2 de julho de 2010

Já não faço poesia à meses,
À meses que não me sinto. Nesta dormência tão minha minto a mim própria por já não o querer sentir.
Já não sou poeta porque já não luto com a dor, deixo me ser engolida por ela como sempre me deixei levar pelo amor. Já não encontro força para aflorar o que é negro... O sangue perdeu a piada, gelei a ponto de não mais chorar.
A morte é demasiado insatisfatória... não é meu desejo descansar. O descanso é passivo e eu desespero por fazer algo que combata esta contradição. Estou cansada de ser humana e mortal. De me embebedar vezes sem conta com o álcool errado...


Eu fiz me mulher, faz te homem, e não me trates como se tivesses a anos luz de mim, já há muito que me perdeste de vista.


I can't look at you! I just can't! Why can't I look at you?I want to look at you! But it hurts so bad... I don't know why... I just know that I want to look at you... but I can't look... because it hurts. Your look, that glow in your eyes hurt. Hurt me so bad. Hurt me so deep.
You know what? I'll still look at you, even if your look cause me the most unbearable pain of all the pains, I'll still look at you.. even if that pain kills me a little bit more each day, I'll keep looking at you..
At least I die with those eyes of yours, yours sweet everything brown eyes, burned into my mind, while I released the last breath of my living soul..
No regrets for this death...

1 de julho de 2010

 I don't want to see you
 I see you every day
 I want to touch you
 just have you still and close to me.

I want you,
I need you,
But I want so fucking much more.
Talvez um dia me deixes abrir o cadeado que te prende ao plural vós e te obriga ao não do plural alternativo nós...
Não dá para entender tanta possibilidade impossível. Tanto potencial deitado pela janela do 23º andar abaixo.

e no fundo tudo isto são devaneios e disparates sem sentido ou justificação... dócil e doce é a juventude que escorrega entre os dedos de cabelo.
gostaria de ter um comando universal. tirar o som a certas pessoas. passar cenas a frente. rever cenas passadas. 
e principalmente desligar me quando me apetecesse.


29 de junho de 2010

Não é como pensam. Custa, a sério que custa, e não me é indiferente.
Não sinto nada mais. Por dentro sofro de insensibilidade crónica ao toque, a todos os toques senão aquele.
Não sei se é sequer compreensível ou justificável, especialmente em relação a mim, tanta leviandade da minha parte, tanta fraqueza, tanta facilidade no acto de cair, de me deixar levar ao ser puxada.
Não, não se justifica, muito menos quando a régua com a qual meço a queda passa de centímetros a quilómetros, e eu de mulher a vitima de chacota moral por um pecado cometido.
Não é certo, correcto ou admissível, não me é possível aceitar que eu própria me puna por algo tão urgente de ser consumado.
Não é certo que me veja determinada, aprisionada, a um nada que se atreve a tomar a forma e a força de tudo.
Não é saudável tal valorização divina de uma respiração.
Porque raio de repente me vejo disposta a esperar por alguém que nunca esperou por mim?

27 de junho de 2010

No Identity

find out take much more than you think... but in the end... what do you find?
 (is a foto, but I can totaly draw this)
Mais do que algum dia desejei ou sequer imaginei.
Não me sabia tão susceptível à luz...
E no lado escuro da lua espero que retirem os últimos corpos ainda caídos por terra.
A ausência de vida é um cenário deveras austero, mas não me chega a chocar.
No escuro silencioso deste meu lado lunar apenas a vida me espanta, me assusta, me afasta.
Com a vida vêm muitas outras coisas, coisas que desprezo e dispenso.
Já há muito que me deixei dessa vida de quem tem vida.
De quem é vivo.
Estar vivo não é apenas darmo-nos ao diário incomodo de respirar, é dar razão a cada inspiração e expiração que se opera.
É ter alguém a espera para partilhar a nossa respiração.
É demasiado esforço esperar por alguém.
É pedir demais pedir que alguém esteja a nossa espera, que espere por nós, sem saber por vezes o que esperar.
Mas sempre é bom esperar, mesmo sem se saber, mesmo sem propósito ou vontade, pois a espera torna se o próprio propósito da respiração da vida.
Da vida de uma respiração.


Mais do que algum dia desejei ou sequer imaginei.
Não me sabia tão susceptível à luz emitida pelo desejo de respirar.
Demo-nos ao luxo da hipocrisia e peça-mos numa noite qualquer a deriva no calendário, a alguém que se cruze connosco, para nos esperar. 
Deve ser bom ter alguém a nossa espera, embora não saiba se estaria disposta a esperar.
Será que é assim que funciona, espera por espera, troca por troca?
E se a pessoa por quem esperar não for a pessoa de quem estava a espera?
E se não quiser esperar por quem me esperou e fechar a porta de regresso ao lado escuro da lua?
A espera é demasiado a pedir a alguém que não dá valor a respiração da vida.
Apesar de agora esperar que removam o ultimo o corpo que se deixa estar caído por terra. 
Sem vida. 
Sem espera.

24 de junho de 2010

Uma Regular Quinta a Noite na Minha Cabeça

total colapso mental por razões que a razão não explica, encobre ou abrange.
total colapso por vias da exaustão da pessoa em si...
chorar não vale de nada.
Como queiras meu amor... Como queiras...

21 de junho de 2010

Agora que penso.. assim só por pensar. Assim só por não ter mais nada para fazer.. Assim só porque vou disparatar e não fazer sentido algum, há coisas do carago!
Coisas mesmo estúpidas, mesmo fora do bom senso... mas também quem quer bom senso??
As pessoas passam a vida à procura da felicidade mas estão constantemente a fugir dela! Pensam que é algo complicado de atingir e criam falsas e inalcansáveis noções que tentam seguir a risca e que só os leva a uma infelicidade ainda mais ridícula e infeliz que a tristeza ou a arte de não se ser feliz em si. Talvez, ou melhor, com todas as minhas certezas é por isto, estas acções desesperadas e inúteis, que praticamente ninguém vive completa e realmente feliz neste mundo. E depois uma singela alegria não lhes basta! Eles e elas necessitam daquela noção perfeita e idealizada por tristes almas anteriores à existência dos presentes e actuais infelizes, aquela noção fantasiosa de um estado de espírito calmo, relaxado, de bem com tudo e todos, sem problemas ou contradições. Pois noticia de última hora companheiros terrestres: tal coisa não existe! Capacitem-se! E deixem se tentar seguir esses padrões e regras desse Universo mesquinho e fútil, típico de uma personagem do género Marta Stewart, não vos leva a lado nenhum.
A felicidade não é algo físico. Um prémio espiritual após um certo caminho. É o que temos e conseguimos ver em nós e em todos os que nos rodeiam. É dar valor a cada segundo de vida que vos corre no sangue, vivendo não de uma forma certa e coerente, mas sim ao máximo. Nunca sabemos o que nos espera o amanhã portanto porque desperdiçar o hoje? Estamos habituados a comodidades de todos os níveis tendo o amanhã como garantido como desculpa, não como deve de ser.
Problemas? Toda a gente os tem, maior parte apenas pensando que os tem, e criando-os para se entreter, fazendo planos e interpretando um papel vitimado porque fica sempre bem e serve de desculpa termos pena de nós próprios para não querermos saber dos outros, mas os problemas não são assim tão graves, nem tão grandes e maior parte nem vale a pena dar atenção. São pura perda de tempo. Entretenimento de mau gosto a que sucumbimos como se uma ordem nos fosse dada. Que raio de liberdade! Somos Homens ou Ratos???
Deixa-mo-nos mesmo derrubar tão facilmente? Refugiando nos em "problemas", pensando a vida em  vez de a viver, seguindo padrões e regulamentos como ratos de laboratório, criando rotinas insatisfatórias, tudo na esperança de um presente digamos divino, caído do nada?
Recusamos-nos a prazeres naturais, preocupamos-nos demais, damos atenção ao que não devemos...
Penso porque ninguém mais vê assim o Mundo... Sair a rua, respirar fundo, olhar o céu, observar os prédios, os edifícios, as pessoas, ouvir os sons, chegar perto de quem gostamos e sorrir. Mesmo que a nossa vida esteja uma merda, sorrir. Ouvir os seus problemas e tentar ajudar. Não interferir! Ajudar, aconselhar. As pessoas têm a extrema e irritante mania de se meter na vida dos outros, é isso, escutar conversas, tentar sacar informações e falar por cima de outros para que a conversa se vire para elas próprias... Odeio isso. Eu cá não me importo de ouvir. Falar faz bem aos outros e eu gosto de os ouvir. Memorizar as suas vozes, reparar nos teus sotaques, como dizem isto e aquilo, as expressões de rosto, toda a beleza da pessoa que está a falar comigo. Há pessoas tão bonitas por aí. Não estou a falar de fisicamente atraentes, perfeitas ou perto da noção de perfeição. Bonitas. Nos seus sorrisos, franzir da sobrancelhas, como mexem no cabelo ou enrugam a testa em reacção ao que seja. Estar numa sala de aula e ouvir o barulho de fundo, a voz do Professor/a, as posições e os comportamentos dos colegas à volta... até o simples acto de fechar os olhos e aproveitar estar a aprender. Estar no exterior, e observar todo um mundo a nossa volta e a sorte que temos por estarmos ali, naquele momento, com aquelas pessoas, o quanto gostamos delas. Porquê estar noutro lugar qualquer? Eu penso assim. Sou feliz assim. E sim procuro sempre mais...  mas não de forma obcecada e  diária, não perdendo tempo a criar discussões ou problemas, não correndo de um lado para o outro sem reparar. A vida é algo tão fugaz... porquê correr e acordar um dia, ás portas da morte e pensar: -Que fui eu fazer?
Eu não vou viver uma vida perfeita, mas sei e vou fazer os possíveis para que não seja uma vida de arrependimentos... Podem dizer o mesmo?
(Tal como esperava, mesmo tendo razão e lógica, não fiz sentido algum... Mas quem quer fazer sentido? eu não)
- Ainda és a mesma pessoa que eras o Verão passado?
- opáh não sei...
  não me lembro de quem era...
  mas duvido...
Porque não posso simplesmente agir como devo?
Porque tenho de me manter fiel a mim?
Cansada de ser quem sou sem ter certeza disso, de não saber por que lado ir, vendo morte sem chorar, sufocando sem gritar, morta consecutivas vezes sem dar luta ou protesto.
Esfaqueando com agulhas quem me estende a mão, fazendo-os andar sobre pregos.
És uma merda Catarina, devias estar num Laboratório de Loucos.

19 de junho de 2010

-Desde quando é que escolheste o teu namorado em vez da tua melhor amiga?

-A partir do momento em que a minha melhor amiga disse que não queria saber de nada, que se esta a cagar,  e esta completamente diferente da pessoa que eu conheci

-Da pessoa que te encobria da tua própria estupidez e que perdoava todos os erros cegamente.
 Cansei de fechar os olhos!
 Não te vou aconselhar a algo que te faz mal.
 Nem te perdoar o imperdoável.
 Se queres uma fã ou alguém que te siga muito bem.
 Ficas com a Cris e esqueces me.
 Se queres uma verdadeira amiga tinhas me a mim,
 mas já não tens.
 E no dia em que o teu namorado te deixar, te bater ou te humilhar não me vou rir.
 Vou te apenas dizer : A historia repete se e eu avisei te.
 O que tu fizeste Sara não se faz
 e foi algo que me prometeste nunca fazer.
 Quebraste a tua promessa.
 Pois agora eu quebro os laços de carinho e amizade que tivemos durante 9 anos.
 Já perdoei demais, isto foi a gota de água.
 Boa sorte na tua vida de falsas amigas e namorados agressivos.
Fica sabendo que o meu número de telemóvel é o mesmo.
Há que ter coragem para fugir as vontades de vez em quando e apenas fazer a coisa certa. Não somos só nós no Universo, há pessoas em jogo as quais não podemos fugir. E os plurais e singulares deste pedaço de terra tornam se vulgarmente nossos, sem dar pelos ponteiros do relógio. Não sei do meu casaco, tenho de sair. Onde está o meu casaco? Procuro o amanhã. O dia já tarda e a noite balança nas portas do horizonte. Tenho gente a minha espera, levo outro casaco que não o meu. Que remédio! Que remédio fazer o que devemos e não o que queremos. Que remédio tenho eu de não levar o meu casaco.

18 de junho de 2010

Someone to hold my hand
I'm falling as fast as possible,
I don't know when this hole ends,
But i don't want to find out.
Can anyone tell me the way,
this life is shutting me out,
i'm so mad at the world
so hurt, so sore.
 you lie to me everyday
 breathing
 being alive
 because life is a lie
 and yours is a stone in my
 way
 because everyday single day you live
 i believe a little bit more
 and keep hoping
 that tomorow
 you won't wake up at all

As ações do teu subconsciente... e tudo se resume as Entrelinhas da Tiróide.

17 de junho de 2010

Chegamos de manhã e ainda aqui nos encontramos.
As paredes brancas estão arranhadas pela loucura.
A cama nua coberta de sémen e outros fluidos.
Os lençóis jazem no chão.
Sangue aqui e ali, pequenas e deliciosas gotas no chão de madeira.
A janela foi deixada aberta para os sádicos espectadores e as cortinas esvoaçam, já meias rasgadas.
Quarto de prazeres extremos, em que qualquer tipo de restrições ou limites são deixados fora da porta.
A criatura, exausta e exasperada, encostada a uma parede espera que as mãos que há segundos lhe escorregaram pelo corpo regressem.
Esta noite o prazer é meu. Fodo-te, rego te com gasolina e deixo te com a memória da faísca do meu isqueiro.
Já tenho o que queria de ti.