Por vezes é difícil encontrar palavras, ainda mais difícil dizê-las. Nunca fechei as janelas, odeio claustrofobia de opção. Mas sempre fechei as portas por medo que alguém invadisse o meu espaço. O coração é músculo, nada mais. Todos os sentimentos vêm de atracção visual e hormonal e pura sintonia de ideias, sejam elas contraditórias ou semelhantes. O amor não existe. O que chamamos de amor trata-se apenas de determinismos biológicos como a necessidade do sexo, e necessidades primárias, como o desejo de ser amado e reconhecido e o medo de acabar sozinho. O amor não existe. O ser humano guia-se pela racionalidade, dádiva cerebral, e da mesma cria tudo o resto. Nada desnecessário se torna motivo de falta a não ser que o ser humano isso o torne. Nada de sente a não ser dor, fome, sede, e vontades defecais. Toda a terminologia dos padrões morais, estéticos e sensíveis não são mais do que a necessidade da alimentação do ego humano, derivado do seu egoísmo e egocentrismo naturais, pelos meios de se sentir importante e existente para os seus iguais, muitas vezes na procura de uma sensação de superioridade.
Eu sei que o amor não existe. O coração é apenas um músculo e está provado que ao sentirmos apenas estamos a estimular partes do nosso cérebro. Não há apertos, sufocos, saudades... apenas carnalidade e necessidade psicológica mútua e crua.
Mas então que é isto? Como é que algo racional, mesmo inconsciente à consciência se torna tão físico? E se tudo se trata de natureza humana, da mais cruel e sobrevivente natureza humana, como é que estes "sentimentos maiores" nos levam a por outros seres humanos num nível de urgência e bem estar maior e primeiro que o nosso?
Pode não ser amor tal como pode ser, cada um chama lhe o que quiser. Só sei que por mais racional que o ser humano seja, nunca poderá ignorar algo tão incrivelmente físico.
8 de janeiro de 2011
20 de dezembro de 2010
school sucks
Pumpkin heads obeying to the man
Learning how to get dumber day after day
I thought it straight and made a stand
I took a table and threw it away
Look at a sad old lady right here
Teaching me how to be good and polite
But what can she teach me for real
She does even know what to do with her life
25 de novembro de 2010
Here she comes,
With Maggie, the baby,
Showing her blue hair,
The fucking baby
Don’t say a word,
But no one seems to care.
She comes from shopping
Every day
And Homer is not at home
While she takes care of their children
His passing out at Moe’s
Marge is in chains
Trapped to her family,
Driving insane
Driving insane
Marge is in chains
Trapped to her family,
Driving insane
Driving insane
Driving insane
I’m not this
I’m not daddy’s girl anymore,
Not this frame,
This perfect picture on the wall.
I gave up the dresses
The bows on my hair
And that cute little smile
I no longer have
It’s time to let me go
To be myself on my own
Just face reality
That I’m not who I use to be
I don’t sit on your lap
And want a fairy tale before bed
I grew up to be more
never more your little girl
just a ideia, more shit to work on
Sometimes it gets hard
To see some hope in a broken heart
It hard to stand tall
And try to built a new start
You promised me you hold me
In glad or sad, better or worst
You promised me you would be here
But were just more empty words
Before you come along
I wasn’t counting to end this bad
Now I can’t feel myself
I’m lost inside my head
Não sei como responder as perguntas que me fazes. Só sei que algo não está bem. Dava tudo para ser simples, para poder ser quem gostarias que fosse, mas a minha incapacidade para a felicidade e estabilidade parece ser um dano permanente. Talvez seja uma avaria por acontecimentos colaterais, paralelos ou inconvenientes. Talvez seja defeito de fabrico. Só sei que não sei esta bem.
Sabes, por vezes as pessoas são cruéis, não por querer, mas por princípio de existência, instinto de sobrevivência.
Não sou o que pensavas de mim, provo-te que não sou o que ainda pensas. Não tentes definir-me ou iludir-te com algum bom pensamento, eu não melhoro, portanto quando te magoes. Encara-me como uma construção de sistemas eléctricos em segunda mão, avariada, sem arranjo ou coisa que me valha.
Simplesmente não sei lidar com o bom, muito menos com o amor. È demasiado pesado e significa demasiada responsabilidade. Eu gosto da minha liberdade inconsequente.
E nem sei se faço sentido, apenas estou a tentar explicar, exprimir e exteriorizar o que me sufoca e reprime, o que por palavras ditas não te consigo explicar. Por vezes nem por palavras escritas… desculpa o meu defeito de expressão, mais um dos muitos da minha vasta colecção. Já não sei que te dizer… já não sei o que fazer… já não sei o que pensar.
Gostava que me mandasses porta fora da tua vida, para assim te veres livre do meu peso de pessoa sem sofreres. Que simplesmente te fartasses e te livrasses do teu amor por mim, visto que tudo o que te faz é mal. E o facto de esse amor ser te retribuído ainda é pior.
E desculpa se amo gente demais, se com o meu comportamento te faço mal, mas não me posso negar ao que o meu coração manda, por muito que tente. Haverá sempre gente na minha vida, e eu nunca serei tua deveras completa.
Nem sei porque estou a dizer isto, ou para quem, talvez só para mim, treinando ensaiar um discurso que adivinho futuro, para qualquer infeliz que me tome como vida… talvez esteja só a falar para as paredes, talvez esteja a falar para um estranho, ou para ti amor, ou para ti amor, ou para ti amor, ou ainda para ti, aperto de alma, talvez para ninguém.
Só estou a falar.
Só a estupidificar palavras.
Só a desperdiçar tempo na minha estupidez.
22 de novembro de 2010
Faz parar, por favor faz parar.
Segura-me e não me largues.
Pega em mim e leva-me para longe.
Sinto como que me escavassem um buraco no peito, impedindo a passagem do ar.
Sufocando-me os pulmões, colapsando-me o peito, esganando-me o pescoço.
Não consigo falar, não quero falar. Segura-me apenas, aperta-me contra ti.
Faz-me desaparecer. Quero desaparecer. Deixa-me desaparecer.
Não me arrastes contigo, deixa-me ficar aqui no chão.
Quieta no chão, até o frio me deixar entorpecida e não conseguir pensar ou sentir o que seja.
Deixa-me fugir de mim.
Evaporar-me no ar.
Ser sugada pelas pessoas que me passem por cima sem dar conta.
Apodrecer o chão do beco onde cair.
Estou farta, cansada, não aguento, Chega!!
Segura-me com força. Fica em silêncio. Segura-me com força e deixa-me ir.
Segura-me e não me largues.
Pega em mim e leva-me para longe.
Sinto como que me escavassem um buraco no peito, impedindo a passagem do ar.
Sufocando-me os pulmões, colapsando-me o peito, esganando-me o pescoço.
Não consigo falar, não quero falar. Segura-me apenas, aperta-me contra ti.
Faz-me desaparecer. Quero desaparecer. Deixa-me desaparecer.
Não me arrastes contigo, deixa-me ficar aqui no chão.
Quieta no chão, até o frio me deixar entorpecida e não conseguir pensar ou sentir o que seja.
Deixa-me fugir de mim.
Evaporar-me no ar.
Ser sugada pelas pessoas que me passem por cima sem dar conta.
Apodrecer o chão do beco onde cair.
Estou farta, cansada, não aguento, Chega!!
Segura-me com força. Fica em silêncio. Segura-me com força e deixa-me ir.
15 de novembro de 2010
Maldita criança sem a qual não posso viver , Tu.
É como se mantivesses as mãos firmes na minha garganta, tentando-me sufocar para não mais te ensandecer.
Não foi uma escolha, não é poesia, talvez seja obra do acaso mas não me atrevo a chamar-lhe destino, quero apenas sentir-te nas mãos.Sabes, protecção desinteressada e o carinho de mão cheia não é algo que se ofereça, mas eu chovo-te em cima do guarda-chuva com que tu andas fugido de mim. Confiar não é de mim, mas ponho-me nas tuas mãos.
Já não me basta o suposto, eu quero o concreto, eu quero-te a ti, apenas como forro de mim. Estas-me perto cá dentro mesmo que corras de mim lá fora, e torna-se um tormento explicar-te tamanha tristeza em copos de cristal. Tanto é o aperto o coração ao ver-te vaguear em ti próprio, usufruindo de prazeres passageiros que me magoam sem me dares esse direito. Que baú de incertezas abriste tu afinal! Tenho-te passeando-me nos dedos escorregando a cada passo, não sei se foges ou se te deixas cair. Talvez te atires. Mas não me deixes. A tua companhia dá-me o alento de um forte abraço, mesmo quando o teu silencio tem o sabor de um amargo insulto. Não percebo a dureza das atitudes, não percebo a minha ansiedade de ti, do teu ombro contra a minha cabeça. E não há o que desculpar nem o que contar. Não segredos nem verdades nem mentiras, nem tuas nem minhas. Não há eles nem elas, nem noites nem dias. Não há horas nem definições. Há só o cansaço da procura. A desilusão da ilusão não imaginada.
Não mais nada a dizer.
Não consigo nada mais dizer.
Porque Hoje Miguel, sou eu que guardo as lágrimas num guardanapo para ti.
12 de novembro de 2010
Is like a kind of sickness
Which as no medication
So physical and painful
So full of insaneness agitation
But I’ll never get tired
Never give up trying
I’ll keep on loving
Even after dying
Because if you run away
I’ll run to hunt you down
During night and during day
Whatever time it takes until I found
Because without you I’m nobody
I have no will to be alive
So I’m warning you: if you leave me
You would be the reason because I died
7 de novembro de 2010
- Um copo de água, por favor.
- Por favor senhor, saia.
- Um copo de água, por favor. Só isso.
- Por favor homem, perturba-me os clientes..
- Mas só lhe estou a pedir um copo de água...
- O que quer sei eu. Digira-se a porta e não incomode as pessoas.
- Mas já está um tempo que não se pode. Não quero incomodar ninguém, só lhe peço um copo de água.
- Oh homem não me chateie mais a cabeça! A clientela já está toda a olhar. Não vê que os está a importunar?! Vá, saia depressa que, ao contrario de si, eu tenho trabalho a fazer.
O pobre homem saiu do café sem folgo. As lágrimas rasavam lhe os olhos e caiam uma por uma enquanto, numa marcha muito lenta e pesada, limpava o suor da testa, abanava a camisola branca de algodão e dava mais uma dobra nas calças de ganga gasta. Os seus pés coziam nos sapatos, que no Inverno serviam de consolo e facilitavam o andar, mas que sobre aquela escaldante tarde de verão o faziam desesperar.
Dentro do café uma menina, sentada ao pé da mãe, após assistir a cena fita intensamente a partida do sem abrigo, lixo desgraçado como a mãe o chamara, através da límpida montra.
- Onde vais Raquel?
- Vou ali ver rebuçados e já venho.
Chega-se ao balcão e com um ar sereno vira-se para o empregado:
- Quero um copo de água fresquinha, bem cheio, para matar a sede, por favor.
O homem sorri a Raquel e passa-lhe o copo juntamente com um chupa-chupa.
A menina pega no copo e esquecendo-se do chupa-chupa saí a correr do café em direcção a criatura abandonada por Deus. Aproxima-se e diz:
- Não chores! É para ti. Bebe!
O homem espantado pega no copo e de um golo sorve toda a agradecida bebida.
- Obrigado pequena, mas é melhor voltares. O dono do café e a tua mãe não vão gostar muito do que fizeste.
-Não faz mal. Toda a gente tem direito a um copo de água.
- Por favor senhor, saia.
- Um copo de água, por favor. Só isso.
- Por favor homem, perturba-me os clientes..
- Mas só lhe estou a pedir um copo de água...
- O que quer sei eu. Digira-se a porta e não incomode as pessoas.
- Mas já está um tempo que não se pode. Não quero incomodar ninguém, só lhe peço um copo de água.
- Oh homem não me chateie mais a cabeça! A clientela já está toda a olhar. Não vê que os está a importunar?! Vá, saia depressa que, ao contrario de si, eu tenho trabalho a fazer.
O pobre homem saiu do café sem folgo. As lágrimas rasavam lhe os olhos e caiam uma por uma enquanto, numa marcha muito lenta e pesada, limpava o suor da testa, abanava a camisola branca de algodão e dava mais uma dobra nas calças de ganga gasta. Os seus pés coziam nos sapatos, que no Inverno serviam de consolo e facilitavam o andar, mas que sobre aquela escaldante tarde de verão o faziam desesperar.
Dentro do café uma menina, sentada ao pé da mãe, após assistir a cena fita intensamente a partida do sem abrigo, lixo desgraçado como a mãe o chamara, através da límpida montra.
- Onde vais Raquel?
- Vou ali ver rebuçados e já venho.
Chega-se ao balcão e com um ar sereno vira-se para o empregado:
- Quero um copo de água fresquinha, bem cheio, para matar a sede, por favor.
O homem sorri a Raquel e passa-lhe o copo juntamente com um chupa-chupa.
A menina pega no copo e esquecendo-se do chupa-chupa saí a correr do café em direcção a criatura abandonada por Deus. Aproxima-se e diz:
- Não chores! É para ti. Bebe!
O homem espantado pega no copo e de um golo sorve toda a agradecida bebida.
- Obrigado pequena, mas é melhor voltares. O dono do café e a tua mãe não vão gostar muito do que fizeste.
-Não faz mal. Toda a gente tem direito a um copo de água.
5 de novembro de 2010
I just wished you were here,
To help off this dump
To help me to be a better myself
To just not being alone
To keep my head in place
To just being there
To clean the tears off my face
In days I’m sad and scared
And I’ll be there for you
This I promise
I’ll love you how much as possible
I’ll never be dishonest
I’ll make you smile every day
Even if just for a little bit
I’ll be your earth and your heaven
If you just let me be it
Because you just make everything feel right
And with you by my side
I never feel alone, I’m never by my own
You light my day, you warm my soul
You became everything I don’t control
1 de novembro de 2010
Deixo as portas entreabertas.
Acendo o cigarro,
e deixo-o a fumegar no cinzeiro.
As janelas estão abertas
o meu cabelo voa a volta da minha cara,
Não vejo quase nada,
não desejo ver.
Desejaria adormecer
com um ou mais corpos junto a mim,
mas a janela esta aberta
e os corpos por elas fogem sem rumo,
sem fim...
O silencio sentencia o cenário
colmatando o oculto revolto na pessoa.
Não feches a porta entre aberta,
a ar parado fere, magoa.
- Entra e traz a faca,
pousa-a na mesa,
vá, vai-te embora,
não é necessária testemunha de presença.
O anjo vai e bate a porta
que em ricochete se volta a abrir
a faca penetra na veia como se a quisesse possuir
como se de fogo e paixão passasse a ser.
Adeus mundo incrédulo de anjos
e de criaturas superiores, bruxas como eu...
Adeus putrefactos homens amores
Adeus.. só adeus...
Acendo o cigarro,
e deixo-o a fumegar no cinzeiro.
As janelas estão abertas
o meu cabelo voa a volta da minha cara,
Não vejo quase nada,
não desejo ver.
Desejaria adormecer
com um ou mais corpos junto a mim,
mas a janela esta aberta
e os corpos por elas fogem sem rumo,
sem fim...
O silencio sentencia o cenário
colmatando o oculto revolto na pessoa.
Não feches a porta entre aberta,
a ar parado fere, magoa.
- Entra e traz a faca,
pousa-a na mesa,
vá, vai-te embora,
não é necessária testemunha de presença.
O anjo vai e bate a porta
que em ricochete se volta a abrir
a faca penetra na veia como se a quisesse possuir
como se de fogo e paixão passasse a ser.
Adeus mundo incrédulo de anjos
e de criaturas superiores, bruxas como eu...
Adeus putrefactos homens amores
Adeus.. só adeus...
25 de outubro de 2010
A linha de recta final da sanidade é ténue e eu não quero. A realidade é a irrealidade do impossível. Não, não quero trespassa-la. Deixem-me adormecer, deixem-me ceder à vã loucura dos sonhos, nivelados por teias e estádios de doença esquizofrénica cardíaca. Quero flutuar naquela meia verdade que é a morte, de modo a sentir no corpo a crueldade dos feitos. Quero viajar no tempo e ser tomada por bruxa, santificada pelo fogo, extinta pela purificação da alma de quem é errante. Por vezes o simples seria grato de o ser, por vezes um mapa não seria demasiado simples. Por vezes o destino podia ceder a vontade e os conselhos dançar a volta da peste negra de mim. Que doença de cheiro, que mal, que pecado, que coisa doutro mundo. Feitiço ou um raio do céu. Simples impasse e monotonia do irreal. Não quero morrer antes de saber o que quero, não quero morrer antes de ter o que preciso. Não quero continuar a tropeçar nos pés.
7 de outubro de 2010
E tudo está como deve estar. As nuvens subiram ao céu e encontrei o meu casaco. Aperto-o botão a botão devagar saboreando o bom de me acomodar no meu casaco, ponho a boina, calço as luvas e saio á rua. A chuva cai e eu não quero saber, e enquanto o meu cabelo vai humedecendo tiro as luvas e meto as mãos nos bolsos, nos bolsos do meu casaco. Por piada ponho os óculos de sol, e vou assim, nas ruas da cidade sorrindo as pessoas que ora retribuindo ora fazendo caras de indignação ao verem a minha personagem, dão os passos seguintes seguras que sou louca ou que simplesmente perdi o juízo. E eu feliz, de luvas a espreitar da carteira a tiracolo, mãos nos bolsos do meu casaco abotoado, boina e óculos de sol, desço a rua como se estive num mundo só meu, indiferente ás pessoas a quem alegremente sorrio. O mundo está chuvoso e zangado, a chuva molha e atrapalha quem na rua passa, por isso, deixem as pessoas estar. Já eu vejo o mundo pelos meus óculos como se tratasse de um filme antigo em sépia, em que chuva cai e eu vou de encontro com qualquer alguém que me espera numa ponte além caminho. O mundo é chuvoso e jubilante e eu miragino mundos e encontros dentro do mundo de mim. É tudo belo, tudo a sépia, é tudo meu.
Sou eu, no meu mundo sépia, de luvas a espreitar da carteira que levo ao ombro, de mãos nos bolsos do meu casaco abotoado, de boina e óculos de sol, feliz e sorrindo ao mundo que sai a rua para me ver passar.
5 de outubro de 2010
3 de outubro de 2010
A alegria é tanta que não te consegues conter.
Escreveste tudo como devias, deixando todos os endereços necessários e existentes. Melhor era impossível.
Metes a carta no marco do correio inspirando fundo, e após um momento de reflexão e uma sensação de missão comprida voltas a correr para casa.
Comes, lavas os dentes, lavas a loiça, sentas-te no sofá, ligas a televisão, depois de uma meia hora de zapping desligas, levantaste e vais para o computador, depois brincas com o gato, comes, lavas os dentes, lavas a loiça, sais, voltas, deitas-te e dormes.
Levantas-te, lavas os dentes, tomas banho, veste-te e sais. Voltas. À entrada, verificas o correio: nada, muito bem, ainda só passou um dia... Entras, verificas o email: nada, só passou um dia, okey. Repetes a rotina, jantas e deitas te.
Acordas, verificas o email: nada, ainda é cedo, tudo bem, mas..., não, ainda é cedo...Vais trabalhar, à saída verificas o correio: nada, muito bem. Vais e sais. Todo um dia de trabalho em ansiedade. Voltas, verificas o correio: nada, porra! Verificas o email, um email novo: será agora? Respiras fundo: jantar de empresa, nada de importante. Jantas mal e deitas-te.
Passa uma semana, duas. Os nós dos teus dedos estalam, a tua cabeça anda em circulos. Qualquer mensagem escrita, email, carta, telefonema fazem o teu coração disparar a mil.
1 mês, chegas a casa, verificas o correio, uma carta para ti, nem respiras, abres, é apenas do dentista, atiras a carta para o correio, não queres saber, não comes, deitas-te automaticamente no sofá em transe em frente a uma televisão desligada até adormeceres.
No emprego já não te concentras, os teus amigos não conseguem falar contigo, a tua namorada diz que estás diferente. Todos sabem o que se passa, todos sabem o que é, mas nenhum percebe, nenhum se atreve a trespassar essa barreira de quase loucura em que tu te encontras.
Já lá vão 2 meses.
Acordas, levantaste e não verificas o email, não vais trabalhar, não comes, tocam a campainha, é a tua vizinha de cima, já lhe vais fechar a porta na cara quando vês que ela tem uma carta na mão. Boa.. reunião de condomínio.
- Querido, deixaram-me isto á umas semanas no meu correio. Eu estive na casa da minha filha, só hoje voltei e vi. É para si jovem.
Tiras o papel da mão a senhora e agradeces. Ela vira costas mas nem te das ao trabalho de fechar a porta. É a carta. A carta. É tudo o que esperavas. Abres, sem ler, e encostaste à parede. Já nem queres saber o que diz.
Finalmente paz de espírito.
Escreveste tudo como devias, deixando todos os endereços necessários e existentes. Melhor era impossível.
Metes a carta no marco do correio inspirando fundo, e após um momento de reflexão e uma sensação de missão comprida voltas a correr para casa.
Comes, lavas os dentes, lavas a loiça, sentas-te no sofá, ligas a televisão, depois de uma meia hora de zapping desligas, levantaste e vais para o computador, depois brincas com o gato, comes, lavas os dentes, lavas a loiça, sais, voltas, deitas-te e dormes.
Levantas-te, lavas os dentes, tomas banho, veste-te e sais. Voltas. À entrada, verificas o correio: nada, muito bem, ainda só passou um dia... Entras, verificas o email: nada, só passou um dia, okey. Repetes a rotina, jantas e deitas te.
Acordas, verificas o email: nada, ainda é cedo, tudo bem, mas..., não, ainda é cedo...Vais trabalhar, à saída verificas o correio: nada, muito bem. Vais e sais. Todo um dia de trabalho em ansiedade. Voltas, verificas o correio: nada, porra! Verificas o email, um email novo: será agora? Respiras fundo: jantar de empresa, nada de importante. Jantas mal e deitas-te.
Passa uma semana, duas. Os nós dos teus dedos estalam, a tua cabeça anda em circulos. Qualquer mensagem escrita, email, carta, telefonema fazem o teu coração disparar a mil.
1 mês, chegas a casa, verificas o correio, uma carta para ti, nem respiras, abres, é apenas do dentista, atiras a carta para o correio, não queres saber, não comes, deitas-te automaticamente no sofá em transe em frente a uma televisão desligada até adormeceres.
No emprego já não te concentras, os teus amigos não conseguem falar contigo, a tua namorada diz que estás diferente. Todos sabem o que se passa, todos sabem o que é, mas nenhum percebe, nenhum se atreve a trespassar essa barreira de quase loucura em que tu te encontras.
Já lá vão 2 meses.
Acordas, levantaste e não verificas o email, não vais trabalhar, não comes, tocam a campainha, é a tua vizinha de cima, já lhe vais fechar a porta na cara quando vês que ela tem uma carta na mão. Boa.. reunião de condomínio.
- Querido, deixaram-me isto á umas semanas no meu correio. Eu estive na casa da minha filha, só hoje voltei e vi. É para si jovem.
Tiras o papel da mão a senhora e agradeces. Ela vira costas mas nem te das ao trabalho de fechar a porta. É a carta. A carta. É tudo o que esperavas. Abres, sem ler, e encostaste à parede. Já nem queres saber o que diz.
Finalmente paz de espírito.
29 de setembro de 2010
Onde estás?
Responde-me!
Quando voltas?
Não te cales!
Já não nos falamos e a saudade aperta.
Fala, abraça-me!
O perfeito de tudo escorregando pelos dedos.
Não deixes tudo isto desaparecer...
Compreende-me como antes.
Que frustrada e presa na pele que te anseia, não o podendo fazer, sei que te não irei alcançar.
Onde estás?
Preciso de ti.
Tu precisas de mim.
Tenho um pedaço teu só meu, que precisa-me.
Onde estás?
Quero-te.
Não me queres?
Eu sei que queres.
Anda, vem, volta.
Preciso de ti, abraça-me e fica de vez.
Responde-me!
Quando voltas?
Não te cales!
Já não nos falamos e a saudade aperta.
Fala, abraça-me!
O perfeito de tudo escorregando pelos dedos.
Não deixes tudo isto desaparecer...
Compreende-me como antes.
Que frustrada e presa na pele que te anseia, não o podendo fazer, sei que te não irei alcançar.
Onde estás?
Preciso de ti.
Tu precisas de mim.
Tenho um pedaço teu só meu, que precisa-me.
Onde estás?
Quero-te.
Não me queres?
Eu sei que queres.
Anda, vem, volta.
Preciso de ti, abraça-me e fica de vez.
27 de setembro de 2010
Não dá! Não dá! Não dá! A minha casa não são estas paredes e tu não me és nada! Não peço desculpa! Não modero a voz! Não tenho tento nas palavras! Não vês que não pará de gritar? Que não ouves? Que para me fazer ouvir tenho de gritar também? Pára de gritar! Ou melhor pára de falar. Cala-te! Não vês que há mais de uma hora que me insultas? E eu é que tenho de me controlar? Chega! Não dá. Não quero voltar a casa, quando em casa apenas me espera a vontade de sair. Larga-me, deixa-me ir.. Chega!! Já não disse que chega??! Será que te incomoda assim tanto o meu bem-estar que te sentes na obrigação de o destruir assim que passo a porta? Será que obtens algum prazer sádico e fazer-me mal? Em tornar o ar irrespirável, tóxico, repugnante.Não sou uma pessoa triste, apenas não faz-me mal ter-te por perto. Desaparece por favor... imploro-te.. Vai-te!! Sai do quarto, distrai-te com o que seja mas esquece-te de mim. Eu só quero sair e ir para casa, qualquer lado para longe de ti.
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