sou a dormência das manhas,
calada e serena,
complicada aos olhos de todos,
a imcompreendida que todos ignoram,
pois pensam que é mentira.
e os meus pés doem me pois,
a cada passo que dou aqui,
a cada minha respiração,
cuspo sangue que brota da ferida.
e sim desprezo vos,
afasto vos,
porque vos amo,
e nada tenho a ver com as vossas simples almas.
meus amigos,
minhas paixões,
meus mestres,
aqui prostrada deixo então,
a minha vida em aberto,
como um livro abandonado,
como um poema chorado,
mais lamechices de mão em mão.
confusão? desconheço a palavra,
apenas passeio na calçada,
com dores nos pés e o coração embalsamado em vinagre,
porque vos amo mas não vos quero,
não assim, não para mim,
não aqui, não tão facilmente.
chorai um pouco,
demonstrai me algum afecto,
que o meu espírito tolo e cheio anda carente,
e sequioso do que tem em exagero.
não me façam pensar,
deiam me um livro,
mostrem me musica,
façam me conversar,
mas não me tragam a mim,
pois doem me os pés e eu caminho enfim,
para de vós meus amados fugir.
6 de novembro de 2009
5 de novembro de 2009
4 de novembro de 2009
a patir de agora acabaram se as palavras,
abandono-as
cansam me e estou farta.
acabaram se os esforços,
e os sorrisos forçados,
e ate os sorrisos espontâneos,
sorrir é fútil e desnecessário,
acabaram se os pensamentos,
e as ideias,
as criticas,
os vestidos bonitos e os laços no cabelo,
acabou o espelho e a escova,
corto o cabelo, rasgo as sedas e visto um casaco que me cobre a cara,
estou fraca, cansada e farta de coisas sem sentido,
rotinas tolas,
suicídios psicológicos sucessivos,
desejos que algo acabe finalmente,
vou apagar,
largar me nos braços de quem me queira bem,
ou no mundo mesmo que me queira mal,
ou na merda do cigarro do gajo do lado,
vou abraçar a desgraça e bonança que cair ao calhas sobre mim,
palavras,
uso-as ,
devoro as
drogo me e perco me com elas,
são a minha ligação ao que me faz chorar,
e juro e prometo nega-las,
mas são a minha única companhia,
a única coisa que me motiva a manter os pés no chão,
a tirar a corda do pescoço,
como é triste a apatia dos dias,
como é doce o silencio da doença.
abandono-as
cansam me e estou farta.
acabaram se os esforços,
e os sorrisos forçados,
e ate os sorrisos espontâneos,
sorrir é fútil e desnecessário,
acabaram se os pensamentos,
e as ideias,
as criticas,
os vestidos bonitos e os laços no cabelo,
acabou o espelho e a escova,
não vale a pena,
não o faço por mim própria,
já não o faço para ninguém
acabou se a vaidade e preocupação,
corto o cabelo, rasgo as sedas e visto um casaco que me cobre a cara,
estou fraca, cansada e farta de coisas sem sentido,
rotinas tolas,
suicídios psicológicos sucessivos,
desejos que algo acabe finalmente,
vou apagar,
largar me nos braços de quem me queira bem,
ou no mundo mesmo que me queira mal,
ou na merda do cigarro do gajo do lado,
vou abraçar a desgraça e bonança que cair ao calhas sobre mim,
palavras,
uso-as ,
devoro as
drogo me e perco me com elas,
são a minha ligação ao que me faz chorar,
e juro e prometo nega-las,
mas são a minha única companhia,
a única coisa que me motiva a manter os pés no chão,
a tirar a corda do pescoço,
como é triste a apatia dos dias,
como é doce o silencio da doença.
2 de novembro de 2009
Afinal tudo o que resta é regredir.
Tudo o que resta é voltar ao inicio.
Esperar,
deixar me estar no meu canto,
sossegada e calada,
sem opiniões ou vontades.
Deixar me suprimir outra vez pelos outros,
pelas suas vontades,
pelas suas necessidades.
Voltar a minha forma fantasmagórica,
reforçar a minha máscara,
simplesmente esperar e calar,
resignar me todos os dias a mais um dia amarrada.
Tudo o que resta é voltar ao inicio.
Esperar,
deixar me estar no meu canto,
sossegada e calada,
sem opiniões ou vontades.
Deixar me suprimir outra vez pelos outros,
pelas suas vontades,
pelas suas necessidades.
Voltar a minha forma fantasmagórica,
reforçar a minha máscara,
simplesmente esperar e calar,
resignar me todos os dias a mais um dia amarrada.
1 de novembro de 2009
As dores são demoníacas e não me deixam respirar,
mal me deixam dormir ou acordar,
não me tenho em pé.
ninguém me diz o que é,
o que faz doer,
nem como fazer parar.
e eu continuo colada ao chão,
simplesmente a espera de passos ouvir,
alguém que me possa acudir
e vejo me sozinha,
completamente sozinha,
ouvindo as insuportáveis vozes
de quem me vê e confia em mim,
no que faço,
no que mostro,
na minha doce mascara de prata brilhante e sorridente,
não acreditando que morro por dentro,
não de uma maneira metafórica,
mas sim física juntamente com a noite e o dia
mal me deixam dormir ou acordar,
não me tenho em pé.
ninguém me diz o que é,
o que faz doer,
nem como fazer parar.
e eu continuo colada ao chão,
simplesmente a espera de passos ouvir,
alguém que me possa acudir
e vejo me sozinha,
completamente sozinha,
ouvindo as insuportáveis vozes
de quem me vê e confia em mim,
no que faço,
no que mostro,
na minha doce mascara de prata brilhante e sorridente,
não acreditando que morro por dentro,
não de uma maneira metafórica,
mas sim física juntamente com a noite e o dia
Dou por mim sufocada em papel.
Sei que me posso me libertar
mas no entanto não quero.
Não me mexo.
Tenho medo de rasgar o papel me sufoca
e não tarda me cortará a garganta.
Rasga o papel por mim...
mesmo que não o vejas,
mesmo que penses que não exista,
rasga-o, parti-o, amassa-o,
destroi o papel que me sufoca...
Ou não o rasgues,
deixa o terminar o teu papel,
o papel que a tua cobardia não ousa representar.
Não o rasgues,
afinal ele está a fazer o teu papel.
O papel a que foges,
O papel que não existe
e acaba por não ser papel,
e também por não me estar a sufocar,
é apenas uma ilusão,
uma ideia perdida,
que me ousei a criar.
Não o rasgues então
pois tal como o papel
tu não existes.
Portanto não corras nem fingas,
não te tentes matar.
Não sejas falso a esse ponto.
Limita te apenas à insignificância de não existires,
e de nunca vires a existir,
pois não sabes como fazê-lo,
não és como eu,
és cego,
és tolo,
estás vivo.
Sei que me posso me libertar
mas no entanto não quero.
Não me mexo.
Tenho medo de rasgar o papel me sufoca
e não tarda me cortará a garganta.
Rasga o papel por mim...
mesmo que não o vejas,
mesmo que penses que não exista,
rasga-o, parti-o, amassa-o,
destroi o papel que me sufoca...
Ou não o rasgues,
deixa o terminar o teu papel,
o papel que a tua cobardia não ousa representar.
Não o rasgues,
afinal ele está a fazer o teu papel.
O papel a que foges,
O papel que não existe
e acaba por não ser papel,
e também por não me estar a sufocar,
é apenas uma ilusão,
uma ideia perdida,
que me ousei a criar.
Não o rasgues então
pois tal como o papel
tu não existes.
Portanto não corras nem fingas,
não te tentes matar.
Não sejas falso a esse ponto.
Limita te apenas à insignificância de não existires,
e de nunca vires a existir,
pois não sabes como fazê-lo,
não és como eu,
és cego,
és tolo,
estás vivo.
31 de outubro de 2009
Tenho asas e ando entre ti e os outros.
Há quem me chame anjo,
mas nada tenho de bom.
Há quem me trate por demónio,
mas não sou assim Tao ma.
Eu não tenho qualquer tipo de poderes,
mágicos ou divinos,
apenas vejo.
Quem olha para os meus olhos escuros
nem sonha que lhe leio a alma.
Quem se cruza comigo na rua,
nem imagina o que lhe espera.
Não sou anjo nem demónio,
Sou o perigo do inevitável,
os ponteiros dos relógios,
os espelhos e pontes da vida.
Sou tu depois de mim
Há quem me chame anjo,
mas nada tenho de bom.
Há quem me trate por demónio,
mas não sou assim Tao ma.
Eu não tenho qualquer tipo de poderes,
mágicos ou divinos,
apenas vejo.
Quem olha para os meus olhos escuros
nem sonha que lhe leio a alma.
Quem se cruza comigo na rua,
nem imagina o que lhe espera.
Não sou anjo nem demónio,
Sou o perigo do inevitável,
os ponteiros dos relógios,
os espelhos e pontes da vida.
Sou tu depois de mim
Olhas me e não me reconheces?
Porque será?
Eu digo te.
Antes conhecias a vitima, a escrava de ti e de todos os que me esmagavam no preconceito dos dias por os outros e não por mim.
Pois agora olha me, e não me reconheças, não me conheças, não tentes, aliás,
Odeia me!
Inveja me!
Tem raiva de mim, pois eu deixei de ter um triste espírito enjaulado, eu libertei me!
Eu agora sou por mim e por o que quero mesmo que isso me deixe na merda.
Eu agora vejo sem as palas que tu e os teus pudicos e conservadores conhecidos me punham.
Eu agora vejo.
Por isso tem nojo de mim, chama me puta se quiseres.
Pois não vou ser eu que no meu ultimo suspiro me sufocarei com arrependimentos.
Porque será?
Eu digo te.
Antes conhecias a vitima, a escrava de ti e de todos os que me esmagavam no preconceito dos dias por os outros e não por mim.
Pois agora olha me, e não me reconheças, não me conheças, não tentes, aliás,
Odeia me!
Inveja me!
Tem raiva de mim, pois eu deixei de ter um triste espírito enjaulado, eu libertei me!
Eu agora sou por mim e por o que quero mesmo que isso me deixe na merda.
Eu agora vejo sem as palas que tu e os teus pudicos e conservadores conhecidos me punham.
Eu agora vejo.
Por isso tem nojo de mim, chama me puta se quiseres.
Pois não vou ser eu que no meu ultimo suspiro me sufocarei com arrependimentos.
29 de outubro de 2009
Eu não te desejava, queria te.
Queria a ilusão que via em ti. A possibilidade. O desafio até.
O Deus altivo e inalcansável, amaldiçoado e sábio, vivido e conhecedor.
O menino homem que me fascinava com a sua mente e me conquistava com as suas palavras.
O real Romeu com todos dos defeitos e feitios, todas as ambições e inocências, toda a virtude de um ser.
E mesmo depois de te conhecer, apenas como me deixaste, eu amei te.
Eu fui a tua Lolita tonta e inocente, descarada e perversamente doce, tudo o que quiseste fazer de mim. Toda a tua ideia de Lolita.
Eu fui tua e nada te pedi, nem que fosses meu apesar de por brincadeira o dizer ou por mera provocação.
Eu amei te e amo com o amor velho de quem já muito viveu e já se habituou ao que sente conseguindo controlar a fúria e a ansia do sentimento.
Agora vejo te nesse estado lastimável e não te lamento. Não me preocupo. Apenas amo te com o amor de quem já se resignou a não ter.
Eu tentei... eu tentei te... mas... tu não quiseste.
E agora eu não quero o teu toque pois mete me nojo, e eu não quero o teu olhar porque me magoa, e eu não quero as tuas palavras pois não mereces que eu as ouça.
Porque agora não passas de um verme degradado e vergonhoso, que se diz a colapsar mas na verdade apenas se deixa vencer iludido na merda da mentira que tudo valera a pena e tudo ficara bem mesmo que não o esteja.
Acorda e vê que alem que tudo não girar a tua volta, NADA ficara bem. Apenas tu ficaras sozinho dentro de ti próprio sem ninguém a dar te a mão. e eu verei te morrer sem ninguém para me consolar as lágrimas.
Queria a ilusão que via em ti. A possibilidade. O desafio até.
O Deus altivo e inalcansável, amaldiçoado e sábio, vivido e conhecedor.
O menino homem que me fascinava com a sua mente e me conquistava com as suas palavras.
O real Romeu com todos dos defeitos e feitios, todas as ambições e inocências, toda a virtude de um ser.
E mesmo depois de te conhecer, apenas como me deixaste, eu amei te.
Eu fui a tua Lolita tonta e inocente, descarada e perversamente doce, tudo o que quiseste fazer de mim. Toda a tua ideia de Lolita.
Eu fui tua e nada te pedi, nem que fosses meu apesar de por brincadeira o dizer ou por mera provocação.
Eu amei te e amo com o amor velho de quem já muito viveu e já se habituou ao que sente conseguindo controlar a fúria e a ansia do sentimento.
Agora vejo te nesse estado lastimável e não te lamento. Não me preocupo. Apenas amo te com o amor de quem já se resignou a não ter.
Eu tentei... eu tentei te... mas... tu não quiseste.
E agora eu não quero o teu toque pois mete me nojo, e eu não quero o teu olhar porque me magoa, e eu não quero as tuas palavras pois não mereces que eu as ouça.
Porque agora não passas de um verme degradado e vergonhoso, que se diz a colapsar mas na verdade apenas se deixa vencer iludido na merda da mentira que tudo valera a pena e tudo ficara bem mesmo que não o esteja.
Acorda e vê que alem que tudo não girar a tua volta, NADA ficara bem. Apenas tu ficaras sozinho dentro de ti próprio sem ninguém a dar te a mão. e eu verei te morrer sem ninguém para me consolar as lágrimas.
27 de outubro de 2009
A fusão entre a minha essência
e o meu agora,
o que quero,
o que sou,
e,
onde estou,
colapsam,
colidem,
explodem,
com tamanha violência
que tudo o que me resta é a futilidade dos dias,
passados e não pensados,
fugaz e estupidamente
sem pressa de ser ou de respirar.
Ai! o quão bom seria,
tomar um bom banho de imersão,
de sangue ou veneno,
para relaxar e respirar mergulhada na morte.
No entanto os meus banhos são de água,
límpida e desenxabida,
totalmente sem graça,
apenas sugestiva para os prazeres do corpo,
da carne.
A morte na água não é apetecível,
e torna se provável,
quando a imagem dos teus braços,
começam flutuando entre bolas de sabão,
diante dos meus olhos.
Nas minhas visões adivinho o futuro,
e por entre outros mistérios desfruto da água,
do calor e do frio condensados,
citando rezas e afins que de mim desconheces.
E entre visões e cartas,
roupa, cabelo e caldeirões,
o meu ser finalmente explode,
na euforia da morte triste do espírito,
por não se querer ou conseguir matar.
e o meu agora,
o que quero,
o que sou,
e,
onde estou,
colapsam,
colidem,
explodem,
com tamanha violência
que tudo o que me resta é a futilidade dos dias,
passados e não pensados,
fugaz e estupidamente
sem pressa de ser ou de respirar.
Ai! o quão bom seria,
tomar um bom banho de imersão,
de sangue ou veneno,
para relaxar e respirar mergulhada na morte.
No entanto os meus banhos são de água,
límpida e desenxabida,
totalmente sem graça,
apenas sugestiva para os prazeres do corpo,
da carne.
A morte na água não é apetecível,
e torna se provável,
quando a imagem dos teus braços,
começam flutuando entre bolas de sabão,
diante dos meus olhos.
Nas minhas visões adivinho o futuro,
e por entre outros mistérios desfruto da água,
do calor e do frio condensados,
citando rezas e afins que de mim desconheces.
E entre visões e cartas,
roupa, cabelo e caldeirões,
o meu ser finalmente explode,
na euforia da morte triste do espírito,
por não se querer ou conseguir matar.
26 de outubro de 2009
Se me quisesse matar,
saltar de uma janela ou de uma ponte,
apontar uma arma a cabeça,
tentavas impedir me?
Se eu quisesse fugir,
para nao voltar,
de aviao ou de comboio,
corrias para me parar?
E se me visses chorar,
por tudo ou por nada,
chegavas perto?
tentavas me consolar?
Se eu dissesse que te queria matar,
meter te num buraco,
ou ate te asfixiar,
se te dissesse que te desejava,
que te queria possuir ou violar,
se dissesse que sabia o teu segredo,
que te iria desmascarar,
ou que irias morrer sozinho,
cair sem ninguem para te amparar,
importavas te?
saltar de uma janela ou de uma ponte,
apontar uma arma a cabeça,
tentavas impedir me?
Se eu quisesse fugir,
para nao voltar,
de aviao ou de comboio,
corrias para me parar?
E se me visses chorar,
por tudo ou por nada,
chegavas perto?
tentavas me consolar?
Se eu dissesse que te queria matar,
meter te num buraco,
ou ate te asfixiar,
se te dissesse que te desejava,
que te queria possuir ou violar,
se dissesse que sabia o teu segredo,
que te iria desmascarar,
ou que irias morrer sozinho,
cair sem ninguem para te amparar,
importavas te?
Odeio o cheiro daquela montanha!
Aquele cheiro...
Um cheiro profundo e maravilhoso,
um aroma quase mortal.
Aquele cheiro,
por vezes de chocolate,
por outras de maravilha,
que me põe tonta e perdida,
que me faz suspirar.
Por isso eu procuro tanta vez
aquela montanha,
com aquele cheiro,
com aquele eterno nevoeiro,
rodeada de mistério,
que tão bem conheço.
Já a percorri por inteiro,
Já sei ir e vir,
Já a conheço tão bem,
que poderia passear de olhos fechados,
se não temesse cair,
Mas há sempre algo novo,
aquele velho algo onde eu não consigo chegar,
e que me faz sempre voltar,
para sentir aquele cheiro,
percorrer a montanha e tropeçar,
e para manter a expectativa de talvez,
de um dia,
poder talvez,
para sempre lá ficar.
Aquele cheiro...
Um cheiro profundo e maravilhoso,
um aroma quase mortal.
Aquele cheiro,
por vezes de chocolate,
por outras de maravilha,
que me põe tonta e perdida,
que me faz suspirar.
Por isso eu procuro tanta vez
aquela montanha,
com aquele cheiro,
com aquele eterno nevoeiro,
rodeada de mistério,
que tão bem conheço.
Já a percorri por inteiro,
Já sei ir e vir,
Já a conheço tão bem,
que poderia passear de olhos fechados,
se não temesse cair,
Mas há sempre algo novo,
aquele velho algo onde eu não consigo chegar,
e que me faz sempre voltar,
para sentir aquele cheiro,
percorrer a montanha e tropeçar,
e para manter a expectativa de talvez,
de um dia,
poder talvez,
para sempre lá ficar.
Palavras...
Odeio palavras!
Elas têm sempre
algo que mau para mim.
Odeio as tuas palavras!
No entanto, devoro-as,
devoro as tuas palavras!
As tuas! E apenas essas palavras tuas.
As unicas que me fazem parar de respirar.
Tocas me,
falas me,
exploras me e torturas me,
sem estares perto,
apenas com as tuas palavras.
apenas com esses pedaços de ti.
Odeio palavras!
Elas têm sempre
algo que mau para mim.
Odeio as tuas palavras!
No entanto, devoro-as,
devoro as tuas palavras!
As tuas! E apenas essas palavras tuas.
As unicas que me fazem parar de respirar.
Tocas me,
falas me,
exploras me e torturas me,
sem estares perto,
apenas com as tuas palavras.
apenas com esses pedaços de ti.
25 de outubro de 2009
23 de outubro de 2009
Contigo sinto me menina,
sinto me inocente,
sinto me ingénua,
gosto do sol.
Contigo tudo é mais simples,
mesmo sendo complicado,
mesmo sendo escuro e cruel,
ou mesmo sendo docemente doloroso.
Contigo parece que tudo se vai,
que tudo desaparece,
que tudo o que importa é esse pedacinho,
ou o cheiro da tua pele.
E sim,
juro que sim,
neste caso que não,
juro que não te amo...
22 de outubro de 2009
Eu já percorri todos bosques,
bebi de todas fontes,
ouvi todos os conselhos,
vi todas as maravilhas,
senti todas as tristezas,
provei de todos os beijos.
Eu já dei de mim.
Eu já acordei,
e já adormeci.
Já magoei,
já pareci,
já quis,
já gritei,
já amei,
já calei,
já desabei,
já enlouqueci,
já corri,
já tive,
já fiz,
já ouvi,
e já falei.
Eu já vivi e morri,
todas as manhas e noites dos meus dias.
Já entrei e sai de todas as pessoas com quem me cruzei.
Já desvendei todas as verdades,
já encobri todas as mentiras,
e ate já contei e vivi as minhas.
Já prendi e já dei liberdade.
Já estou cansada.
Quando chegara para mim?
Quando me irão ver?
Quando é que irei realmente existir,
para então poder morrer!
Já vivi e estou cansada,
e não mais quero ter.
Já vi e ouvi tudo o que tinha,
e não há maior vivência que a minha,
pois mais do que vivi e sei que não quero viver.
Estou satisfeita e avida,
pois tudo o que me dão,
já me deram,
tudo o que me pedem
eu já dei!
Onde esta o segredo rei?
A novidade escondida e clara ?
Onde está a minha terra prometida?
Quando poderei tirar o meu manto de invisibilidade?
Porque eu quero ser vista!
Eu quero existir!
Eu quero ser verdade!
bebi de todas fontes,
ouvi todos os conselhos,
vi todas as maravilhas,
senti todas as tristezas,
provei de todos os beijos.
Eu já dei de mim.
Eu já acordei,
e já adormeci.
Já magoei,
já pareci,
já quis,
já gritei,
já amei,
já calei,
já desabei,
já enlouqueci,
já corri,
já tive,
já fiz,
já ouvi,
e já falei.
Eu já vivi e morri,
todas as manhas e noites dos meus dias.
Já entrei e sai de todas as pessoas com quem me cruzei.
Já desvendei todas as verdades,
já encobri todas as mentiras,
e ate já contei e vivi as minhas.
Já prendi e já dei liberdade.
Já estou cansada.
Quando chegara para mim?
Quando me irão ver?
Quando é que irei realmente existir,
para então poder morrer!
Já vivi e estou cansada,
e não mais quero ter.
Já vi e ouvi tudo o que tinha,
e não há maior vivência que a minha,
pois mais do que vivi e sei que não quero viver.
Estou satisfeita e avida,
pois tudo o que me dão,
já me deram,
tudo o que me pedem
eu já dei!
Onde esta o segredo rei?
A novidade escondida e clara ?
Onde está a minha terra prometida?
Quando poderei tirar o meu manto de invisibilidade?
Porque eu quero ser vista!
Eu quero existir!
Estou farta da vulgaridade dos dias,
dos feitos, dos ditos, das acções!
Eu quero a liberdade da mentira!
Eu quero a minha terra prometida!
Eu quero ser verdade!
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