20 de dezembro de 2010

school sucks

Pumpkin heads obeying to the man
Learning how to get dumber day after day
I thought it straight and made a stand
I took a table and threw it away

Look at a sad old lady right here
Teaching me how to be good and polite
But what can she teach me for real
She does even know what to do with her life


25 de novembro de 2010


Here she comes,
With Maggie, the baby,
Showing her blue hair,
The fucking baby
Don’t say a word,
But no one seems to care.
She comes from shopping
Every day
And Homer is not at home
While she takes care of their children
His passing out at Moe’s

Marge is in chains
Trapped to her family,
Driving insane
Driving insane

Marge is in chains
Trapped to her family,
Driving insane
Driving insane
Driving insane


I’m not this
I’m not daddy’s girl anymore,
Not this frame,
This perfect picture on the wall.

I gave up the dresses
The bows on my hair
And that cute little smile
I no longer have

It’s time to let me go
To be myself on my own
Just face reality
That I’m not who I use to be

I don’t sit on your lap
And want a fairy tale before bed
I grew up to be more
never more your little girl

just a ideia, more shit to work on

Sometimes it gets hard
To see some hope in a broken heart
It hard to stand tall
And try to built a new start

You promised me you hold me
In glad or sad, better or worst
You promised me you would be here
But were just more empty words

Before you come along
I wasn’t counting to end this bad
Now I can’t feel myself
I’m lost inside my head
Não sei como responder as perguntas que me fazes. Só sei que algo não está bem. Dava tudo para ser simples, para poder ser quem gostarias que fosse, mas a minha incapacidade para a felicidade e estabilidade parece ser um dano permanente. Talvez seja uma avaria por acontecimentos colaterais, paralelos ou inconvenientes. Talvez seja defeito de fabrico. Só sei que não sei esta bem.

Sabes, por vezes as pessoas são cruéis, não por querer, mas por princípio de existência, instinto de sobrevivência.

Não sou o que pensavas de mim, provo-te que não sou o que ainda pensas. Não tentes definir-me ou iludir-te com algum bom pensamento, eu não melhoro, portanto quando te magoes. Encara-me como uma construção de sistemas eléctricos em segunda mão, avariada, sem arranjo ou coisa que me valha.
Simplesmente não sei lidar com o bom, muito menos com o amor. È demasiado pesado e significa demasiada responsabilidade. Eu gosto da minha liberdade inconsequente.

E nem sei se faço sentido, apenas estou a tentar explicar, exprimir e exteriorizar o que me sufoca e reprime, o que por palavras ditas não te consigo explicar. Por vezes nem por palavras escritas… desculpa o meu defeito de expressão, mais um dos muitos da minha vasta colecção. Já não sei que te dizer… já não sei o que fazer… já não sei o que pensar.

Gostava que me mandasses porta fora da tua vida, para assim te veres livre do meu peso de pessoa sem sofreres. Que simplesmente te fartasses e te livrasses do teu amor por mim, visto que tudo o que te faz é mal. E o facto de esse amor ser te retribuído ainda é pior.
E desculpa se amo gente demais, se com o meu comportamento te faço mal, mas não me posso negar ao que o meu coração manda, por muito que tente. Haverá sempre gente na minha vida, e eu nunca serei tua deveras completa.

Nem sei porque estou a dizer isto, ou para quem, talvez só para mim, treinando ensaiar um discurso que adivinho futuro, para qualquer infeliz que me tome como vida… talvez esteja só a falar para as paredes, talvez esteja a falar para um estranho, ou para ti amor, ou para ti amor, ou para ti amor, ou ainda para ti, aperto de alma, talvez para ninguém.

Só estou a falar.

Só a estupidificar palavras.

Só a desperdiçar tempo na minha estupidez.

22 de novembro de 2010

Faz parar, por favor faz parar.
Segura-me e não me largues.
Pega em mim e leva-me para longe.
Sinto como que me escavassem um buraco no peito, impedindo a passagem do ar.
Sufocando-me os pulmões, colapsando-me o peito, esganando-me o pescoço.
Não consigo falar, não quero falar. Segura-me apenas, aperta-me contra ti.
Faz-me desaparecer. Quero desaparecer. Deixa-me desaparecer.
Não me arrastes contigo, deixa-me ficar aqui no chão.
Quieta no chão, até o frio me deixar entorpecida e não conseguir pensar ou sentir o que seja.
Deixa-me fugir de mim.
Evaporar-me no ar.
Ser sugada pelas pessoas que me passem por cima sem dar conta.
Apodrecer o chão do beco onde cair.
Estou farta, cansada, não aguento, Chega!!
Segura-me com força. Fica em silêncio. Segura-me com força e deixa-me ir.

15 de novembro de 2010

Maldita criança sem a qual não posso viver , Tu. 
  É como se mantivesses as mãos firmes na minha garganta, tentando-me sufocar para não mais te ensandecer.
  Não foi uma escolha, não é poesia, talvez seja obra do acaso mas não me atrevo a chamar-lhe destino, quero apenas sentir-te nas mãos.Sabes, protecção desinteressada e o carinho de mão cheia não é algo que se ofereça, mas eu chovo-te em cima do guarda-chuva com que tu andas fugido de mim. Confiar não é de mim, mas ponho-me nas tuas mãos. 
 Já não me basta o suposto, eu quero o concreto, eu quero-te a ti, apenas como forro de mim. Estas-me perto cá dentro mesmo que corras de mim lá fora, e torna-se um tormento explicar-te tamanha tristeza em copos de cristal. Tanto é o aperto o coração ao ver-te vaguear em ti próprio, usufruindo de prazeres passageiros que me magoam sem me dares esse direito. Que baú de incertezas abriste tu afinal! Tenho-te passeando-me nos dedos escorregando a cada passo, não sei se foges ou se te deixas cair. Talvez te atires. Mas não me deixes. A tua companhia dá-me o alento de um forte abraço, mesmo quando o teu silencio tem o sabor de um amargo insulto. Não percebo a dureza das atitudes, não percebo a minha ansiedade de ti, do teu ombro contra a minha cabeça. E não há o que desculpar nem o que contar. Não segredos nem verdades nem mentiras, nem tuas nem minhas. Não há eles nem elas, nem noites nem dias. Não há horas nem definições. Há só o cansaço da procura. A desilusão da ilusão não imaginada. 
Não mais nada a dizer. 
Não consigo nada mais dizer.
Porque Hoje Miguel, sou eu que guardo as lágrimas num guardanapo para ti.

12 de novembro de 2010

Is like a kind of sickness
Which as no medication
So physical and painful
So full of insaneness agitation

But I’ll never get tired
Never give up trying
I’ll keep on loving
Even after dying

Because if you run away
I’ll run to hunt you down
During night and during day
Whatever time it takes until I found

Because without you I’m nobody
I have no will to be alive
So I’m warning you: if you leave me
You would be the reason because I died


7 de novembro de 2010

- Um copo de água, por favor.
- Por favor senhor, saia.
- Um copo de água, por favor. Só isso.
- Por favor homem, perturba-me os clientes..
- Mas só lhe estou a pedir um copo de água...
- O que quer sei eu. Digira-se a porta e não incomode as pessoas.
- Mas já está um tempo que não se pode. Não quero incomodar ninguém, só lhe peço um copo de água.
- Oh homem não me chateie mais a cabeça! A clientela já está toda a olhar. Não vê que os está a importunar?! Vá, saia depressa que, ao contrario de si, eu tenho trabalho a fazer.
  O pobre homem saiu do café sem folgo. As lágrimas rasavam lhe os olhos e caiam uma por uma enquanto, numa marcha muito lenta e pesada, limpava o suor da testa, abanava a camisola branca de algodão e dava mais uma dobra nas calças de ganga gasta. Os seus pés coziam nos sapatos, que no Inverno serviam de consolo e facilitavam o andar, mas que sobre aquela escaldante tarde de verão o faziam desesperar.
  Dentro do café uma menina, sentada ao pé da mãe, após assistir a cena fita intensamente a partida do sem abrigo, lixo desgraçado como a mãe o chamara, através da límpida montra.
- Onde vais Raquel?
- Vou ali ver rebuçados e já venho.
Chega-se ao balcão e com um ar sereno vira-se para o empregado:
- Quero um copo de água fresquinha, bem cheio, para matar a sede, por favor.
O homem sorri a Raquel e passa-lhe o copo juntamente com um chupa-chupa.
A menina pega no copo e esquecendo-se do chupa-chupa saí a correr do café em direcção a criatura abandonada por Deus. Aproxima-se e diz:
- Não chores! É para ti. Bebe!
O homem espantado pega no copo e de um golo sorve toda a agradecida bebida.
- Obrigado pequena, mas é melhor voltares. O dono do café e a tua mãe não vão gostar muito do que fizeste.
-Não faz mal. Toda a gente tem direito a um copo de água.

5 de novembro de 2010

Entre o aqui e agora, pode ser que nos encontremos.

E tudo o que seria deixou de ser ao tornar-se em algo transformado. E o todo complicado simplificou num nó de dúvidas esclarecidas. Não fujas da vida que te escorrega entre os dedos.
I just wished you were here,
To help off this dump
To help me to be a better myself
To just not being alone
To keep my head in place
To just being there
To clean the tears off my face
In days I’m sad and scared

And I’ll be there for you
This I promise
I’ll love you how much as possible
I’ll never be dishonest
I’ll make you smile every day
Even if just for a little bit
I’ll be your earth and your heaven
If you just let me be it

Because you just make everything feel right
And with you by my side
I never feel alone, I’m never by my own
You light my day, you warm my soul
You became everything I don’t control

1 de novembro de 2010

Deixo as portas entreabertas.
Acendo o cigarro,
e deixo-o a fumegar no cinzeiro.
As janelas estão abertas
o meu cabelo voa a volta da minha cara,
Não vejo quase nada,
não desejo ver.
Desejaria adormecer
com um ou mais corpos junto a mim,
mas a janela esta aberta
e os corpos por elas fogem sem rumo,
sem fim...
O silencio sentencia o cenário
colmatando o oculto revolto na pessoa.
Não feches a porta entre aberta,
a ar parado fere, magoa.
- Entra e traz a faca,
pousa-a na mesa,
vá, vai-te embora,
não é necessária testemunha de presença.
O anjo vai e bate a porta
que em ricochete se volta a abrir
a faca penetra na veia como se a quisesse possuir
como se de fogo e paixão passasse a ser.
Adeus mundo incrédulo de anjos
e de criaturas superiores, bruxas como eu...
Adeus putrefactos homens amores
Adeus.. só adeus...

28 de outubro de 2010


Estou cansada de ser a pessoa maior, agora é o que eu quero.
Mas como?

25 de outubro de 2010

A linha de recta final da sanidade é ténue e eu não quero. A realidade é a irrealidade do impossível. Não, não quero trespassa-la. Deixem-me adormecer, deixem-me ceder à vã loucura dos sonhos, nivelados por teias e estádios de doença esquizofrénica cardíaca. Quero flutuar naquela meia verdade que é a morte, de modo a sentir no corpo a crueldade dos feitos. Quero viajar no tempo e ser tomada por bruxa, santificada pelo fogo, extinta pela purificação da alma de quem é errante. Por vezes o simples seria grato de o ser, por vezes um mapa não seria demasiado simples. Por vezes o destino podia ceder a vontade e os conselhos dançar a volta da peste  negra de mim. Que doença de cheiro, que mal, que pecado, que coisa doutro mundo. Feitiço ou um raio do céu. Simples impasse e monotonia do irreal. Não quero morrer antes de saber o que quero, não quero morrer antes de ter o que preciso. Não quero continuar a tropeçar nos pés.

7 de outubro de 2010



E tudo está como deve estar. As nuvens subiram ao céu e encontrei o meu casaco. Aperto-o botão a botão devagar saboreando o bom de me acomodar no meu casaco, ponho a boina, calço as luvas e saio á rua. A chuva cai e eu não quero saber, e enquanto o meu cabelo vai humedecendo tiro as luvas e meto as mãos nos bolsos, nos bolsos do meu casaco. Por piada ponho os óculos de sol, e vou assim, nas ruas da cidade sorrindo as pessoas que ora retribuindo ora fazendo caras de indignação ao verem a minha personagem, dão os passos seguintes seguras que sou louca ou que simplesmente perdi o juízo. E eu feliz, de luvas a espreitar da carteira a tiracolo, mãos nos bolsos do meu casaco abotoado, boina e óculos de sol, desço a rua como se estive num mundo só meu, indiferente ás pessoas a quem alegremente sorrio. O mundo está chuvoso e zangado, a chuva molha e atrapalha quem na rua passa, por isso, deixem as pessoas estar. Já eu vejo o mundo pelos meus óculos como se tratasse de um filme antigo em sépia, em que chuva cai e eu vou de encontro com qualquer alguém que me espera numa ponte além caminho. O mundo é chuvoso e jubilante e eu miragino mundos e encontros dentro do mundo de mim. É tudo belo, tudo a sépia, é tudo meu. 

Sou eu, no meu mundo sépia, de luvas a espreitar da carteira que levo ao ombro, de mãos nos bolsos do meu casaco abotoado, de boina e óculos de sol, feliz e sorrindo ao mundo que sai a rua para me ver passar.

5 de outubro de 2010

Tão bom,
Tão bem,
Tão certo,
Onde devo estar,
Como devo estar,
Quando quero estar,
Tudo onde é suposto, tudo perfeito.

3 de outubro de 2010

A alegria é tanta que não te consegues conter.
Escreveste tudo como devias, deixando todos os endereços necessários e existentes. Melhor era impossível.
Metes a carta no marco do correio inspirando fundo, e após um momento de reflexão e uma sensação de missão comprida voltas a correr para casa.

Comes, lavas os dentes, lavas a loiça, sentas-te no sofá, ligas a televisão, depois de uma meia hora de zapping desligas, levantaste e vais para o computador, depois brincas com o gato, comes, lavas os dentes, lavas a loiça, sais, voltas, deitas-te e dormes.

Levantas-te, lavas os dentes, tomas banho, veste-te e sais. Voltas. À entrada, verificas o correio: nada, muito bem, ainda só passou um dia...  Entras, verificas o email: nada, só passou um dia, okey. Repetes a rotina, jantas e deitas te.

Acordas, verificas o email: nada, ainda é cedo, tudo bem, mas..., não, ainda é cedo...Vais trabalhar, à saída verificas o correio: nada, muito bem. Vais e sais. Todo um dia de trabalho em ansiedade. Voltas, verificas o correio: nada, porra! Verificas o email, um email novo: será agora? Respiras fundo: jantar de empresa, nada de importante. Jantas mal e deitas-te.

Passa uma semana, duas. Os nós dos teus dedos estalam, a tua cabeça anda em circulos. Qualquer mensagem escrita, email, carta, telefonema fazem o teu coração disparar a mil.

1 mês, chegas a casa, verificas o correio, uma carta para ti, nem respiras, abres, é apenas do dentista, atiras a carta para o correio, não queres saber, não comes, deitas-te automaticamente no sofá em transe em frente a uma televisão desligada até adormeceres.

No emprego já não te concentras, os teus amigos não conseguem falar contigo, a tua namorada diz que estás diferente. Todos sabem o que se passa, todos sabem o que é, mas nenhum percebe, nenhum se atreve a trespassar essa barreira de quase loucura em que tu te encontras.

Já lá vão 2 meses.
Acordas, levantaste e não verificas o email, não vais trabalhar, não comes, tocam a campainha, é a tua vizinha de cima, já lhe vais fechar a porta na cara quando vês que ela tem uma carta na mão. Boa.. reunião de condomínio.
- Querido, deixaram-me isto á umas semanas no meu correio. Eu estive na casa da minha filha, só hoje voltei e vi. É para si jovem.
Tiras o papel da mão a senhora e agradeces. Ela vira costas mas nem te das ao trabalho de fechar a porta. É a carta. A carta. É tudo o que esperavas. Abres, sem ler, e encostaste à parede. Já nem queres saber o que diz.


Finalmente paz de espírito.

29 de setembro de 2010

Onde estás?
Responde-me!
Quando voltas?
Não te cales!
Já não nos falamos e a saudade aperta.
Fala, abraça-me!
O perfeito de tudo escorregando pelos dedos.
Não deixes tudo isto desaparecer...
Compreende-me como antes.
Que frustrada e presa na pele que te anseia, não o podendo fazer, sei que te não irei alcançar.
Onde estás?
Preciso de ti.
Tu precisas de mim.
Tenho um pedaço teu só meu, que precisa-me.
Onde estás?
Quero-te.
Não me queres?
Eu sei que queres.
Anda, vem, volta.
Preciso de ti, abraça-me e fica de vez.

27 de setembro de 2010

Não dá! Não dá! Não dá! A minha casa não são estas paredes e tu não me és nada! Não peço desculpa! Não modero a voz! Não tenho tento nas palavras! Não vês que não pará de gritar? Que não ouves? Que para me fazer ouvir tenho de gritar também? Pára de gritar! Ou melhor pára de falar. Cala-te! Não vês que há mais de uma hora que me insultas? E eu é que tenho de me controlar? Chega! Não dá. Não quero voltar a casa, quando em casa apenas me espera a vontade de sair. Larga-me, deixa-me ir.. Chega!! Já não disse que chega??! Será que te incomoda assim tanto o meu bem-estar que te sentes na obrigação de o destruir assim que passo a porta? Será que obtens algum prazer sádico e fazer-me mal? Em tornar o ar irrespirável, tóxico, repugnante.Não sou uma pessoa triste, apenas não faz-me mal ter-te por perto. Desaparece por favor... imploro-te.. Vai-te!! Sai do quarto, distrai-te com o que seja mas esquece-te de mim. Eu só quero sair e ir para casa, qualquer lado para longe de ti.

26 de setembro de 2010

I'm coming up only to hold you under
I'm coming up only to show you wrong
And to know you is hard and we wonder
To know you all wrong, we were

Really too late to call, so we wait for
Morning to wake you; it's all we got
To know me as hardly golden
Is to know me all wrong, they were

At every occasion I'll be ready for a funeral
At every occasion once more is called a funeral
Every occasion I'm ready for the funeral
At every occasion one brilliant day funeral

I'm coming up only to show you down for
I'm coming up only to show you wrong
To the outside, the dead leaves, they all blow (alive is very poetic)
For'e (before) they died had trees to hang their hope

At every occasion I'll be ready for the funeral
At every occasion once more is called the funeral
At every occasion I'm ready for the funeral
At every occasion one brilliant day funeral



http://www.youtube.com/watch?v=cMFWFhTFohk&ob=av2e

23 de setembro de 2010

Tão bom o amor!
Tu! Alguém... Tão bom!
As mãos entrelaçadas entre muitos mimos e cumplicidades vindas do nada, ou de tudo. O toque, o olhar, os olhos do teu alguém nos teus, falando te em mil e uma línguas, dizendo te e citando te, devotando te, mil e uma coisas. Promessas de boca fechada, que ninguém cobra, ninguém lembra, ninguém falha. A força de um corpo, outro corpo, que se sente e torna quase extensão do teu corpo! Uma boca quente e acolhedora envolvendo a tua, devoradora e devota. Um abraço apertado que não te quer largar, que deseja no seu corpo o teu corpo permanentemente pressionado, com força, e com carinho. Alguém teu, e tu desse alguém, e os vossos alguém tendo-se em comunhão de algo tão simples e certo como o sentimento que partilham. Algo que pode ser facilmente explicado por alguém que domine minimamente as palavras, mas tão raro de ser explicado por alguém, a ti, sem palavras.
Tão bom isto!
Tão bom a sensação de não querer saber do amanhã nem do relógio, nem da carteira, nem de se te chove em cima. Tão bom só isto, aqui e agora.
Tão bom ter-te, Alguém.

22 de setembro de 2010

as paginas dos livros servem para ser lidas e viradas,
os livros arrumados numa qualquer prateleira,
mas o teu livro andará sempre comigo no bolso esquerdo da camisa...

21 de setembro de 2010

  A libertação do nada numa exalação profunda no fim da morte, seguida pela extrema e bruta inalação da Vida.
  Viver Liberto a viver morto. Viver jovem eternamente. Tão tenras as idades presentes, tão voláteis as consciências, tão pesados os corações! Pena que se tenha de viver uma e outra vida de prisão para se viver Liberto por fim. Por vezes mil vidas não chegam, as almas vagueiam aprisionadas. Só alguns atingem este estado.
  Liberto. Ser-se velho e sábio em novo e vigorante corpo, ser-se fiel a consciência de nós , dar asas a pena que é o coração. Sem culpa, sem raiva, sem ressentimento. Numa compaixão natural e preocupação controlada pela sensatez do conhecimento. Num senso de proteger, de fazer e ver crescer. Numa resignação revoltada e sensata. Num equilíbrio mestral. Numa acreditação humana para além do sobrenatural, em esperança de mais e mais, sempre mais. Ciente de capacidades e influências, gestor e manipulador de felicidades. Nesta vida que não é Vida mas sim prisão, existem os Libertos. Almas antigas. Seres superiores a nível humano, a nível intelectual e a nível físico, magnetizantes. Fascinantes. E vivem quase em sociedade. Encontram outros seus iguais pelo percurso e criam ligações transcendentais, como se fosse por força a necessidade de se encontrarem e se manterem por perto.
  Todos os Libertos se encontram adormecidos até uma certa idade. Uns desde sempre que têm uma superior intuição para o sublime de si próprios, outros apesar de especiais mantêm-se adormecidos, mas certeza é que todos os Libertos despertam a certa altura da Vida. Ao ser encontrado por um Liberto, o aspirante adormecido torna-se seu aprendiz e é estimulado por conversas e experiências que lhe transmitindo conhecimento ou não lhe vão acordando a parte adormecida em si. Toda uma ligação eterna fica entre o mestre Liberto e o seu aprendiz, da qual o aprendiz se liberta a certo ponto mas o mestre se mantém dependente. Para certos mestres é difícil, muito perdem-se após o seu primeiro aprendiz, outros mantém-se fortes e vão doseando as relações que mantêm com os próximos para que a sensação de perda e dependência seja mais branda. E assim cresce outro Liberto que não parará de evoluir até a Morte do Corpo.
  A função dos Libertos mais evoluídos é precisamente identificar esses aspirantes e acorda-los. Se um Liberto se engana e toma uma normal pessoa, ou seja, uma alma jovem, por seu aprendiz, a informação transmitida pode levar a pessoa à insanidade ou a depressão, pois a alma não está preparada e perde-se em si mesma.
  Mas não são apenas as almas jovens que se perdem aquando o confronto de ideias, também os Libertos correm esse risco. Alguns enlouquecem pois não doseiam correctamente o fluxo de consciência, outros deixam-se levar pelo corpo e corrompem-se. Fazem-se Deuses aos olhos das almas jovens. Abusam do seu magnetismo. Um Liberto não pode evitar uma certa altivez pela consciência do que é, do que atingiu e do que representa mas nunca se deve exibir cru a almas jovens, que pela ignorância o podem adoptar por algo maior, realmente Divino, arriscando o erudito do Liberto. A acreditação do Divino leva ao desejo, e por mais que as almas jovens desejem um Liberto, só outro Liberto tem a capacidade de partilhar, também pelo desejo, a quase perfeição de outro ser Liberto. Os Libertos pertencem uns aos outros. As almas jovens que ocorrerem pelo caminho do Liberto não passam de danos colaterais da emoção e carnalidade, pois um Liberto só verdadeiramente se entrega a outro seu igual. É dispensável por isso as relações com jovens almas que por obrigação não passaram de distracções. Não se deve fazer uso delas, é abuso. Corrompe o sublime.
Além que nenhuma dessas almas sairia intacta. A influência, mesmo a carnal, de um Liberto obriga-as a uma evolução forçada que só atrasa o percurso das suas almas. É uma forma de protecção, não de elitismo.
  Ser Liberto é uma responsabilidade, é uma função. Há que sempre haver a consciência do dever pois é um privilégio ser-se Liberto.

20 de setembro de 2010

You are my sunshine, my only sunshine,
you make me happy when sky's are gray.
You never know dear, how much I love you,
Please don't take my sunshine away.





just dark and twisted..................... shhhhhh!!

Eu volto para ti! Eu volto e envolvo-te em abraços, carinho e compreensão! E perdoo-te tudo se isso te fizer feliz. E devoto-te a minha atenção e ternura. Dedico-te a minha mais segura e possível sinceridade. Envolvo-me no teu corpo como se fosse meu corpo, afago-te os cabelos e observo-te enquanto dormes. Beijo-te o rosto e as palmas dos pés. Dou-te as mãos e dou-te razão de viver. Passeio lado a lado contigo por esta bela cidade de recantos. Sorrio e faço-me a tua menina. Desejo-te e sou tua mulher. Acolho-te em mim com saudade de forma terna e maternal. Trato-te e defendo-te como o meu mais precioso bem. Sou o que quiseres e fizeres de mim.
Só não te amo, e no meio de toda esta farsa morro de desprezo e nojo dissimulado por ti e sobretudo por mim. Afasto-me dos que amo, acrescentando á raiva presente o ódio. Toco-te e penso nele. Não sou tua, nunca, de forma nenhuma na verdade. E se sou por acaso deve-se apenas a restos de carinho, pena e comiseração.
Esta é a oferta. Preço justo?
Stop á rodagem do filme! Despeçam os argumentistas, dêem descanso as câmaras e luzes! Enviem o realizador para um asilo! Com urgência!
Pára tudo! Agora! Cancelem as contas de financiamento, desliguem as câmaras, apaguem todos os futuros takes, rasguem as falas, destruam a banda sonora!
Cansei de ser a personagem principal desta trágica comédia rasca de segunda ou terceira. Despeçam os actores, despeçam-me a mim. Eu demitiria me se soubesse como fazê-lo! Poupem-se a trabalhos comigo! Apenas cancelem tudo e indiquem-me com quem devo falar. Eu própria acabo com toda esta fantochada virtual auto-destrutiva! Tirem férias! Desapareçam! É um favor que me fazem… e as poucas pessoas reais libertem-se de tal situação “holywoodesca “ … salvem-se enquanto possuem activamente da vossa sanidade. Corram, saltem, sejam felizes! Usem todo este cenário e material para a vossa própria comédia romântica. Apenas parem o drama da minha pessoa.  Não me obriguem a dar um final a este filme, muito menos um final feliz!
Mandem tudo e todos para casa.
O espectáculo acabou.

18 de setembro de 2010

Clarividência do infortúnio,
para onde levais a minha alma falsos deuses?
Não me tocais as palmas das mãos pois já não as sinto reais.
Não me questionais sobre vós,
nada tenho a dizer sobre o tempo passado das magoas rivais.
Confrontem se sobre a humanidade, façam dela o que desejarem,
apenas deixem me descansar em solidão tão benevolente,
no fundo deste rio tão macios aos meus pés e pulmões.
Seems like it wasn´t this time,
Feels like I still have to wait,
And I wonder in my head,
If you ever gonna stay
I always walk on my own,
But would be nice to hold a hand
So we could walk on this path together
Without sorrow or care

I’ve tried to look you in the eyes,
But you keep on looking away
I’m sick of having to wait
I want it now, on this day!
You are not strong enough to fight
Seems like I’m just too much for you
One day you going to wake up
And realize all I said about us was true
So true

16 de setembro de 2010

Não é difícil quando caminhamos já cansados, de olhos fitos no chão, contando os quadrados do piso, e quando nos parece que andamos quilómetros não avançamos nem meio metro? 
Não é frustrante quando ao subir uma rua longa, nos pareça que por mais que andemos, não saímos do mesmo sitio?
Não é desesperante quando nos esforçamos ao máximo para sermos o melhor de nós, para fazer o que é correcto, quando damos tudo o que temos cheios de esperança e mesmo assim não é nossa vez de lá chegarmos?
O que aconteceu aos contos de fadas? As bandas desenhadas? Aos livros de aventura? Aqueles sítios mágicos para onde tantas vezes viajei, e onde o bem, a coragem, a amizade, a virtude e todas essas tretas supostamente boas no fim resultam numa compensação?  
Para onde foi o “felizes para sempre”?
Que se lixe isso! Para onde foi o “momentaneamente felizes”?
Para onde fugiu o brilhos nos olhos, a vontade de mais, a esperança?
Quero saber as repostas, talvez ainda possa contar a alguém o segredo, e essa pessoa o consiga.
Quanto a mim, já estou perdida. Já não quero saber... talvez seja a vilã do meu próprio conto de fadas...

3 de setembro de 2010

O silencio... O silencio asfixia.. o teu silencio... a duvida... ou a certeza... algo que sei que não quero saber. O medo de saber. A felicidade contida ou exagerada de outrem pelo sufoco de alguém que não se conhece e na verdade não existe. Alguém que é ninguém. Tento espreitar pela porta encostada, tento ouvir através do copo, mas puxam-me e castigam-me. Fico no canto como para me remendar, cosendo aos pontos e poucos os lábios traiçoeiros sem linha ou agulha.. O copo partiu-se, já não há copo, já não está inteiro o copo que nunca segurei para ouvir. A porta encontra-se aberta, pois nunca esteve fechada, ou sequer encostada, e na verdade eu entrei na divisão descaradamente sem ouvir uma palavra. Procuro, investigo, balanço e considero ideias, penso, penso,penso... penso TANTO!! e torna-se tão exaustivo... pensar sozinha sem resposta, as voltas e voltas e mais voltas e voltas dentro do enorme vazio que se torna a duvida da certeza negada. Será por aqui? Será por aqui que tenho de seguir? Será a ti que no fim irei encontrar? Ou será mais um, apenas outro mais um estalo seco bem dado, com o fim de redenção e castigo associado. Onde guardam as cordas neste asilo? Em qual dos mil armários trancaram a minha loucura? Como viver em total Sanidade Pura? Como confiar no ar que respiro forçada? Será o ar um grande volume de nada? Será o nada o melhor caminho possível? Quero cair, mas apanham-me e castigam-me de novo... Tão doce castigo de esperança... Dizem que me atiro de propósito só pelo castigo. Como fugir à janela destapada por onde vislumbro o nada que me atiram à cara? Como não desejar ficar de castigo se isso inclui um estalo seco e forte da tua mão?...

30 de agosto de 2010

Ninguém consegue ver o outro lado,
ver por outros olhos, 
ninguém consegue compreender algo que lhe é inaceitável, 
e todos esses irão morrer um dia, ignorantes...


Por vezes não seria melhor errar, só por errar, ou desistir, só para não saber o que se segue Cair e deixar-se ficar pelo chão deitado, sem vontade de levantar. 
Ficar calado, quando alguém nos insulta, ou nos difama. 
Ficar quieto quando alguém profana algo que nos é querido e precioso.
Não procurar o que se perde, não ficar com o que se ganha.
Simplesmente estagnar numa enorme poça de placidez, indiferença e falta de vontade, sem interesse em qualquer evolução, acontecimento, transformação. 
Sem noção de contentamento ou irritabilidade.
Simplesmente parar. 
Estagnar, fechar os olhos sem a preocupação de os voltar a abrir.
Não querer saber de nada nem de ninguém, nem de nós próprios.
Não ter qualquer tipo de opinião , não ter a necessidade de pensar.
Não ter necessidade de fazer o que quer que seja.
Não falar, não cheirar, não ouvir, não ver, não sentir ou tactear à volta, não se querer saber onde está, como está, com alguém ou sozinho.
Não se poder abrir a boca, emitir o som que seja, não poder abrir os olhos, ou ver sequer se os abrir, não ouvir, ficando sem o mais mínimo barulho de fundo para o ridículo.
Tudo isto sem ocorrer um pensamento, uma luz, uma ideia, a lembrança de uma melodia ou de um dia feliz, nada, absolutamente nada... que lhe compense a falta de estímulos sensoriais.
E na indiferença da estagnação por desistência da existência, de curiosidade de um amanhã, deixar de respirar. 
Não esquecer-se de o fazer.
Simplesmente deixar de o fazer.
Sem medo.
Sem vontade de respirar.
Sem sofrimento.
Sem noção de morte, da possibilidade dela ou de qualquer tipo de cenário que se siga.
Simplesmente sem querer saber e sem saber que está morto, ou se está morto.


Sempre fora um fantasma, mas nunca reconhecera a vastidão e a falta de ser da sua existência, até hoje quando ao cair sem dor, se deixou morrer.

26 de agosto de 2010

Destino. Sempre exclui a possibilidade de algo tão certo como o Destino. De um caminho traçado que devêssemos seguir, levando a diferentes fins, dependentes das nossas decisões. Não me ponho a pensar em tal pois admitir essa existência levar-me-ia a considerar a possibilidade de realidades paralelas, inúmeras vidas numa só vida em separado, o que complementaria o sentido incompleto e subjectivo da vida em si. Insanidade.

Mas o Destino, se existente de facto, e traçado de certa maneira, é algo realmente difícil de cumprir, visto que nas dúvidas e escolhas ao longo da vida, se falharmos uma, uma só que seja, essa escolha impedirá a concretização do verdadeiro, original e primeiro plano, e talvez se perdesse o verdadeiro propósito da existência pessoal, perdendo-se nesse momento o caminho.

Grande peso este, grande responsabilidade. Uma vida perdida num segundo em que uma decisão é tomada. Outra vida perdida caso o caminho se prolongue pela decisão certa. Sim, porque nunca nada nos dá certeza, que se no caso de termos um caminho traçado, esse caminho seja o melhor ou o mais feliz.

E quanto peso terá o Destino? Quão importante será seguir algo por alguém algures traçado? Algo que desde do inicio não depende de nós, da nossa escolha, mas sim de uma entidade por nós desconhecida. Será correcto seguir um caminho que não podemos dizer nosso, por não depender de uma nossa decisão?
E o que dizer sobre os pequenos acontecimentos da vida, que nós próprios consideramos testes, e que certa ou erradamente apelidamos de tentações, algo bom, mas errado, algo certo, mas proibido… o que deveremos dizer sobre isso? Qual o papel e importância deveremos atribuir?  

E se o Destino é algo de tamanha importância, porque a existência da possibilidade do fracasso na concretização do mesmo? Seremos puros para nos traçarem a vida, mas precisamos de prestar provas e serviços de que somos dignos de seguir esse mesmo caminho traçado?
E se realmente errarmos, pecarmos, cairmos em tentação ou simplesmente formos imprudentes, mudando a situação mas não alterando o percurso, erramos no carácter mas isso não nos faz perder o direito de alcançarmos o propósito do nosso destino?

Então o que é deveras necessário para o cumprir? Quais são os requisitos? E principalmente, quem são os tão exímios jurados, qualificados ao ponto de nos julgarem e ditarem? E talvez eles próprios nos conferirem outro destino? Será racional por muito que seja a fé regrarmo-nos por entidades que desconhecemos e exteriorizar valores e padrões pessoais por causas das mesmas, por causa do mero, tão ambíguo e desconhecido, mas tão igualmente pesado e hiperbolizado Destino? Seremos nós marionetas numa existência de almas perdidas? Ou realmente haverá algo mais? Um fim, um propósito, uma recompensa, um destino de terra firme e céu limpo no fim e concretização do derradeiro Destino.
 Haverá descanso?

24 de agosto de 2010

Quão previsível será o ser humano? Quão determinado à sua condição biológica e natural? Quão aprisionado à sua natureza de carácter? Será possível um ser mudar, ou tudo o que pode ser considerado como mudança não passa de adaptação a novas realidades e circunstâncias?

Um indivíduo enquanto unidade, como o nome indica, que sobressaia pelo seu carácter exímio ou grotesco, será irremediável? E porque a necessidade das pessoas mudarem? Porque procurar alguém com quem partilhar gostos e ideias? Porque a tentativa de inserção? Porque os sacrifícios pessoais de vontades, quando em confronto com uma nova sociedade ou entidade? Porque a submissão? Não será a adaptação de gostos, de pose, de pensamento, de indumentaria, mesmo quando considerados evolução, uma fuga de nós próprios? Uma admissão de que algo está errado? De que não somos perfeitos? E porque ser perfeito? Porque procurar em alguém certas qualidades, não só no que respeita ao carácter mas também as posses?

O que aconteceu ao “opostos atraem-se”, ou aos valores e integridade? E como é que alguém pode ter uma mente tão distorcida a ponto de materializar a felicidade? O que aconteceu aos momentos, ás sensações, ao sentimento e à sensibilidade? Para onde foram as virtuosas senhoras e os cavalheiros?

Vivemos num mundo inundado de crenças mas vazio de santos. Desgastado e esquecido do valor. Esquecido do sentir, e dos sentidos. Um mundo onde a paisagem é cega e as pessoas são feitas de aço e prata, numa plastificação bonita, aprumada e vazia. Vivemos num mundo onde já poucos sabem viver.  

21 de agosto de 2010

Eu, Deus e a Solidão - Parte II

E ao virar a esquina viram a cara ao medo, fugindo à admissão do que deve ser mantido em segredo. E a recusa recicla, numa mentira que engolem, num comprimido as riscas para esquecerem enquanto dormem. E ninguém quer saber, ninguém tem de o fazer, podem passar pela montra, olhar muito e nada ver. E enquanto na cama sonham o que não mais vão lembrar, nem sonham o que o dia seguinte os faz esperar. Uma matilha de corredores ávidos por atingir algum sítio seguro, onde não os possam mais tocar, e assim isolam-se em caves e jaulas, e noutros sítios de encantar, reduzem-se a vermes e engolem as chaves das casas de paredes em ruínas, ficam presos em si, as suas vidas, ao seu corpo sem comer ou beber, com medo de sair, arriscar e morrer.

Deus, qual Deus? Onde está e quem é? Pago a quem me der o local onde posso encontrar esse Zé. Zé-ninguém, impotente, inconsciente e demente, que nos joga como marionetas numa roleta de vergonhas e consciências, que apenas nos acorda as dormências para fazer doer onde não existe, que nos leva a gritar, em prova que o espírito está perdido, mas o corpo ainda resiste. Deus? Qual Deus? Qual perdão? Qual misericórdia? Enquanto muitos morrem e matam-se pela discórdia que é Deus! Qual Deus? Qual bicho ou criatura, qual pedaço de madeira? Vela ou escultura? Pessoa nova ou velha? Homossexual ou racista? Lobo de raça mista? Deus? Qual deus? Quando o vir na rua vou matar esse filho de Puta!

Eu, Deus e a Solidão - Parte I

Solidão sentava-se na cadeira, muito hirta e séria, com as pautas na sua frente, todos os dias às 7. Abraçando o majestoso violoncelo, tocava ,durante o tempo necessário, a peça escolhida a ser tocada, até que cada nota saísse perfeita e executasse a dita do inicio ao fim sem falhas.
Geralmente terminava as 12, Eu varria o chão, sentavam-se à mesa e deus, sentado ao lado comia da tigela.

Ás 13, Eu sentava-se no sofá, de guitarra eléctrica a tocar durante tempos curtos e intercalados entre a televisão e o instrumento, Solidão lia um livro sentada no chão e Deus saía para comprar o jornal. Só, voltava por volta das 17 a cheirar a um perfume intenso e sem jornal na mão ou no bolso. Solidão beijava-lhe a testa, retirava-lhe e pendurava-lhe o casaco e preparava-lhe o banho. Voltava para o seu livro. Deus voltava, varria o chão e preparava o jantar.

Ás 20, em ponto, e sem ser tolerado qualquer atraso, Deus e Solidão estavam à mesa a comer e conversar, enquanto Eu, no chão sentado, comia da tigela.

17 de agosto de 2010

Há pessoas que fogem ao amor, que destroem e desperdiçam as paixões que encontram ao longo do caminho, e depois quando acham que já estão no outono da sua vida amorosa, e como houve não mais haverá, e também empurrados pelo medo de morrerem sozinhos, acabam por se juntar com alguém com quem não há paixão, alguém que provavelmente cometeu os mesmos erros e pensa da mesma maneira, e com quem julgam ter algum tipo de noção de felicidade.

E depois há pessoas que procuram eternamente, que vivem as suas paixões e tem as suas desilusões mas ao longo do caminho algo se perde e com esse algo a esperança de encontrar o outro, e assim acabam sozinhas.

E depois há os típicos casos de casais que ao se conhecerem na flor da idade se agarram um ao outro como se não houvesse amanhã. Precipitam-se, engolem-se e consomem-se, acabam por se separar dez anos depois ou simplesmente vivem juntos até ao ponto de não comunicarem a não ser através de berros, dormirem em quartos separados, odiarem-se profundamente acusando se mutuamente de uma juventude roubada e consumida mas sem nunca dar o braço a torcer que aquela relação já não é nada.

Não penso que ninguém deva acabar sozinho, contentar-se com meias felicidades ou sufocar-se com um primeiro e muito opressivo amor. A busca nunca deve acabar, mas não se pode acreditar na perfeita cara metade. Tal coisa não existe pois ninguém é perfeito. A pessoa perfeita deve ser perfeita não porque tem todas as qualidades e aceita todos os nossos defeitos, taras e paranóias, mas sim porque... porque no fim do dia essa pessoa é a única que realmente nos vê, com quem realmente podemos falar, com quem podemos ser nós próprios sem julgamentos ou conclusões, que realmente sabe quem somos e quer estar lá quando precisamos. É quem queremos encontrar quando chegamos a casa, a ultima pessoa que queremos ouvir antes de dormir. É por quem acordamos as 4 da manhã e percorremos meia cidade porque essa pessoa simplesmente precisa de companhia.

E não digam que amor não é sexo. Tem de ser sexo! Tem de ser aquela sensação de querer tocar a todo o momento, aquele calor por dentro quando um beijo é exactamente perfeito. É o corpo também, são sensações intensificadas ao extremo!

O amor na sua forma mais primária, num olhar, num toque, numa sensação, numa atracção não muito bem explicada é a mais simples coisa. Mas as pessoas insistem em virar as costas, ou porque é demais, ou não é o suficiente, e depois estão confusas e depois já sim e agora já não e afinal é aquele e não este. Quão difícil será admitir o que se quer, dizer o que se quer, sejam qual forem as razões!!

O amor não é difícil de encontrar, é difícil de lutar, de conservar e de admitir. É tortuoso de esquecer.
Mas está por todo o lado.

16 de agosto de 2010

Não sei se foi do exagero, se realmente comi demais ou se me vacinaram durante o sono, apenas sei que amanhã não terei medo de passar a porta. Não terei de olhar para os dois lados da rua antes de atravessar nem escorregar por uma multidão de pessoas na baixa desta cidade. Não terei de dizer bom dia nos cafés, nem atender telefonemas, nem mandar mensagens, nem nada. Na verdade não terei de falar de todo. Não terei de olhar para alguém senão eu própria reflectida nas montras das lojas e nas poças da rua. Amanhã terei coragem de passar a porta pois todo o resto do Mundo vai ficar em casa. Cansei da vida dos outros constantemente no caminho da minha. Estou zangada, desiludida, revoltada. Com ninguém e com toda a gente. Acho que se trata da simples acumulação de anos em prol de tudo menos de mim. Sinto-me traída, tão traída. Como se o vento me espetasse facas nas costa enquanto deixo a colina. Finalmente no topo da mais bela ponte de algum ou outro, admiro as rochas que seguram esta cidade. Não se ouve um ruído, ninguém pôs um pé fora de casa.

11 de agosto de 2010

Como algo realmente escuro, realmente brilhante, realmente intenso, os teus olhos. Uma perdição de palavras que se silenciam, pois qualquer tentativa de explicação se podia entender como atentado ao sagrado, sacrilégio punido com a morte.
Como seda, como pétalas da mais rara flor, como a mais suave das brisas, a tua pele. Tão pecaminosamente pousada no teu curvilíneo corpo, que só de existir torna Deus mortal.
Como um tesouro, uma raríssima preciosidade, uma urgência, um chamamento, a tua boca. Molhada como as águas quentes das imortais e longínquas ilhas desertas, desses sítios quentes para que transportas com esse tão alucinante beijo teu.
Como uma Afrodite pecadora, uma Vénus santificada, uma santa desejada rodeada pelo prazer do pecado.
Fénix renascida uma e outra vez, em cada uma das mil e uma noites, vidente cigana sedutora e vigarista.
Doce princesa virginal que pela janela se escapa.
Quantos poderosos de te seduzir! Qual o capaz de prender...
És tu assim, meus olhos.

7 de agosto de 2010

Não sei para onde me levas ou porque me levas, apenas sei que me sinto bem. E é  fácil esquecer o mundo que nos rodeia, é fácil ser fácil. É fácil ser nós. Até quando isto? Até quando a facilidade do simples? Até quando este engano cruel. Não sejamos mentirosos e larguemos as mãos. Tu levas me e eu confio mas sabemos que não ira durar. Porque a mão que me dás não é a tua e eu não agarro a tua mão. Mas por enquanto sinto bem e o resto que vá com o vento.

2 de agosto de 2010

You know.. I care, but I'll stop caring.
Don't look me with those sad little eyes of your, is no pity or compassion left.
I'm not a doll, I'm not an object... so get the hell away and stop looking at me!
You have no right, no possession, my body is not yours, my mind never was or would be anyone else property but mine and his.
I have my own way to do things, stop telling me what and how to do it.
stop getting in the way of my happiness and freedom.


I'm good now.

30 de julho de 2010

O meu ser parece não encontrar paz, descanso algum que o acalme e console.
Não passa de um corpo sem alma. Não passa de uma alma sem corpo.
Copo a copo descubro que o álcool não mais me satisfaz e abandono os vinhos.
A minha cabeça está longe, não demasiado longe, apenas ali, longe...
O prisma muda e a vida toma outra cor, agora está tudo numa verde azulado com reflexos amarelos.
Está na hora de escolher um caminho, ou de seguir o caminho já escolhido.
No intimo das coisas sem sentido mas com significado mandam-me deixar o pecado, mas recuso-me a obedecer.

Tão bom falar para ninguém, falar sem sentido, escrever para quem julga que sabe mas é cego de ver... tão bom estar sozinho na multidão... tão bom ser-se perdido... tão bom ter se tanto ainda para viver

A minha juventude é o meu consolo, a esperança de um amanhã torna tudo colorido.
Um dia hei-de de possuir o que desejo na palma da mão..
Até lá... a espera é uma agradável companhia..

Tenho tempo, dá-me espaço, não me faças as perguntas erradas.

25 de julho de 2010

E quando te vir vou-te dar um abraço ou apertar te a mão, sorrir. Juntos caminharemos por montes extintos e rodeados de sombras de vida tomarás um sumo e eu café . Falaremos das mais estúpidas coisas, teremos as discussões mais interessantes. Ora próximos, ora distantes, sempre acompanhados mas praticamente sozinhos. O dia tardará e as horas findaram e no fim do dia quem sabe...

E quando te vir vou-te cumprimentar a pressa, sorrir de leve. Juntos caminharemos por montes extintos e rodeados de sombras de vida tomarás um sumo e eu café, mas sempre separados. Ironicamente sozinhos, sempre acompanhados, não te dirigirei a palavra. O dia tardará e as horas findaram e no fim do dia já se sabe...

E quando te vir vou-te abraçar a pressa e sorrir nervosa, A uma certa distancia, meio acompanhados um pelo outro iremos ou não falar, depois de uma como sempre animada conversa em grupo quem sabe.. mas eu vou sempre mentir.

E eu não estarei lá no dia em que as barcas partirem para o mar sob o céu azul vivo e do pendente sol, de mão dada com a falsa promessa da alma que se vendeu a Deus para rumar ao Inferno.

23 de julho de 2010

Sufoco com os beijos das tuas doces e enganadoras palavras, sufoco com a leitura da história passada, vejo-me sozinha a sufocar no chão.
E em toda a minha vã loucura  nunca me vejo deveras só, pois tenho como companhia a solidão, devorando-me como feras famintas à volta de uma carcaça.
Tiras-te tudo de mim, e quando o recuperei quiseste-mo tirar de novo.
Não precisaste, fui brutalmente assaltada.
Pergunto-te então:- Estás feliz?
Espero, não pergunto, sei que vagueias pelas ruas da amargura e seria cruel tal coisa sair da minha boca, enquanto te olho debaixo da ponte.
Pergunto-te então: - Do que precisas?
Ou talvez não pergunte pois não me saberás responder.
Digo-te então: - Estou aqui.
Mas minto-te pois ao te afogares em corpos pagãos obrigas-me a desaparecer.
Não me vou basear mais em chuva, em amores vagos ou poesias, em facilidades fugazes de paixão.
Já atirei com as incertezas à parede, assentei os pés no chão e deitei o armário dos sentimentos ao lixo.
Não me vejas como a recordação de quem era, não me aceites como sou.
Tornei-me uma velha carcaça devorada por feras de solidão solidária.
Devolve-me a loucura e a vontade de viver. Ou simplesmente beija-me e espeta-me um punhal.

18 de julho de 2010

Uma historia de uma pessoa rodeada por diversas pessoas com historias, e a própria fusão dessas pessoas se torna numa história de fusão de histórias que levam à formação de muitas mais historias. E todas estas histórias são apenas fragmentos da verdadeira historia global. Seremos nós, pessoas, apenas historias? Vivemos neste mundo só para termos algo a contar? E valerá a pena ser historia? Ou na desesperada procura de sermos algo ou alguém, de sermos historia e não apenas passarmos por ela, não nos tornaremos apenas memorias da historia que passou? Que legado deixamos nós, simples pessoas, com simples historias que nos alimentamos de memorias criadas desde o dia em que nos determinamos a nascer até ao dia em que é obrigatório morrer? Não é triste sermos histórias como tantas outras perdidas por ai, na cabeça de alguém que já não nos recorda? Ou só o facto de existirmos e sermos história faz valer tudo a pena?


Sinto-me feliz.

17 de julho de 2010

Green Eyes - Coldplay

Honey you are a rock
Upon which I stand
And I come here to talk
I hope you understand


(Chorus)


The green eyes
Yeah the spotlight
Shines upon you
And how could
Anybody
Deny you?


I came here with a load
And it feels so much lighter
Now I've met you
And honey you should know
That I could never go on
Without you
Green eyes


Honey you are the sea
Upon which I float
And I came here to talk
I think you should know


(Chorus)


The green eyes
You're the one that
I wanted to find
Anyone who
Tried to deny you
Must be out of their mind


'cause i came here with a load
And it feels so much lighter
Since i've met you
And honey you should know
That i could never go on
Without you


Green eyes
Green eyes ohohohoh
Ohohohoh
Ohohohoh
Ohohohoh


Honey you are a rock
Upon which i stand...

15 de julho de 2010

É bom falar. Dizem os outros que é bom falar. É bom partilhar o que sentimos, pensamos, o que nos acontece, porque fazemos ou do que precisamos. É bom falar. E todos querem saber o que se passa. Uns por curiosidade, outros para se sentirem importantes, outros para estabelecerem ligações de confiança, outros porque apenas querem ajudar. Sejam quais forem as razões todos parecem estar dispostos a ouvir, mesmo que não escutem o que dizemos. Por vezes desabafamos com as pessoas que pensamos próximas, em que confiamos, que pensamos que nos vão compreender e escutar. Outras vezes explodimos com as pessoas menos improváveis, que algumas dessas vezes se revelam reconfortantes e preocupadas.
Seja como for é bom falar. Todos nós gostamos de falar. Todos nós queremos ser escutados. Todos nós procuramos conforto e compreensão.
Mas como falar? Como carregar quem gostamos e confiamos com o peso do nosso peso, preocupando-os, quando eles precisam que os escutem?
Prefiro não falar. Para quê?
Posso esperar que quem gosto fique bem, posso aguentar tudo cá dentro. Posso aguentar tudo sozinha. Afinal... há tanta mais gente com problemas, tão piores que os meus...
Porque não me resolver sozinha, ajudando assim os à minha volta. É assim que penso. É o melhor que tenho a fazer. É o que consigo fazer. Mesmo que queira falar, mesmo que me peçam as palavras faltam-me e eu calo-me. Não se passa nada. Nunca se passa nada. E é melhor assim... penso eu.
Incrível como me é tão fácil criar laços de amizade e confiança, conhecer uma pessoa como a palma da minha mão, mas quando toca a falar de mim, deixo a conversa para o papel... e continuo sem dizer nada. Desabafar é tão difícil. Tenho medo de me mostrar a uma pessoa e que essa pessoa abuse do que sabe. Não posso correr esse risco. mesmo que me veja sozinha quando estou acompanhada, perdida nos meus pensamentos e engolindo em seco com as lágrimas nos olhos enquanto me rio de uma piada. Que ando eu a fazer.. que hei-de eu fazer... Porque é que escrevi isto?

13 de julho de 2010

Queres namorar comigo?
Ui.. O quê?
E se...
A eterna dúvida flutuante eternamente flutua sobre as cabeças de quantos e quantos que não se deram ao risco, ao prazer ou a proibição de arriscar...
E se...
Nunca terei essas dúvidas na minha vida... se alguma vez as tiver, matar-me-ão.
E se...
É demasiado o peso da dúvida certa de que só uma decisão incerta, recusada como medida tomada, pudesse dar origem a muitas e tantas mais origens, a um todo novo e paralelo universo, a uma outra e nova vida, nossa, e perdida por aquele momento.
E se...
Se o arrependimento matasse... onde estaria eu? Em lado algum suponho... tal como o resto da humanidade...

O meu peito é um grande buraco negro..., com um só objecto sugado para o seu interior, que depois de absorvido tomou forma de lua e que me faz funcionar em fases...
O meu peito é um buraco negro e por mais fases que tenha não encontra solução ou escapatória... Por vezes quase que atrai uma certa luz para o seu interior, quando essa orbita em seu redor, mas é um buraco negro demasiado fraco e a luz escapa-lhe.
O meu peito é um buraco negro, o meu corpo é uma sombra, o meu ser é uma ideia perdida e louca.
Que ironia é o atrevimento de me deixar existir...

10 de julho de 2010

já foi a primeira,
já não é a terceira,
já vais na vigésima... CERVEJA!!! E não puxaste o autoclismo!

Quando será que alguém terá tomates para roubar a virgindade do frigorífico, esconder a mão debaixo da cama e dizer à menina que foi a mamã que partiu a jarra de jade seda sede?
Pensamentos homicidas contra desconhecidos da minha vida que nem sabem o ódio que lhes tenho.
Sonho em respirar debaixo de água para me afogar dentro dos teus pulmões de vinho e os ombros do teu peso te caírem cabeça a cima.
Irei morrer te nos braços de exaustão sexual mecânica e por carência de ferro, e nada terás a fazer senão morrer comigo nas pernas enquanto o meu cadáver te sufoca e engana, esmaga e esgana o coração.

9 de julho de 2010

às vezes dá me na cabeça e pronto

Ele caminhava sozinho, sempre pelo mesmo caminho, até aquela casa além.
Sempre de olhar perdido, procurando algo, ou procurando alguém, sem saber porquê ou o quê, sem saber muito bem quem, sempre caminhando lentamente até aquela casa além.
Ele chegava àquela casa, pequena casa de jardim e horta, onde o esperava a mulher à porta, que repetindo o diário acto, que lhe servia quente o prato, que ele comia sempre com o mesmo talher, sentado em frente à mulher.
Á noite ao deitar, deitado do lado direito, sem nunca a tocar, beijava-lhe a testa com respeito, e voltava-se a deitar, de costas para ela, soprando a luz da vela, tentando descansar.
De madrugada madrugadora, levantava-se a senhora, pé ante pé para não acordar, o seu senhor que ainda se encontrava a descansar.
Fornada de pão quentinho, leitinho fresquinho, e o tradicional café, tudo pronto e arranjadinho, para quando o senhor se puser a pé.
TOO MUCH GIRLY TO MY TASTE!
AM I A GUY??
SO STOP TALKING TO ME LIKE I AM ONE!
SEEK OF STAYING, I WANT TO LEAVE!!
TRAVEL TO SOUTH, GO CRAZY..
SOMEONE TO PICK ME UP? I'M DYEING UP HERE!!

8 de julho de 2010

When you Kiss Me - Shania Twain

This could be it, I think I'm in love
It's love this time
It just seems to fit, I think I'm in love
This love is mine
I can see you with me when I'm older
All my lonely nights are finally over
You took the weight of the world off my
shoulders (the world just goes away)
Chorus:
Oh, when you kiss me
I know you miss me -
and when you're with me
The world just goes away
The way you hold me
The way you show me that you
adore me - oh, when you kiss me
Oh, yeah
You are the one, I think I'm in love
Life has begun
I can see the two of us together
I know I'm gonna be with you forever
Love couldn't be any better
Repeat Chorus
Instrumental Solo
I can see you with me when I'm older
All my lonely nights are finally over
You took the weight of the world off my
shoulders (the world just goes away)
Repeat Chorus
And when you kiss me
I know you miss me
Oh, the world just goes away
When you kiss me