25 de novembro de 2010


Here she comes,
With Maggie, the baby,
Showing her blue hair,
The fucking baby
Don’t say a word,
But no one seems to care.
She comes from shopping
Every day
And Homer is not at home
While she takes care of their children
His passing out at Moe’s

Marge is in chains
Trapped to her family,
Driving insane
Driving insane

Marge is in chains
Trapped to her family,
Driving insane
Driving insane
Driving insane


I’m not this
I’m not daddy’s girl anymore,
Not this frame,
This perfect picture on the wall.

I gave up the dresses
The bows on my hair
And that cute little smile
I no longer have

It’s time to let me go
To be myself on my own
Just face reality
That I’m not who I use to be

I don’t sit on your lap
And want a fairy tale before bed
I grew up to be more
never more your little girl

just a ideia, more shit to work on

Sometimes it gets hard
To see some hope in a broken heart
It hard to stand tall
And try to built a new start

You promised me you hold me
In glad or sad, better or worst
You promised me you would be here
But were just more empty words

Before you come along
I wasn’t counting to end this bad
Now I can’t feel myself
I’m lost inside my head
Não sei como responder as perguntas que me fazes. Só sei que algo não está bem. Dava tudo para ser simples, para poder ser quem gostarias que fosse, mas a minha incapacidade para a felicidade e estabilidade parece ser um dano permanente. Talvez seja uma avaria por acontecimentos colaterais, paralelos ou inconvenientes. Talvez seja defeito de fabrico. Só sei que não sei esta bem.

Sabes, por vezes as pessoas são cruéis, não por querer, mas por princípio de existência, instinto de sobrevivência.

Não sou o que pensavas de mim, provo-te que não sou o que ainda pensas. Não tentes definir-me ou iludir-te com algum bom pensamento, eu não melhoro, portanto quando te magoes. Encara-me como uma construção de sistemas eléctricos em segunda mão, avariada, sem arranjo ou coisa que me valha.
Simplesmente não sei lidar com o bom, muito menos com o amor. È demasiado pesado e significa demasiada responsabilidade. Eu gosto da minha liberdade inconsequente.

E nem sei se faço sentido, apenas estou a tentar explicar, exprimir e exteriorizar o que me sufoca e reprime, o que por palavras ditas não te consigo explicar. Por vezes nem por palavras escritas… desculpa o meu defeito de expressão, mais um dos muitos da minha vasta colecção. Já não sei que te dizer… já não sei o que fazer… já não sei o que pensar.

Gostava que me mandasses porta fora da tua vida, para assim te veres livre do meu peso de pessoa sem sofreres. Que simplesmente te fartasses e te livrasses do teu amor por mim, visto que tudo o que te faz é mal. E o facto de esse amor ser te retribuído ainda é pior.
E desculpa se amo gente demais, se com o meu comportamento te faço mal, mas não me posso negar ao que o meu coração manda, por muito que tente. Haverá sempre gente na minha vida, e eu nunca serei tua deveras completa.

Nem sei porque estou a dizer isto, ou para quem, talvez só para mim, treinando ensaiar um discurso que adivinho futuro, para qualquer infeliz que me tome como vida… talvez esteja só a falar para as paredes, talvez esteja a falar para um estranho, ou para ti amor, ou para ti amor, ou para ti amor, ou ainda para ti, aperto de alma, talvez para ninguém.

Só estou a falar.

Só a estupidificar palavras.

Só a desperdiçar tempo na minha estupidez.

22 de novembro de 2010

Faz parar, por favor faz parar.
Segura-me e não me largues.
Pega em mim e leva-me para longe.
Sinto como que me escavassem um buraco no peito, impedindo a passagem do ar.
Sufocando-me os pulmões, colapsando-me o peito, esganando-me o pescoço.
Não consigo falar, não quero falar. Segura-me apenas, aperta-me contra ti.
Faz-me desaparecer. Quero desaparecer. Deixa-me desaparecer.
Não me arrastes contigo, deixa-me ficar aqui no chão.
Quieta no chão, até o frio me deixar entorpecida e não conseguir pensar ou sentir o que seja.
Deixa-me fugir de mim.
Evaporar-me no ar.
Ser sugada pelas pessoas que me passem por cima sem dar conta.
Apodrecer o chão do beco onde cair.
Estou farta, cansada, não aguento, Chega!!
Segura-me com força. Fica em silêncio. Segura-me com força e deixa-me ir.

15 de novembro de 2010

Maldita criança sem a qual não posso viver , Tu. 
  É como se mantivesses as mãos firmes na minha garganta, tentando-me sufocar para não mais te ensandecer.
  Não foi uma escolha, não é poesia, talvez seja obra do acaso mas não me atrevo a chamar-lhe destino, quero apenas sentir-te nas mãos.Sabes, protecção desinteressada e o carinho de mão cheia não é algo que se ofereça, mas eu chovo-te em cima do guarda-chuva com que tu andas fugido de mim. Confiar não é de mim, mas ponho-me nas tuas mãos. 
 Já não me basta o suposto, eu quero o concreto, eu quero-te a ti, apenas como forro de mim. Estas-me perto cá dentro mesmo que corras de mim lá fora, e torna-se um tormento explicar-te tamanha tristeza em copos de cristal. Tanto é o aperto o coração ao ver-te vaguear em ti próprio, usufruindo de prazeres passageiros que me magoam sem me dares esse direito. Que baú de incertezas abriste tu afinal! Tenho-te passeando-me nos dedos escorregando a cada passo, não sei se foges ou se te deixas cair. Talvez te atires. Mas não me deixes. A tua companhia dá-me o alento de um forte abraço, mesmo quando o teu silencio tem o sabor de um amargo insulto. Não percebo a dureza das atitudes, não percebo a minha ansiedade de ti, do teu ombro contra a minha cabeça. E não há o que desculpar nem o que contar. Não segredos nem verdades nem mentiras, nem tuas nem minhas. Não há eles nem elas, nem noites nem dias. Não há horas nem definições. Há só o cansaço da procura. A desilusão da ilusão não imaginada. 
Não mais nada a dizer. 
Não consigo nada mais dizer.
Porque Hoje Miguel, sou eu que guardo as lágrimas num guardanapo para ti.

12 de novembro de 2010

Is like a kind of sickness
Which as no medication
So physical and painful
So full of insaneness agitation

But I’ll never get tired
Never give up trying
I’ll keep on loving
Even after dying

Because if you run away
I’ll run to hunt you down
During night and during day
Whatever time it takes until I found

Because without you I’m nobody
I have no will to be alive
So I’m warning you: if you leave me
You would be the reason because I died


7 de novembro de 2010

- Um copo de água, por favor.
- Por favor senhor, saia.
- Um copo de água, por favor. Só isso.
- Por favor homem, perturba-me os clientes..
- Mas só lhe estou a pedir um copo de água...
- O que quer sei eu. Digira-se a porta e não incomode as pessoas.
- Mas já está um tempo que não se pode. Não quero incomodar ninguém, só lhe peço um copo de água.
- Oh homem não me chateie mais a cabeça! A clientela já está toda a olhar. Não vê que os está a importunar?! Vá, saia depressa que, ao contrario de si, eu tenho trabalho a fazer.
  O pobre homem saiu do café sem folgo. As lágrimas rasavam lhe os olhos e caiam uma por uma enquanto, numa marcha muito lenta e pesada, limpava o suor da testa, abanava a camisola branca de algodão e dava mais uma dobra nas calças de ganga gasta. Os seus pés coziam nos sapatos, que no Inverno serviam de consolo e facilitavam o andar, mas que sobre aquela escaldante tarde de verão o faziam desesperar.
  Dentro do café uma menina, sentada ao pé da mãe, após assistir a cena fita intensamente a partida do sem abrigo, lixo desgraçado como a mãe o chamara, através da límpida montra.
- Onde vais Raquel?
- Vou ali ver rebuçados e já venho.
Chega-se ao balcão e com um ar sereno vira-se para o empregado:
- Quero um copo de água fresquinha, bem cheio, para matar a sede, por favor.
O homem sorri a Raquel e passa-lhe o copo juntamente com um chupa-chupa.
A menina pega no copo e esquecendo-se do chupa-chupa saí a correr do café em direcção a criatura abandonada por Deus. Aproxima-se e diz:
- Não chores! É para ti. Bebe!
O homem espantado pega no copo e de um golo sorve toda a agradecida bebida.
- Obrigado pequena, mas é melhor voltares. O dono do café e a tua mãe não vão gostar muito do que fizeste.
-Não faz mal. Toda a gente tem direito a um copo de água.

5 de novembro de 2010

Entre o aqui e agora, pode ser que nos encontremos.

E tudo o que seria deixou de ser ao tornar-se em algo transformado. E o todo complicado simplificou num nó de dúvidas esclarecidas. Não fujas da vida que te escorrega entre os dedos.
I just wished you were here,
To help off this dump
To help me to be a better myself
To just not being alone
To keep my head in place
To just being there
To clean the tears off my face
In days I’m sad and scared

And I’ll be there for you
This I promise
I’ll love you how much as possible
I’ll never be dishonest
I’ll make you smile every day
Even if just for a little bit
I’ll be your earth and your heaven
If you just let me be it

Because you just make everything feel right
And with you by my side
I never feel alone, I’m never by my own
You light my day, you warm my soul
You became everything I don’t control

1 de novembro de 2010

Deixo as portas entreabertas.
Acendo o cigarro,
e deixo-o a fumegar no cinzeiro.
As janelas estão abertas
o meu cabelo voa a volta da minha cara,
Não vejo quase nada,
não desejo ver.
Desejaria adormecer
com um ou mais corpos junto a mim,
mas a janela esta aberta
e os corpos por elas fogem sem rumo,
sem fim...
O silencio sentencia o cenário
colmatando o oculto revolto na pessoa.
Não feches a porta entre aberta,
a ar parado fere, magoa.
- Entra e traz a faca,
pousa-a na mesa,
vá, vai-te embora,
não é necessária testemunha de presença.
O anjo vai e bate a porta
que em ricochete se volta a abrir
a faca penetra na veia como se a quisesse possuir
como se de fogo e paixão passasse a ser.
Adeus mundo incrédulo de anjos
e de criaturas superiores, bruxas como eu...
Adeus putrefactos homens amores
Adeus.. só adeus...