12 de outubro de 2009

Tu,
Falas da insignificância da vida,
do sentido do aqui,
falas deles, de mim e de ti,
acabas por me dizer nada.

Tu,
És tão claro e misterioso,
tão divino e até patético,
e num relance do olhar,
mostraste belo monstro.

Tu,
Falas de ti orgulhoso,
mas amargo e infeliz,
como o jovem menino,
que nunca tendo o que quis,
não anseia mais viver.

Tu,
Na tua altitude de incrível ser,
por vezes mostraste pequeno,
como o doce veneno,
que és obrigado a beber

Tu,
no entanto metes me nojo,
por tal desistência lutada,
por tal cedência facturada,
por tal ousadia de saber.

Tu,
Amaldiçoaste cuidadoso,
e cioso destroíste aos pedaços,
tens o carinho de mil abraços,
mostraste um anjo de gelo.

Tu,
oh Deus dos meus pensamentos,
demónio que não me deixa dormir,
dás me angustia por viveres,
mas morro se deixares de existir.

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