13 de julho de 2010

Queres namorar comigo?
Ui.. O quê?
E se...
A eterna dúvida flutuante eternamente flutua sobre as cabeças de quantos e quantos que não se deram ao risco, ao prazer ou a proibição de arriscar...
E se...
Nunca terei essas dúvidas na minha vida... se alguma vez as tiver, matar-me-ão.
E se...
É demasiado o peso da dúvida certa de que só uma decisão incerta, recusada como medida tomada, pudesse dar origem a muitas e tantas mais origens, a um todo novo e paralelo universo, a uma outra e nova vida, nossa, e perdida por aquele momento.
E se...
Se o arrependimento matasse... onde estaria eu? Em lado algum suponho... tal como o resto da humanidade...

O meu peito é um grande buraco negro..., com um só objecto sugado para o seu interior, que depois de absorvido tomou forma de lua e que me faz funcionar em fases...
O meu peito é um buraco negro e por mais fases que tenha não encontra solução ou escapatória... Por vezes quase que atrai uma certa luz para o seu interior, quando essa orbita em seu redor, mas é um buraco negro demasiado fraco e a luz escapa-lhe.
O meu peito é um buraco negro, o meu corpo é uma sombra, o meu ser é uma ideia perdida e louca.
Que ironia é o atrevimento de me deixar existir...

10 de julho de 2010

já foi a primeira,
já não é a terceira,
já vais na vigésima... CERVEJA!!! E não puxaste o autoclismo!

Quando será que alguém terá tomates para roubar a virgindade do frigorífico, esconder a mão debaixo da cama e dizer à menina que foi a mamã que partiu a jarra de jade seda sede?
Pensamentos homicidas contra desconhecidos da minha vida que nem sabem o ódio que lhes tenho.
Sonho em respirar debaixo de água para me afogar dentro dos teus pulmões de vinho e os ombros do teu peso te caírem cabeça a cima.
Irei morrer te nos braços de exaustão sexual mecânica e por carência de ferro, e nada terás a fazer senão morrer comigo nas pernas enquanto o meu cadáver te sufoca e engana, esmaga e esgana o coração.

9 de julho de 2010

às vezes dá me na cabeça e pronto

Ele caminhava sozinho, sempre pelo mesmo caminho, até aquela casa além.
Sempre de olhar perdido, procurando algo, ou procurando alguém, sem saber porquê ou o quê, sem saber muito bem quem, sempre caminhando lentamente até aquela casa além.
Ele chegava àquela casa, pequena casa de jardim e horta, onde o esperava a mulher à porta, que repetindo o diário acto, que lhe servia quente o prato, que ele comia sempre com o mesmo talher, sentado em frente à mulher.
Á noite ao deitar, deitado do lado direito, sem nunca a tocar, beijava-lhe a testa com respeito, e voltava-se a deitar, de costas para ela, soprando a luz da vela, tentando descansar.
De madrugada madrugadora, levantava-se a senhora, pé ante pé para não acordar, o seu senhor que ainda se encontrava a descansar.
Fornada de pão quentinho, leitinho fresquinho, e o tradicional café, tudo pronto e arranjadinho, para quando o senhor se puser a pé.
TOO MUCH GIRLY TO MY TASTE!
AM I A GUY??
SO STOP TALKING TO ME LIKE I AM ONE!
SEEK OF STAYING, I WANT TO LEAVE!!
TRAVEL TO SOUTH, GO CRAZY..
SOMEONE TO PICK ME UP? I'M DYEING UP HERE!!

8 de julho de 2010

When you Kiss Me - Shania Twain

This could be it, I think I'm in love
It's love this time
It just seems to fit, I think I'm in love
This love is mine
I can see you with me when I'm older
All my lonely nights are finally over
You took the weight of the world off my
shoulders (the world just goes away)
Chorus:
Oh, when you kiss me
I know you miss me -
and when you're with me
The world just goes away
The way you hold me
The way you show me that you
adore me - oh, when you kiss me
Oh, yeah
You are the one, I think I'm in love
Life has begun
I can see the two of us together
I know I'm gonna be with you forever
Love couldn't be any better
Repeat Chorus
Instrumental Solo
I can see you with me when I'm older
All my lonely nights are finally over
You took the weight of the world off my
shoulders (the world just goes away)
Repeat Chorus
And when you kiss me
I know you miss me
Oh, the world just goes away
When you kiss me

7 de julho de 2010

Só... Completamente só... Completamente incompleta, como se me tivesse arrancado alguma parte de mim a sangue frio... Mas não doí... ao menos isso... Pior se doesse.. pior se sentisse... apesar de sentir-te.. sem te sentir mais...
Triste é ao fim do dia chegar a uma casa vazia, de divisões frias e moveis impassiveis, e não ter com quem falar... olhar para o telemóvel.. e não ter a quem ligar...
Maldito nó na garganta, condenado sejas vazio no peito, sede eterna de uma fome morta numa orgásmica explosão do corpo debaixo de água...
Não sou nenhum lobo solitário.. sou apenas eu só e dorida de uma guerra perdida... triste por te saber perdido.. Algures de ressaca debaixo de água..

                                                                                                                           Que bonito é.

5 de julho de 2010

- Amo-te…
Ele bate-me e no dia seguinte diz-me…:
- Amo-te…
Ele bate-me e diz-me no momento, olhando para mim de olhos vermelhos e cara arranhada, braços lacerados, sangrando do nariz e toda marcada:
- Amo-te…
Eu lutei como pude. Eu tinha de o fazer. Tinha de me defender... e de descobrir.
Mas eu não queria. Ou talvez quisesse. Só sei que não me pude controlar o movimento.
Não pude parar. Não consegui parar. Não quis parar.
Após o deitar ao chão agarrei a faca que a há momentos caíra das suas mãos e espetei-a no exacto centro do seu peito.
Ele olhou-me surpreso. Nem liguei, já não lhe via os olhos.
Facada após facada, loucas e aleatórias, formava ranhuras, começava a abri-lo, a rasgar-lhe as entranhas. A cada golpe, ele ficava mais exposto, a cada golpe, ficava mais ávida de o golpear.
Uma poça de sangue, do seu sangue, sujava-me ainda mais o vestido já manchado com o meu sangue.
Tinha os olhos inchados de chorar, mas já não chorava.
Mantinha me de olhos bem abertos, num total fascínio a abrir aquela besta imunda que há momentos me quisera abrir a mim.
- Amo-te - disse ele.
Cansada comecei a esburacar pela cavidade torácica onde encontrei o tão prometido órgão.
Arranquei-o com a mão e atirei-o para o lado.
- Amo-te…
- Sim? Eu também…esta noite sirvo-te com vinagre.

4 de julho de 2010

Quero matar esta sede de matar. Matar o percurso de uma vida. Talvez até findar a minha. Fechar os olhos para não mais, nunca mais, em alguma vida ou realidade paralela acordar.

Estou cansada de tentar, de procurar, de procurar-te... Estou cansada por te ter encontrado.

A minha boca está seca da droga lenta já consumida, e eu quero matar, quero matar a minha vida.

Já não faço sentido, já não tenho propósito, já não mais, nunca mais. Espero que não.

Preciso de uma urgente mão, da tua apenas, que me sacuda este pó nevoeiro em que me perco.

Já dei demais. Já dei tudo. Já nada meu me pertence. Já só me pertence o desespero, a amargura de anos acumulados em segundos vividos. Até o meu corpo se encontra perdido de mim.
Já te dei tudo sem o dar, sem o querer fazer.

Já não vejo que mais pode acontecer.
Como mudar,
o que pode vir a seguir,
se não me consigo mexer,
se não te puder sentir.

Eu costumava sorrir e ir passear ao Sol. O meu pai pegava-me pela mão e mostrava-me coisas novas.
Eu costumava ser feliz quando tudo era simples ao Sol com o meu pai pela mão.

2 de julho de 2010

Já não faço poesia à meses,
À meses que não me sinto. Nesta dormência tão minha minto a mim própria por já não o querer sentir.
Já não sou poeta porque já não luto com a dor, deixo me ser engolida por ela como sempre me deixei levar pelo amor. Já não encontro força para aflorar o que é negro... O sangue perdeu a piada, gelei a ponto de não mais chorar.
A morte é demasiado insatisfatória... não é meu desejo descansar. O descanso é passivo e eu desespero por fazer algo que combata esta contradição. Estou cansada de ser humana e mortal. De me embebedar vezes sem conta com o álcool errado...


Eu fiz me mulher, faz te homem, e não me trates como se tivesses a anos luz de mim, já há muito que me perdeste de vista.


I can't look at you! I just can't! Why can't I look at you?I want to look at you! But it hurts so bad... I don't know why... I just know that I want to look at you... but I can't look... because it hurts. Your look, that glow in your eyes hurt. Hurt me so bad. Hurt me so deep.
You know what? I'll still look at you, even if your look cause me the most unbearable pain of all the pains, I'll still look at you.. even if that pain kills me a little bit more each day, I'll keep looking at you..
At least I die with those eyes of yours, yours sweet everything brown eyes, burned into my mind, while I released the last breath of my living soul..
No regrets for this death...

1 de julho de 2010

 I don't want to see you
 I see you every day
 I want to touch you
 just have you still and close to me.

I want you,
I need you,
But I want so fucking much more.
Talvez um dia me deixes abrir o cadeado que te prende ao plural vós e te obriga ao não do plural alternativo nós...
Não dá para entender tanta possibilidade impossível. Tanto potencial deitado pela janela do 23º andar abaixo.

e no fundo tudo isto são devaneios e disparates sem sentido ou justificação... dócil e doce é a juventude que escorrega entre os dedos de cabelo.
gostaria de ter um comando universal. tirar o som a certas pessoas. passar cenas a frente. rever cenas passadas. 
e principalmente desligar me quando me apetecesse.


29 de junho de 2010

Não é como pensam. Custa, a sério que custa, e não me é indiferente.
Não sinto nada mais. Por dentro sofro de insensibilidade crónica ao toque, a todos os toques senão aquele.
Não sei se é sequer compreensível ou justificável, especialmente em relação a mim, tanta leviandade da minha parte, tanta fraqueza, tanta facilidade no acto de cair, de me deixar levar ao ser puxada.
Não, não se justifica, muito menos quando a régua com a qual meço a queda passa de centímetros a quilómetros, e eu de mulher a vitima de chacota moral por um pecado cometido.
Não é certo, correcto ou admissível, não me é possível aceitar que eu própria me puna por algo tão urgente de ser consumado.
Não é certo que me veja determinada, aprisionada, a um nada que se atreve a tomar a forma e a força de tudo.
Não é saudável tal valorização divina de uma respiração.
Porque raio de repente me vejo disposta a esperar por alguém que nunca esperou por mim?

27 de junho de 2010

No Identity

find out take much more than you think... but in the end... what do you find?
 (is a foto, but I can totaly draw this)
Mais do que algum dia desejei ou sequer imaginei.
Não me sabia tão susceptível à luz...
E no lado escuro da lua espero que retirem os últimos corpos ainda caídos por terra.
A ausência de vida é um cenário deveras austero, mas não me chega a chocar.
No escuro silencioso deste meu lado lunar apenas a vida me espanta, me assusta, me afasta.
Com a vida vêm muitas outras coisas, coisas que desprezo e dispenso.
Já há muito que me deixei dessa vida de quem tem vida.
De quem é vivo.
Estar vivo não é apenas darmo-nos ao diário incomodo de respirar, é dar razão a cada inspiração e expiração que se opera.
É ter alguém a espera para partilhar a nossa respiração.
É demasiado esforço esperar por alguém.
É pedir demais pedir que alguém esteja a nossa espera, que espere por nós, sem saber por vezes o que esperar.
Mas sempre é bom esperar, mesmo sem se saber, mesmo sem propósito ou vontade, pois a espera torna se o próprio propósito da respiração da vida.
Da vida de uma respiração.


Mais do que algum dia desejei ou sequer imaginei.
Não me sabia tão susceptível à luz emitida pelo desejo de respirar.
Demo-nos ao luxo da hipocrisia e peça-mos numa noite qualquer a deriva no calendário, a alguém que se cruze connosco, para nos esperar. 
Deve ser bom ter alguém a nossa espera, embora não saiba se estaria disposta a esperar.
Será que é assim que funciona, espera por espera, troca por troca?
E se a pessoa por quem esperar não for a pessoa de quem estava a espera?
E se não quiser esperar por quem me esperou e fechar a porta de regresso ao lado escuro da lua?
A espera é demasiado a pedir a alguém que não dá valor a respiração da vida.
Apesar de agora esperar que removam o ultimo o corpo que se deixa estar caído por terra. 
Sem vida. 
Sem espera.

24 de junho de 2010

Uma Regular Quinta a Noite na Minha Cabeça

total colapso mental por razões que a razão não explica, encobre ou abrange.
total colapso por vias da exaustão da pessoa em si...
chorar não vale de nada.
Como queiras meu amor... Como queiras...