27 de setembro de 2010

Não dá! Não dá! Não dá! A minha casa não são estas paredes e tu não me és nada! Não peço desculpa! Não modero a voz! Não tenho tento nas palavras! Não vês que não pará de gritar? Que não ouves? Que para me fazer ouvir tenho de gritar também? Pára de gritar! Ou melhor pára de falar. Cala-te! Não vês que há mais de uma hora que me insultas? E eu é que tenho de me controlar? Chega! Não dá. Não quero voltar a casa, quando em casa apenas me espera a vontade de sair. Larga-me, deixa-me ir.. Chega!! Já não disse que chega??! Será que te incomoda assim tanto o meu bem-estar que te sentes na obrigação de o destruir assim que passo a porta? Será que obtens algum prazer sádico e fazer-me mal? Em tornar o ar irrespirável, tóxico, repugnante.Não sou uma pessoa triste, apenas não faz-me mal ter-te por perto. Desaparece por favor... imploro-te.. Vai-te!! Sai do quarto, distrai-te com o que seja mas esquece-te de mim. Eu só quero sair e ir para casa, qualquer lado para longe de ti.

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