afinal ele está a fazer o teu papel.
O papel a que foges,
O papel que não existe
e acaba por não ser papel,
e também por não me estar a sufocar,
é apenas uma ilusão,
uma ideia perdida,
que me ousei a criar.
Não o rasgues então
pois tal como o papel
tu não existes.
Portanto não corras nem fingas,
não te tentes matar.
Não sejas falso a esse ponto.
Limita te apenas à insignificância de não existires,
e de nunca vires a existir,
pois não sabes como fazê-lo,
não és como eu,
és cego,
és tolo,
estás vivo.
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