30 de julho de 2010

O meu ser parece não encontrar paz, descanso algum que o acalme e console.
Não passa de um corpo sem alma. Não passa de uma alma sem corpo.
Copo a copo descubro que o álcool não mais me satisfaz e abandono os vinhos.
A minha cabeça está longe, não demasiado longe, apenas ali, longe...
O prisma muda e a vida toma outra cor, agora está tudo numa verde azulado com reflexos amarelos.
Está na hora de escolher um caminho, ou de seguir o caminho já escolhido.
No intimo das coisas sem sentido mas com significado mandam-me deixar o pecado, mas recuso-me a obedecer.

Tão bom falar para ninguém, falar sem sentido, escrever para quem julga que sabe mas é cego de ver... tão bom estar sozinho na multidão... tão bom ser-se perdido... tão bom ter se tanto ainda para viver

A minha juventude é o meu consolo, a esperança de um amanhã torna tudo colorido.
Um dia hei-de de possuir o que desejo na palma da mão..
Até lá... a espera é uma agradável companhia..

Tenho tempo, dá-me espaço, não me faças as perguntas erradas.

25 de julho de 2010

E quando te vir vou-te dar um abraço ou apertar te a mão, sorrir. Juntos caminharemos por montes extintos e rodeados de sombras de vida tomarás um sumo e eu café . Falaremos das mais estúpidas coisas, teremos as discussões mais interessantes. Ora próximos, ora distantes, sempre acompanhados mas praticamente sozinhos. O dia tardará e as horas findaram e no fim do dia quem sabe...

E quando te vir vou-te cumprimentar a pressa, sorrir de leve. Juntos caminharemos por montes extintos e rodeados de sombras de vida tomarás um sumo e eu café, mas sempre separados. Ironicamente sozinhos, sempre acompanhados, não te dirigirei a palavra. O dia tardará e as horas findaram e no fim do dia já se sabe...

E quando te vir vou-te abraçar a pressa e sorrir nervosa, A uma certa distancia, meio acompanhados um pelo outro iremos ou não falar, depois de uma como sempre animada conversa em grupo quem sabe.. mas eu vou sempre mentir.

E eu não estarei lá no dia em que as barcas partirem para o mar sob o céu azul vivo e do pendente sol, de mão dada com a falsa promessa da alma que se vendeu a Deus para rumar ao Inferno.

23 de julho de 2010

Sufoco com os beijos das tuas doces e enganadoras palavras, sufoco com a leitura da história passada, vejo-me sozinha a sufocar no chão.
E em toda a minha vã loucura  nunca me vejo deveras só, pois tenho como companhia a solidão, devorando-me como feras famintas à volta de uma carcaça.
Tiras-te tudo de mim, e quando o recuperei quiseste-mo tirar de novo.
Não precisaste, fui brutalmente assaltada.
Pergunto-te então:- Estás feliz?
Espero, não pergunto, sei que vagueias pelas ruas da amargura e seria cruel tal coisa sair da minha boca, enquanto te olho debaixo da ponte.
Pergunto-te então: - Do que precisas?
Ou talvez não pergunte pois não me saberás responder.
Digo-te então: - Estou aqui.
Mas minto-te pois ao te afogares em corpos pagãos obrigas-me a desaparecer.
Não me vou basear mais em chuva, em amores vagos ou poesias, em facilidades fugazes de paixão.
Já atirei com as incertezas à parede, assentei os pés no chão e deitei o armário dos sentimentos ao lixo.
Não me vejas como a recordação de quem era, não me aceites como sou.
Tornei-me uma velha carcaça devorada por feras de solidão solidária.
Devolve-me a loucura e a vontade de viver. Ou simplesmente beija-me e espeta-me um punhal.

18 de julho de 2010

Uma historia de uma pessoa rodeada por diversas pessoas com historias, e a própria fusão dessas pessoas se torna numa história de fusão de histórias que levam à formação de muitas mais historias. E todas estas histórias são apenas fragmentos da verdadeira historia global. Seremos nós, pessoas, apenas historias? Vivemos neste mundo só para termos algo a contar? E valerá a pena ser historia? Ou na desesperada procura de sermos algo ou alguém, de sermos historia e não apenas passarmos por ela, não nos tornaremos apenas memorias da historia que passou? Que legado deixamos nós, simples pessoas, com simples historias que nos alimentamos de memorias criadas desde o dia em que nos determinamos a nascer até ao dia em que é obrigatório morrer? Não é triste sermos histórias como tantas outras perdidas por ai, na cabeça de alguém que já não nos recorda? Ou só o facto de existirmos e sermos história faz valer tudo a pena?


Sinto-me feliz.

17 de julho de 2010

Green Eyes - Coldplay

Honey you are a rock
Upon which I stand
And I come here to talk
I hope you understand


(Chorus)


The green eyes
Yeah the spotlight
Shines upon you
And how could
Anybody
Deny you?


I came here with a load
And it feels so much lighter
Now I've met you
And honey you should know
That I could never go on
Without you
Green eyes


Honey you are the sea
Upon which I float
And I came here to talk
I think you should know


(Chorus)


The green eyes
You're the one that
I wanted to find
Anyone who
Tried to deny you
Must be out of their mind


'cause i came here with a load
And it feels so much lighter
Since i've met you
And honey you should know
That i could never go on
Without you


Green eyes
Green eyes ohohohoh
Ohohohoh
Ohohohoh
Ohohohoh


Honey you are a rock
Upon which i stand...

15 de julho de 2010

É bom falar. Dizem os outros que é bom falar. É bom partilhar o que sentimos, pensamos, o que nos acontece, porque fazemos ou do que precisamos. É bom falar. E todos querem saber o que se passa. Uns por curiosidade, outros para se sentirem importantes, outros para estabelecerem ligações de confiança, outros porque apenas querem ajudar. Sejam quais forem as razões todos parecem estar dispostos a ouvir, mesmo que não escutem o que dizemos. Por vezes desabafamos com as pessoas que pensamos próximas, em que confiamos, que pensamos que nos vão compreender e escutar. Outras vezes explodimos com as pessoas menos improváveis, que algumas dessas vezes se revelam reconfortantes e preocupadas.
Seja como for é bom falar. Todos nós gostamos de falar. Todos nós queremos ser escutados. Todos nós procuramos conforto e compreensão.
Mas como falar? Como carregar quem gostamos e confiamos com o peso do nosso peso, preocupando-os, quando eles precisam que os escutem?
Prefiro não falar. Para quê?
Posso esperar que quem gosto fique bem, posso aguentar tudo cá dentro. Posso aguentar tudo sozinha. Afinal... há tanta mais gente com problemas, tão piores que os meus...
Porque não me resolver sozinha, ajudando assim os à minha volta. É assim que penso. É o melhor que tenho a fazer. É o que consigo fazer. Mesmo que queira falar, mesmo que me peçam as palavras faltam-me e eu calo-me. Não se passa nada. Nunca se passa nada. E é melhor assim... penso eu.
Incrível como me é tão fácil criar laços de amizade e confiança, conhecer uma pessoa como a palma da minha mão, mas quando toca a falar de mim, deixo a conversa para o papel... e continuo sem dizer nada. Desabafar é tão difícil. Tenho medo de me mostrar a uma pessoa e que essa pessoa abuse do que sabe. Não posso correr esse risco. mesmo que me veja sozinha quando estou acompanhada, perdida nos meus pensamentos e engolindo em seco com as lágrimas nos olhos enquanto me rio de uma piada. Que ando eu a fazer.. que hei-de eu fazer... Porque é que escrevi isto?

13 de julho de 2010

Queres namorar comigo?
Ui.. O quê?
E se...
A eterna dúvida flutuante eternamente flutua sobre as cabeças de quantos e quantos que não se deram ao risco, ao prazer ou a proibição de arriscar...
E se...
Nunca terei essas dúvidas na minha vida... se alguma vez as tiver, matar-me-ão.
E se...
É demasiado o peso da dúvida certa de que só uma decisão incerta, recusada como medida tomada, pudesse dar origem a muitas e tantas mais origens, a um todo novo e paralelo universo, a uma outra e nova vida, nossa, e perdida por aquele momento.
E se...
Se o arrependimento matasse... onde estaria eu? Em lado algum suponho... tal como o resto da humanidade...

O meu peito é um grande buraco negro..., com um só objecto sugado para o seu interior, que depois de absorvido tomou forma de lua e que me faz funcionar em fases...
O meu peito é um buraco negro e por mais fases que tenha não encontra solução ou escapatória... Por vezes quase que atrai uma certa luz para o seu interior, quando essa orbita em seu redor, mas é um buraco negro demasiado fraco e a luz escapa-lhe.
O meu peito é um buraco negro, o meu corpo é uma sombra, o meu ser é uma ideia perdida e louca.
Que ironia é o atrevimento de me deixar existir...

10 de julho de 2010

já foi a primeira,
já não é a terceira,
já vais na vigésima... CERVEJA!!! E não puxaste o autoclismo!

Quando será que alguém terá tomates para roubar a virgindade do frigorífico, esconder a mão debaixo da cama e dizer à menina que foi a mamã que partiu a jarra de jade seda sede?
Pensamentos homicidas contra desconhecidos da minha vida que nem sabem o ódio que lhes tenho.
Sonho em respirar debaixo de água para me afogar dentro dos teus pulmões de vinho e os ombros do teu peso te caírem cabeça a cima.
Irei morrer te nos braços de exaustão sexual mecânica e por carência de ferro, e nada terás a fazer senão morrer comigo nas pernas enquanto o meu cadáver te sufoca e engana, esmaga e esgana o coração.

9 de julho de 2010

às vezes dá me na cabeça e pronto

Ele caminhava sozinho, sempre pelo mesmo caminho, até aquela casa além.
Sempre de olhar perdido, procurando algo, ou procurando alguém, sem saber porquê ou o quê, sem saber muito bem quem, sempre caminhando lentamente até aquela casa além.
Ele chegava àquela casa, pequena casa de jardim e horta, onde o esperava a mulher à porta, que repetindo o diário acto, que lhe servia quente o prato, que ele comia sempre com o mesmo talher, sentado em frente à mulher.
Á noite ao deitar, deitado do lado direito, sem nunca a tocar, beijava-lhe a testa com respeito, e voltava-se a deitar, de costas para ela, soprando a luz da vela, tentando descansar.
De madrugada madrugadora, levantava-se a senhora, pé ante pé para não acordar, o seu senhor que ainda se encontrava a descansar.
Fornada de pão quentinho, leitinho fresquinho, e o tradicional café, tudo pronto e arranjadinho, para quando o senhor se puser a pé.
TOO MUCH GIRLY TO MY TASTE!
AM I A GUY??
SO STOP TALKING TO ME LIKE I AM ONE!
SEEK OF STAYING, I WANT TO LEAVE!!
TRAVEL TO SOUTH, GO CRAZY..
SOMEONE TO PICK ME UP? I'M DYEING UP HERE!!

8 de julho de 2010

When you Kiss Me - Shania Twain

This could be it, I think I'm in love
It's love this time
It just seems to fit, I think I'm in love
This love is mine
I can see you with me when I'm older
All my lonely nights are finally over
You took the weight of the world off my
shoulders (the world just goes away)
Chorus:
Oh, when you kiss me
I know you miss me -
and when you're with me
The world just goes away
The way you hold me
The way you show me that you
adore me - oh, when you kiss me
Oh, yeah
You are the one, I think I'm in love
Life has begun
I can see the two of us together
I know I'm gonna be with you forever
Love couldn't be any better
Repeat Chorus
Instrumental Solo
I can see you with me when I'm older
All my lonely nights are finally over
You took the weight of the world off my
shoulders (the world just goes away)
Repeat Chorus
And when you kiss me
I know you miss me
Oh, the world just goes away
When you kiss me

7 de julho de 2010

Só... Completamente só... Completamente incompleta, como se me tivesse arrancado alguma parte de mim a sangue frio... Mas não doí... ao menos isso... Pior se doesse.. pior se sentisse... apesar de sentir-te.. sem te sentir mais...
Triste é ao fim do dia chegar a uma casa vazia, de divisões frias e moveis impassiveis, e não ter com quem falar... olhar para o telemóvel.. e não ter a quem ligar...
Maldito nó na garganta, condenado sejas vazio no peito, sede eterna de uma fome morta numa orgásmica explosão do corpo debaixo de água...
Não sou nenhum lobo solitário.. sou apenas eu só e dorida de uma guerra perdida... triste por te saber perdido.. Algures de ressaca debaixo de água..

                                                                                                                           Que bonito é.

5 de julho de 2010

- Amo-te…
Ele bate-me e no dia seguinte diz-me…:
- Amo-te…
Ele bate-me e diz-me no momento, olhando para mim de olhos vermelhos e cara arranhada, braços lacerados, sangrando do nariz e toda marcada:
- Amo-te…
Eu lutei como pude. Eu tinha de o fazer. Tinha de me defender... e de descobrir.
Mas eu não queria. Ou talvez quisesse. Só sei que não me pude controlar o movimento.
Não pude parar. Não consegui parar. Não quis parar.
Após o deitar ao chão agarrei a faca que a há momentos caíra das suas mãos e espetei-a no exacto centro do seu peito.
Ele olhou-me surpreso. Nem liguei, já não lhe via os olhos.
Facada após facada, loucas e aleatórias, formava ranhuras, começava a abri-lo, a rasgar-lhe as entranhas. A cada golpe, ele ficava mais exposto, a cada golpe, ficava mais ávida de o golpear.
Uma poça de sangue, do seu sangue, sujava-me ainda mais o vestido já manchado com o meu sangue.
Tinha os olhos inchados de chorar, mas já não chorava.
Mantinha me de olhos bem abertos, num total fascínio a abrir aquela besta imunda que há momentos me quisera abrir a mim.
- Amo-te - disse ele.
Cansada comecei a esburacar pela cavidade torácica onde encontrei o tão prometido órgão.
Arranquei-o com a mão e atirei-o para o lado.
- Amo-te…
- Sim? Eu também…esta noite sirvo-te com vinagre.

4 de julho de 2010

Quero matar esta sede de matar. Matar o percurso de uma vida. Talvez até findar a minha. Fechar os olhos para não mais, nunca mais, em alguma vida ou realidade paralela acordar.

Estou cansada de tentar, de procurar, de procurar-te... Estou cansada por te ter encontrado.

A minha boca está seca da droga lenta já consumida, e eu quero matar, quero matar a minha vida.

Já não faço sentido, já não tenho propósito, já não mais, nunca mais. Espero que não.

Preciso de uma urgente mão, da tua apenas, que me sacuda este pó nevoeiro em que me perco.

Já dei demais. Já dei tudo. Já nada meu me pertence. Já só me pertence o desespero, a amargura de anos acumulados em segundos vividos. Até o meu corpo se encontra perdido de mim.
Já te dei tudo sem o dar, sem o querer fazer.

Já não vejo que mais pode acontecer.
Como mudar,
o que pode vir a seguir,
se não me consigo mexer,
se não te puder sentir.

Eu costumava sorrir e ir passear ao Sol. O meu pai pegava-me pela mão e mostrava-me coisas novas.
Eu costumava ser feliz quando tudo era simples ao Sol com o meu pai pela mão.

2 de julho de 2010

Já não faço poesia à meses,
À meses que não me sinto. Nesta dormência tão minha minto a mim própria por já não o querer sentir.
Já não sou poeta porque já não luto com a dor, deixo me ser engolida por ela como sempre me deixei levar pelo amor. Já não encontro força para aflorar o que é negro... O sangue perdeu a piada, gelei a ponto de não mais chorar.
A morte é demasiado insatisfatória... não é meu desejo descansar. O descanso é passivo e eu desespero por fazer algo que combata esta contradição. Estou cansada de ser humana e mortal. De me embebedar vezes sem conta com o álcool errado...


Eu fiz me mulher, faz te homem, e não me trates como se tivesses a anos luz de mim, já há muito que me perdeste de vista.


I can't look at you! I just can't! Why can't I look at you?I want to look at you! But it hurts so bad... I don't know why... I just know that I want to look at you... but I can't look... because it hurts. Your look, that glow in your eyes hurt. Hurt me so bad. Hurt me so deep.
You know what? I'll still look at you, even if your look cause me the most unbearable pain of all the pains, I'll still look at you.. even if that pain kills me a little bit more each day, I'll keep looking at you..
At least I die with those eyes of yours, yours sweet everything brown eyes, burned into my mind, while I released the last breath of my living soul..
No regrets for this death...

1 de julho de 2010

 I don't want to see you
 I see you every day
 I want to touch you
 just have you still and close to me.

I want you,
I need you,
But I want so fucking much more.
Talvez um dia me deixes abrir o cadeado que te prende ao plural vós e te obriga ao não do plural alternativo nós...
Não dá para entender tanta possibilidade impossível. Tanto potencial deitado pela janela do 23º andar abaixo.

e no fundo tudo isto são devaneios e disparates sem sentido ou justificação... dócil e doce é a juventude que escorrega entre os dedos de cabelo.
gostaria de ter um comando universal. tirar o som a certas pessoas. passar cenas a frente. rever cenas passadas. 
e principalmente desligar me quando me apetecesse.