29 de junho de 2010

Não é como pensam. Custa, a sério que custa, e não me é indiferente.
Não sinto nada mais. Por dentro sofro de insensibilidade crónica ao toque, a todos os toques senão aquele.
Não sei se é sequer compreensível ou justificável, especialmente em relação a mim, tanta leviandade da minha parte, tanta fraqueza, tanta facilidade no acto de cair, de me deixar levar ao ser puxada.
Não, não se justifica, muito menos quando a régua com a qual meço a queda passa de centímetros a quilómetros, e eu de mulher a vitima de chacota moral por um pecado cometido.
Não é certo, correcto ou admissível, não me é possível aceitar que eu própria me puna por algo tão urgente de ser consumado.
Não é certo que me veja determinada, aprisionada, a um nada que se atreve a tomar a forma e a força de tudo.
Não é saudável tal valorização divina de uma respiração.
Porque raio de repente me vejo disposta a esperar por alguém que nunca esperou por mim?

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