A fusão entre a minha essência
e o meu agora,
o que quero,
o que sou,
e,
onde estou,
colapsam,
colidem,
explodem,
com tamanha violência
que tudo o que me resta é a futilidade dos dias,
passados e não pensados,
fugaz e estupidamente
sem pressa de ser ou de respirar.
Ai! o quão bom seria,
tomar um bom banho de imersão,
de sangue ou veneno,
para relaxar e respirar mergulhada na morte.
No entanto os meus banhos são de água,
límpida e desenxabida,
totalmente sem graça,
apenas sugestiva para os prazeres do corpo,
da carne.
A morte na água não é apetecível,
e torna se provável,
quando a imagem dos teus braços,
começam flutuando entre bolas de sabão,
diante dos meus olhos.
Nas minhas visões adivinho o futuro,
e por entre outros mistérios desfruto da água,
do calor e do frio condensados,
citando rezas e afins que de mim desconheces.
E entre visões e cartas,
roupa, cabelo e caldeirões,
o meu ser finalmente explode,
na euforia da morte triste do espírito,
por não se querer ou conseguir matar.
27 de outubro de 2009
26 de outubro de 2009
Se me quisesse matar,
saltar de uma janela ou de uma ponte,
apontar uma arma a cabeça,
tentavas impedir me?
Se eu quisesse fugir,
para nao voltar,
de aviao ou de comboio,
corrias para me parar?
E se me visses chorar,
por tudo ou por nada,
chegavas perto?
tentavas me consolar?
Se eu dissesse que te queria matar,
meter te num buraco,
ou ate te asfixiar,
se te dissesse que te desejava,
que te queria possuir ou violar,
se dissesse que sabia o teu segredo,
que te iria desmascarar,
ou que irias morrer sozinho,
cair sem ninguem para te amparar,
importavas te?
saltar de uma janela ou de uma ponte,
apontar uma arma a cabeça,
tentavas impedir me?
Se eu quisesse fugir,
para nao voltar,
de aviao ou de comboio,
corrias para me parar?
E se me visses chorar,
por tudo ou por nada,
chegavas perto?
tentavas me consolar?
Se eu dissesse que te queria matar,
meter te num buraco,
ou ate te asfixiar,
se te dissesse que te desejava,
que te queria possuir ou violar,
se dissesse que sabia o teu segredo,
que te iria desmascarar,
ou que irias morrer sozinho,
cair sem ninguem para te amparar,
importavas te?
Odeio o cheiro daquela montanha!
Aquele cheiro...
Um cheiro profundo e maravilhoso,
um aroma quase mortal.
Aquele cheiro,
por vezes de chocolate,
por outras de maravilha,
que me põe tonta e perdida,
que me faz suspirar.
Por isso eu procuro tanta vez
aquela montanha,
com aquele cheiro,
com aquele eterno nevoeiro,
rodeada de mistério,
que tão bem conheço.
Já a percorri por inteiro,
Já sei ir e vir,
Já a conheço tão bem,
que poderia passear de olhos fechados,
se não temesse cair,
Mas há sempre algo novo,
aquele velho algo onde eu não consigo chegar,
e que me faz sempre voltar,
para sentir aquele cheiro,
percorrer a montanha e tropeçar,
e para manter a expectativa de talvez,
de um dia,
poder talvez,
para sempre lá ficar.
Aquele cheiro...
Um cheiro profundo e maravilhoso,
um aroma quase mortal.
Aquele cheiro,
por vezes de chocolate,
por outras de maravilha,
que me põe tonta e perdida,
que me faz suspirar.
Por isso eu procuro tanta vez
aquela montanha,
com aquele cheiro,
com aquele eterno nevoeiro,
rodeada de mistério,
que tão bem conheço.
Já a percorri por inteiro,
Já sei ir e vir,
Já a conheço tão bem,
que poderia passear de olhos fechados,
se não temesse cair,
Mas há sempre algo novo,
aquele velho algo onde eu não consigo chegar,
e que me faz sempre voltar,
para sentir aquele cheiro,
percorrer a montanha e tropeçar,
e para manter a expectativa de talvez,
de um dia,
poder talvez,
para sempre lá ficar.
Palavras...
Odeio palavras!
Elas têm sempre
algo que mau para mim.
Odeio as tuas palavras!
No entanto, devoro-as,
devoro as tuas palavras!
As tuas! E apenas essas palavras tuas.
As unicas que me fazem parar de respirar.
Tocas me,
falas me,
exploras me e torturas me,
sem estares perto,
apenas com as tuas palavras.
apenas com esses pedaços de ti.
Odeio palavras!
Elas têm sempre
algo que mau para mim.
Odeio as tuas palavras!
No entanto, devoro-as,
devoro as tuas palavras!
As tuas! E apenas essas palavras tuas.
As unicas que me fazem parar de respirar.
Tocas me,
falas me,
exploras me e torturas me,
sem estares perto,
apenas com as tuas palavras.
apenas com esses pedaços de ti.
25 de outubro de 2009
23 de outubro de 2009
Contigo sinto me menina,
sinto me inocente,
sinto me ingénua,
gosto do sol.
Contigo tudo é mais simples,
mesmo sendo complicado,
mesmo sendo escuro e cruel,
ou mesmo sendo docemente doloroso.
Contigo parece que tudo se vai,
que tudo desaparece,
que tudo o que importa é esse pedacinho,
ou o cheiro da tua pele.
E sim,
juro que sim,
neste caso que não,
juro que não te amo...
22 de outubro de 2009
Eu já percorri todos bosques,
bebi de todas fontes,
ouvi todos os conselhos,
vi todas as maravilhas,
senti todas as tristezas,
provei de todos os beijos.
Eu já dei de mim.
Eu já acordei,
e já adormeci.
Já magoei,
já pareci,
já quis,
já gritei,
já amei,
já calei,
já desabei,
já enlouqueci,
já corri,
já tive,
já fiz,
já ouvi,
e já falei.
Eu já vivi e morri,
todas as manhas e noites dos meus dias.
Já entrei e sai de todas as pessoas com quem me cruzei.
Já desvendei todas as verdades,
já encobri todas as mentiras,
e ate já contei e vivi as minhas.
Já prendi e já dei liberdade.
Já estou cansada.
Quando chegara para mim?
Quando me irão ver?
Quando é que irei realmente existir,
para então poder morrer!
Já vivi e estou cansada,
e não mais quero ter.
Já vi e ouvi tudo o que tinha,
e não há maior vivência que a minha,
pois mais do que vivi e sei que não quero viver.
Estou satisfeita e avida,
pois tudo o que me dão,
já me deram,
tudo o que me pedem
eu já dei!
Onde esta o segredo rei?
A novidade escondida e clara ?
Onde está a minha terra prometida?
Quando poderei tirar o meu manto de invisibilidade?
Porque eu quero ser vista!
Eu quero existir!
Eu quero ser verdade!
bebi de todas fontes,
ouvi todos os conselhos,
vi todas as maravilhas,
senti todas as tristezas,
provei de todos os beijos.
Eu já dei de mim.
Eu já acordei,
e já adormeci.
Já magoei,
já pareci,
já quis,
já gritei,
já amei,
já calei,
já desabei,
já enlouqueci,
já corri,
já tive,
já fiz,
já ouvi,
e já falei.
Eu já vivi e morri,
todas as manhas e noites dos meus dias.
Já entrei e sai de todas as pessoas com quem me cruzei.
Já desvendei todas as verdades,
já encobri todas as mentiras,
e ate já contei e vivi as minhas.
Já prendi e já dei liberdade.
Já estou cansada.
Quando chegara para mim?
Quando me irão ver?
Quando é que irei realmente existir,
para então poder morrer!
Já vivi e estou cansada,
e não mais quero ter.
Já vi e ouvi tudo o que tinha,
e não há maior vivência que a minha,
pois mais do que vivi e sei que não quero viver.
Estou satisfeita e avida,
pois tudo o que me dão,
já me deram,
tudo o que me pedem
eu já dei!
Onde esta o segredo rei?
A novidade escondida e clara ?
Onde está a minha terra prometida?
Quando poderei tirar o meu manto de invisibilidade?
Porque eu quero ser vista!
Eu quero existir!
Estou farta da vulgaridade dos dias,
dos feitos, dos ditos, das acções!
Eu quero a liberdade da mentira!
Eu quero a minha terra prometida!
Eu quero ser verdade!
19 de outubro de 2009
Observai deuses,
a Vossa Vénus desprendida,
Mulher envergonhada e enfraquecida,
fugindo para não mais voltar.
Ela, que roubando,
expandindo e invadindo,
perdeu se no seu próprio reino conquistado,
e agora está dele e dela fugindo.
Olhem para a Deusa,
que sendo tão divina,
perde se na vulgaridade,
de mais uma noite,
ou de mais um amanhã.
a Vossa Vénus desprendida,
Mulher envergonhada e enfraquecida,
fugindo para não mais voltar.
Ela, que roubando,
expandindo e invadindo,
perdeu se no seu próprio reino conquistado,
e agora está dele e dela fugindo.
Olhem para a Deusa,
que sendo tão divina,
perde se na vulgaridade,
de mais uma noite,
ou de mais um amanhã.
18 de outubro de 2009
17 de outubro de 2009
como é doce a minha dor,
como é pacifica e dócil,
como é constante fóssil
como esta enterrada deliciosa assim.
como é frágil e afectada,
como é trocada e troçada,
como é feita de palhaça,
como é tão mal amada.
como é dolorosa no peito,
e piedosa no semblante,
como balança quando me deito,
nessa cruel cama tratante.
como é desprezada,
e torturada enfim,
como é triste e resignada,
esta dor,
doce dor,
em mim.
como é pacifica e dócil,
como é constante fóssil
como esta enterrada deliciosa assim.
como é frágil e afectada,
como é trocada e troçada,
como é feita de palhaça,
como é tão mal amada.
como é dolorosa no peito,
e piedosa no semblante,
como balança quando me deito,
nessa cruel cama tratante.
como é desprezada,
e torturada enfim,
como é triste e resignada,
esta dor,
doce dor,
em mim.
uma bonita embalagem não compensa um conteúdo vazio,
uns bonitos olhos não compensam a crueldade de um ser,
um bonito corpo não compensa a brutidão dos gestos,
um agradável calor não compensa o desprezo dos braços,
um inebriante hálito não compensa a secura de um beijo,
um grande desejo não significa nem obriga o amor,
a vida não é um privilegio concedido nem uma benção de momentos,
não é uma sorte nem um encontro,
não é o querer nem o saber,
não és tu, não sou eu, não são eles e elas, nem os outros,
não são as palavras nem as virtudes,
não são os afectos e nem os defeitos,
não é a decadência humana compulsiva.
a vida é uma embalagem vazia,
uma cama fria,
uma fonte seca,
um olhar apagado,
um cigarro na tua boca,
oca de palavras e desejos,
oca de significados,
oca de esforços,
apenas um mau entertenimento antes da doce morte.
e nós,
somos pedaços de carne,
coordenados ate ao limite do ridículo,
pensamo nos muito e não somos nada,
somos apenas uma fachada,
uma fraca anedota,
uma triste brincadeira,
não sentimos,
não pensamos,
não agimos,
tudo isso é uma ilusão,
criada em forma de diversão,
neste teatro que é a vida,
nesta ponte ate a morte.
uns bonitos olhos não compensam a crueldade de um ser,
um bonito corpo não compensa a brutidão dos gestos,
um agradável calor não compensa o desprezo dos braços,
um inebriante hálito não compensa a secura de um beijo,
um grande desejo não significa nem obriga o amor,
a vida não é um privilegio concedido nem uma benção de momentos,
não é uma sorte nem um encontro,
não é o querer nem o saber,
não és tu, não sou eu, não são eles e elas, nem os outros,
não são as palavras nem as virtudes,
não são os afectos e nem os defeitos,
não é a decadência humana compulsiva.
a vida é uma embalagem vazia,
uma cama fria,
uma fonte seca,
um olhar apagado,
um cigarro na tua boca,
oca de palavras e desejos,
oca de significados,
oca de esforços,
apenas um mau entertenimento antes da doce morte.
e nós,
somos pedaços de carne,
coordenados ate ao limite do ridículo,
pensamo nos muito e não somos nada,
somos apenas uma fachada,
uma fraca anedota,
uma triste brincadeira,
não sentimos,
não pensamos,
não agimos,
tudo isso é uma ilusão,
criada em forma de diversão,
neste teatro que é a vida,
nesta ponte ate a morte.
São pedaços que levas,
pedaços que deixas,
pedaços que me dás,
e pedaços que me escondes.
Apenas pedaços entrelaçados,
apenas tragédias desconhecidas,
apenas mais uns corpos de mãos estendidas,
apenas mais sobras de abraços.
E levando uma vida de pedaços,
uma vida pela metade,
nunca a sentes completa,
nunca passa de mera historia.
Uma vida que vivida,
nada tem para lembrar,
apenas pedaços de carne,
apenas pedaços sem memoria.
E pedaços de mim levas,
e pedaços a mim dás,
e não me lembrarás,
e eu me irei de ti esquecer.
Porque são pedaços de ilusão
e de pouca verdade,
pedaços de vida fugaz,
que não deixam sequer saudade.
pedaços que deixas,
pedaços que me dás,
e pedaços que me escondes.
Apenas pedaços entrelaçados,
apenas tragédias desconhecidas,
apenas mais uns corpos de mãos estendidas,
apenas mais sobras de abraços.
E levando uma vida de pedaços,
uma vida pela metade,
nunca a sentes completa,
nunca passa de mera historia.
Uma vida que vivida,
nada tem para lembrar,
apenas pedaços de carne,
apenas pedaços sem memoria.
E pedaços de mim levas,
e pedaços a mim dás,
e não me lembrarás,
e eu me irei de ti esquecer.
Porque são pedaços de ilusão
e de pouca verdade,
pedaços de vida fugaz,
que não deixam sequer saudade.
12 de outubro de 2009
Tu,
Falas da insignificância da vida,
do sentido do aqui,
falas deles, de mim e de ti,
acabas por me dizer nada.
Tu,
És tão claro e misterioso,
tão divino e até patético,
e num relance do olhar,
mostraste belo monstro.
Tu,
Falas de ti orgulhoso,
mas amargo e infeliz,
como o jovem menino,
que nunca tendo o que quis,
não anseia mais viver.
Tu,
Na tua altitude de incrível ser,
por vezes mostraste pequeno,
como o doce veneno,
que és obrigado a beber
Tu,
no entanto metes me nojo,
por tal desistência lutada,
por tal cedência facturada,
por tal ousadia de saber.
Tu,
Amaldiçoaste cuidadoso,
e cioso destroíste aos pedaços,
tens o carinho de mil abraços,
mostraste um anjo de gelo.
Tu,
oh Deus dos meus pensamentos,
demónio que não me deixa dormir,
dás me angustia por viveres,
mas morro se deixares de existir.
Falas da insignificância da vida,
do sentido do aqui,
falas deles, de mim e de ti,
acabas por me dizer nada.
Tu,
És tão claro e misterioso,
tão divino e até patético,
e num relance do olhar,
mostraste belo monstro.
Tu,
Falas de ti orgulhoso,
mas amargo e infeliz,
como o jovem menino,
que nunca tendo o que quis,
não anseia mais viver.
Tu,
Na tua altitude de incrível ser,
por vezes mostraste pequeno,
como o doce veneno,
que és obrigado a beber
Tu,
no entanto metes me nojo,
por tal desistência lutada,
por tal cedência facturada,
por tal ousadia de saber.
Tu,
Amaldiçoaste cuidadoso,
e cioso destroíste aos pedaços,
tens o carinho de mil abraços,
mostraste um anjo de gelo.
Tu,
oh Deus dos meus pensamentos,
demónio que não me deixa dormir,
dás me angustia por viveres,
mas morro se deixares de existir.
11 de outubro de 2009
Se fores,
estarás a ser cobarde,
estarás a desapontar me,
estarás a fugir de ti.
E como tantos outros,
que me pensavam como garantida na hora de voltar,
voltarás e eu nao vou estar,
nao, nunca mais, para ti.
Se fores morres para mim,
e eu proibo te de me olhares,
e até de me lembrares,
mesmo nunca saindo da tua cabeça.
E se fores,
se fores mesmo,
não voltes,
não para me odiares,
nem para me provares algo,
porque já nao me lembrarei de ti.
estarás a ser cobarde,
estarás a desapontar me,
estarás a fugir de ti.
E como tantos outros,
que me pensavam como garantida na hora de voltar,
voltarás e eu nao vou estar,
nao, nunca mais, para ti.
Se fores morres para mim,
e eu proibo te de me olhares,
e até de me lembrares,
mesmo nunca saindo da tua cabeça.
E se fores,
se fores mesmo,
não voltes,
não para me odiares,
nem para me provares algo,
porque já nao me lembrarei de ti.
As horas fogem me das mãos,
como as folhas se soltam das árvores.
A juventude é amarga,
como se carregasse o peso da idade.
Viver,
é como matar,
é como o vicio do homicídio.
Como ver uma frágil vida escorregar,
fugindo dos olhos o brilho,
como que caindo num precipício.
E eu não quero viver,
porque eu nao quero saber.
como as folhas se soltam das árvores.
A juventude é amarga,
como se carregasse o peso da idade.
É como um segredo,
ou um fruto proibido,
que depois de provado e sabido,
amaldiçoa para a eternidade.
Viver,
é como matar,
é como o vicio do homicídio.
Como ver uma frágil vida escorregar,
fugindo dos olhos o brilho,
como que caindo num precipício.
E eu não quero viver,
porque eu nao quero saber.
10 de outubro de 2009
Suicídio.
É uma morte clássica,
que fica sempre bem em almas perdidas,
como a minha.
Como um final triste e poético,
perfeitamente encaixado,
no oco da minha vida,
na escuridão dos meus olhos.
Mas não me vou suicidar,
não tenho alma para assim morrer,
nem coragem de me matar.
Alias seria ridículo tentar matar alguém como eu,
alguém já morto.
É uma morte clássica,
que fica sempre bem em almas perdidas,
como a minha.
Como um final triste e poético,
perfeitamente encaixado,
no oco da minha vida,
na escuridão dos meus olhos.
Mas não me vou suicidar,
não tenho alma para assim morrer,
nem coragem de me matar.
Alias seria ridículo tentar matar alguém como eu,
alguém já morto.
Tens razão.
Eu podia ter chorado,
berrado,
ficado histérica,
chamado te nomes.
Podia ter pontapeado coisas,
tentar bater te,
ou até dizer coisas sem sentido.
Podia ter tentado num discurso indefinido,
meio atarantado,
dizer que era tudo tua culpa,
ou que nunca mais te queria ver.
Podia ter desaparecido,
ou fugido,
sem reparares.
Mas não.
Eu não o fiz.
E se o fizesse não seria eu.
Seria alguém tomado por um sentimento que não era o meu,
mas sim um exagero do que eu sou e do que sentia.
Não.
tu não me viste chorar.
Não.
tu não me ouviste gritar.
tu nao me viste tomada pela raiva,
pela minha propositada estupidez e levianidade.
ou embriagada na minha loucura,
da qual tanto me orgulho.
Não.
eu não falei nem olhei para ti naquele quarto,
junto aquela parede,
Nao.
eu nao berrei nem chorei,
pois nao havia necessidade.
Não,
Claro que não.
Pois eu,
teria me arrependido,
teria te magoado,
e teria te talvez ofendido.
Teria perdido a noção,
e talvez a razão,
como há muito tempo atrás faria.
Pois eu,
controlei me,
como uma rainha de gelo,
que nunca perde a postura
e a quem nunca vem chorar.
Pois eu nao vi porque desabar,
nao ali,
nao á tua frente.
Dizes que tenho os olhos tristes,
pois tenta olhar para dentro deles,
Talvez descubras a razao...
Talvez aprendas mais um pouco sobre mim
Eu podia ter chorado,
berrado,
ficado histérica,
chamado te nomes.
Podia ter pontapeado coisas,
tentar bater te,
ou até dizer coisas sem sentido.
Podia ter tentado num discurso indefinido,
meio atarantado,
dizer que era tudo tua culpa,
ou que nunca mais te queria ver.
Podia ter desaparecido,
ou fugido,
sem reparares.
Mas não.
Eu não o fiz.
E se o fizesse não seria eu.
Seria alguém tomado por um sentimento que não era o meu,
mas sim um exagero do que eu sou e do que sentia.
Não.
tu não me viste chorar.
Não.
tu não me ouviste gritar.
tu nao me viste tomada pela raiva,
pela minha propositada estupidez e levianidade.
ou embriagada na minha loucura,
da qual tanto me orgulho.
Não.
eu não falei nem olhei para ti naquele quarto,
junto aquela parede,
Nao.
eu nao berrei nem chorei,
pois nao havia necessidade.
Não,
Claro que não.
Pois eu,
teria me arrependido,
teria te magoado,
e teria te talvez ofendido.
Teria perdido a noção,
e talvez a razão,
como há muito tempo atrás faria.
Pois eu,
controlei me,
como uma rainha de gelo,
que nunca perde a postura
e a quem nunca vem chorar.
Pois eu nao vi porque desabar,
nao ali,
nao á tua frente.
Dizes que tenho os olhos tristes,
pois tenta olhar para dentro deles,
Talvez descubras a razao...
Talvez aprendas mais um pouco sobre mim
Subscrever:
Mensagens (Atom)