17 de outubro de 2009

como é doce a minha dor,
como é pacifica e dócil,
como é constante fóssil
como esta enterrada deliciosa assim.

como é frágil e afectada,
como é trocada e troçada,
como é feita de palhaça,
como é tão mal amada.

como é dolorosa no peito,
e piedosa no semblante,
como balança quando me deito,
nessa cruel cama tratante.

como é desprezada,
e torturada enfim,
como é triste e resignada,
esta dor,
doce dor,
em mim.

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