Chegamos de manhã e ainda aqui nos encontramos.
As paredes brancas estão arranhadas pela loucura.
A cama nua coberta de sémen e outros fluidos.
Os lençóis jazem no chão.
Sangue aqui e ali, pequenas e deliciosas gotas no chão de madeira.
A janela foi deixada aberta para os sádicos espectadores e as cortinas esvoaçam, já meias rasgadas.
Quarto de prazeres extremos, em que qualquer tipo de restrições ou limites são deixados fora da porta.
A criatura, exausta e exasperada, encostada a uma parede espera que as mãos que há segundos lhe escorregaram pelo corpo regressem.
Esta noite o prazer é meu. Fodo-te, rego te com gasolina e deixo te com a memória da faísca do meu isqueiro.
Já tenho o que queria de ti.
17 de junho de 2010
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário