Eu não te desejava, queria te.
Queria a ilusão que via em ti. A possibilidade. O desafio até.
O Deus altivo e inalcansável, amaldiçoado e sábio, vivido e conhecedor.
O menino homem que me fascinava com a sua mente e me conquistava com as suas palavras.
O real Romeu com todos dos defeitos e feitios, todas as ambições e inocências, toda a virtude de um ser.
E mesmo depois de te conhecer, apenas como me deixaste, eu amei te.
Eu fui a tua Lolita tonta e inocente, descarada e perversamente doce, tudo o que quiseste fazer de mim. Toda a tua ideia de Lolita.
Eu fui tua e nada te pedi, nem que fosses meu apesar de por brincadeira o dizer ou por mera provocação.
Eu amei te e amo com o amor velho de quem já muito viveu e já se habituou ao que sente conseguindo controlar a fúria e a ansia do sentimento.
Agora vejo te nesse estado lastimável e não te lamento. Não me preocupo. Apenas amo te com o amor de quem já se resignou a não ter.
Eu tentei... eu tentei te... mas... tu não quiseste.
E agora eu não quero o teu toque pois mete me nojo, e eu não quero o teu olhar porque me magoa, e eu não quero as tuas palavras pois não mereces que eu as ouça.
Porque agora não passas de um verme degradado e vergonhoso, que se diz a colapsar mas na verdade apenas se deixa vencer iludido na merda da mentira que tudo valera a pena e tudo ficara bem mesmo que não o esteja.
Acorda e vê que alem que tudo não girar a tua volta, NADA ficara bem. Apenas tu ficaras sozinho dentro de ti próprio sem ninguém a dar te a mão. e eu verei te morrer sem ninguém para me consolar as lágrimas.
29 de outubro de 2009
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