Tu,
Falas da insignificância da vida,
do sentido do aqui,
falas deles, de mim e de ti,
acabas por me dizer nada.
Tu,
És tão claro e misterioso,
tão divino e até patético,
e num relance do olhar,
mostraste belo monstro.
Tu,
Falas de ti orgulhoso,
mas amargo e infeliz,
como o jovem menino,
que nunca tendo o que quis,
não anseia mais viver.
Tu,
Na tua altitude de incrível ser,
por vezes mostraste pequeno,
como o doce veneno,
que és obrigado a beber
Tu,
no entanto metes me nojo,
por tal desistência lutada,
por tal cedência facturada,
por tal ousadia de saber.
Tu,
Amaldiçoaste cuidadoso,
e cioso destroíste aos pedaços,
tens o carinho de mil abraços,
mostraste um anjo de gelo.
Tu,
oh Deus dos meus pensamentos,
demónio que não me deixa dormir,
dás me angustia por viveres,
mas morro se deixares de existir.
12 de outubro de 2009
11 de outubro de 2009
Se fores,
estarás a ser cobarde,
estarás a desapontar me,
estarás a fugir de ti.
E como tantos outros,
que me pensavam como garantida na hora de voltar,
voltarás e eu nao vou estar,
nao, nunca mais, para ti.
Se fores morres para mim,
e eu proibo te de me olhares,
e até de me lembrares,
mesmo nunca saindo da tua cabeça.
E se fores,
se fores mesmo,
não voltes,
não para me odiares,
nem para me provares algo,
porque já nao me lembrarei de ti.
estarás a ser cobarde,
estarás a desapontar me,
estarás a fugir de ti.
E como tantos outros,
que me pensavam como garantida na hora de voltar,
voltarás e eu nao vou estar,
nao, nunca mais, para ti.
Se fores morres para mim,
e eu proibo te de me olhares,
e até de me lembrares,
mesmo nunca saindo da tua cabeça.
E se fores,
se fores mesmo,
não voltes,
não para me odiares,
nem para me provares algo,
porque já nao me lembrarei de ti.
As horas fogem me das mãos,
como as folhas se soltam das árvores.
A juventude é amarga,
como se carregasse o peso da idade.
Viver,
é como matar,
é como o vicio do homicídio.
Como ver uma frágil vida escorregar,
fugindo dos olhos o brilho,
como que caindo num precipício.
E eu não quero viver,
porque eu nao quero saber.
como as folhas se soltam das árvores.
A juventude é amarga,
como se carregasse o peso da idade.
É como um segredo,
ou um fruto proibido,
que depois de provado e sabido,
amaldiçoa para a eternidade.
Viver,
é como matar,
é como o vicio do homicídio.
Como ver uma frágil vida escorregar,
fugindo dos olhos o brilho,
como que caindo num precipício.
E eu não quero viver,
porque eu nao quero saber.
10 de outubro de 2009
Suicídio.
É uma morte clássica,
que fica sempre bem em almas perdidas,
como a minha.
Como um final triste e poético,
perfeitamente encaixado,
no oco da minha vida,
na escuridão dos meus olhos.
Mas não me vou suicidar,
não tenho alma para assim morrer,
nem coragem de me matar.
Alias seria ridículo tentar matar alguém como eu,
alguém já morto.
É uma morte clássica,
que fica sempre bem em almas perdidas,
como a minha.
Como um final triste e poético,
perfeitamente encaixado,
no oco da minha vida,
na escuridão dos meus olhos.
Mas não me vou suicidar,
não tenho alma para assim morrer,
nem coragem de me matar.
Alias seria ridículo tentar matar alguém como eu,
alguém já morto.
Tens razão.
Eu podia ter chorado,
berrado,
ficado histérica,
chamado te nomes.
Podia ter pontapeado coisas,
tentar bater te,
ou até dizer coisas sem sentido.
Podia ter tentado num discurso indefinido,
meio atarantado,
dizer que era tudo tua culpa,
ou que nunca mais te queria ver.
Podia ter desaparecido,
ou fugido,
sem reparares.
Mas não.
Eu não o fiz.
E se o fizesse não seria eu.
Seria alguém tomado por um sentimento que não era o meu,
mas sim um exagero do que eu sou e do que sentia.
Não.
tu não me viste chorar.
Não.
tu não me ouviste gritar.
tu nao me viste tomada pela raiva,
pela minha propositada estupidez e levianidade.
ou embriagada na minha loucura,
da qual tanto me orgulho.
Não.
eu não falei nem olhei para ti naquele quarto,
junto aquela parede,
Nao.
eu nao berrei nem chorei,
pois nao havia necessidade.
Não,
Claro que não.
Pois eu,
teria me arrependido,
teria te magoado,
e teria te talvez ofendido.
Teria perdido a noção,
e talvez a razão,
como há muito tempo atrás faria.
Pois eu,
controlei me,
como uma rainha de gelo,
que nunca perde a postura
e a quem nunca vem chorar.
Pois eu nao vi porque desabar,
nao ali,
nao á tua frente.
Dizes que tenho os olhos tristes,
pois tenta olhar para dentro deles,
Talvez descubras a razao...
Talvez aprendas mais um pouco sobre mim
Eu podia ter chorado,
berrado,
ficado histérica,
chamado te nomes.
Podia ter pontapeado coisas,
tentar bater te,
ou até dizer coisas sem sentido.
Podia ter tentado num discurso indefinido,
meio atarantado,
dizer que era tudo tua culpa,
ou que nunca mais te queria ver.
Podia ter desaparecido,
ou fugido,
sem reparares.
Mas não.
Eu não o fiz.
E se o fizesse não seria eu.
Seria alguém tomado por um sentimento que não era o meu,
mas sim um exagero do que eu sou e do que sentia.
Não.
tu não me viste chorar.
Não.
tu não me ouviste gritar.
tu nao me viste tomada pela raiva,
pela minha propositada estupidez e levianidade.
ou embriagada na minha loucura,
da qual tanto me orgulho.
Não.
eu não falei nem olhei para ti naquele quarto,
junto aquela parede,
Nao.
eu nao berrei nem chorei,
pois nao havia necessidade.
Não,
Claro que não.
Pois eu,
teria me arrependido,
teria te magoado,
e teria te talvez ofendido.
Teria perdido a noção,
e talvez a razão,
como há muito tempo atrás faria.
Pois eu,
controlei me,
como uma rainha de gelo,
que nunca perde a postura
e a quem nunca vem chorar.
Pois eu nao vi porque desabar,
nao ali,
nao á tua frente.
Dizes que tenho os olhos tristes,
pois tenta olhar para dentro deles,
Talvez descubras a razao...
Talvez aprendas mais um pouco sobre mim
nao me interessa que escrevas mal de mim,
ou que escrevas bem,
que escrevas com amor,
ou com rancor de ti proprio,
que deites fora o papel,
ou o guardes na gaveta,
pois mesmo que digas que nao,
quem esta no papel es tu,
e o que esta nas palavras sou eu,
a parte que te deixo conhecer,
e isso importa,
porque escreves.
ou que escrevas bem,
que escrevas com amor,
ou com rancor de ti proprio,
que deites fora o papel,
ou o guardes na gaveta,
pois mesmo que digas que nao,
quem esta no papel es tu,
e o que esta nas palavras sou eu,
a parte que te deixo conhecer,
e isso importa,
porque escreves.
8 de outubro de 2009
Gostaria de acreditar no que esta no papel,
mas nao passam de palavras.
Gostaria de acreditar na voz,
mas é apenas som.
Gostaria de acreditar no coraçao,
mas nao lhe tenho acesso.
Pois quando procuro acreditar nos olhos,
eles dizem me que tudo mais me engana.
O coraçao nao sente o que as palavras que saem da tua boca me dizem.
Por isso eu so te quero,
nao o teu corpo dentro da escuridao da intimidade do quarto,
mas para mim,
dentro da escuridao do teu ser que os teus olhos me mostram,
em partilha com o meu.
mas nao passam de palavras.
Gostaria de acreditar na voz,
mas é apenas som.
Gostaria de acreditar no coraçao,
mas nao lhe tenho acesso.
Pois quando procuro acreditar nos olhos,
eles dizem me que tudo mais me engana.
O coraçao nao sente o que as palavras que saem da tua boca me dizem.
Por isso eu so te quero,
nao o teu corpo dentro da escuridao da intimidade do quarto,
mas para mim,
dentro da escuridao do teu ser que os teus olhos me mostram,
em partilha com o meu.
E se tudo não passasse dum sonho,
e se eu não existisse,
ou se de repente partisse,
para nunca mais voltar.
E se eu deixasse moça,
marca profunda ou pequena ferida,
se me desses por perdida,
e eu te desse como morto para mim.
E se eu te ultrapassasse,
ou por tras te apunhala - se,
se a frente de todos te despisse,
ou tivesse de ti dó.
E se tudo não acontecesse,
e se tudo fosse em vão,
e se perdesses a razão,
e a loucura desvanecesse.
E se o divino nao fizesse de ti um deus,
e se nunca tivesses sido alguem,
e se tivesses que me dizer adeus,
amavas me tambem?
e se eu não existisse,
ou se de repente partisse,
para nunca mais voltar.
E se eu deixasse moça,
marca profunda ou pequena ferida,
se me desses por perdida,
e eu te desse como morto para mim.
E se eu te ultrapassasse,
ou por tras te apunhala - se,
se a frente de todos te despisse,
ou tivesse de ti dó.
E se tudo não acontecesse,
e se tudo fosse em vão,
e se perdesses a razão,
e a loucura desvanecesse.
E se o divino nao fizesse de ti um deus,
e se nunca tivesses sido alguem,
e se tivesses que me dizer adeus,
amavas me tambem?
4 de outubro de 2009
Toda a minha vida foi passada no canto.
No canto da tua vida, no canto da tua atenção, no canto de tudo, de ti e de todos.
Eternamente á parte, eternamente nos bastidores.
Quando vencia, não era eu debaixo da luz.
Quando os outros erravam, eram para mim as culpas.
Toda a minha vida observei passivamente as gloriosas vidas de quem comigo se dava e que de mim dependiam.
Toda a minha vida construi o reino de falsos Reis e fui tomada por pecadora por causa dos pecados de outros.
Toda a minha vida vi, comi e calei... porque por mais que gritasse ninguém me ouvia.
Ninguém o fazia porque ninguém o queria fazer.
Porque sabiam que por mais que me espezinhassem sempre caíssem eu estava la para os apanhar.
E tu és assim. Vês o que queres e nunca ouves.
Porque sabes que mesmo odiando te, seja por obrigação, por habituação ou por simples ingenuidade, estarei sempre la.
No canto da tua vida, no canto da tua atenção, no canto de tudo, de ti e de todos.
Eternamente á parte, eternamente nos bastidores.
Quando vencia, não era eu debaixo da luz.
Quando os outros erravam, eram para mim as culpas.
Toda a minha vida observei passivamente as gloriosas vidas de quem comigo se dava e que de mim dependiam.
Toda a minha vida construi o reino de falsos Reis e fui tomada por pecadora por causa dos pecados de outros.
Toda a minha vida vi, comi e calei... porque por mais que gritasse ninguém me ouvia.
Ninguém o fazia porque ninguém o queria fazer.
Porque sabiam que por mais que me espezinhassem sempre caíssem eu estava la para os apanhar.
E tu és assim. Vês o que queres e nunca ouves.
Porque sabes que mesmo odiando te, seja por obrigação, por habituação ou por simples ingenuidade, estarei sempre la.
28 de setembro de 2009
27 de setembro de 2009
26 de setembro de 2009
24 de setembro de 2009
30 de maio de 2009
Este sofrimento,
eterno e teimoso,
este grito ardente,
pressagio receoso.
Esta mente aberta,
que fala ao coração,
mas que nas palavras que usa,
não encontra razão.
Minto a mim própria,
num suspiro enganoso,
dessa tua partida,
deste espírito arenoso.
E eu não quero acreditar,
só quero esquecer,
mas o tempo insiste em passar,
o meu ser insiste em morrer.
E tu, alma indigna,
de cruel beleza e paixão,
cravas punhais na minha ferida,
amarguras meu coração.
E se esse paraíso maldito,
não tivessem meus pés pisado,
eu não te teria seguido,
eu não te teria amado.
Eu não teria acreditado,
em tal destino divino,
eu teria recusado,
percorrer tal caminho.
Eu continuaria sã,
sã e infeliz,
infelicidade de quem amar,
nunca pode nem quis.
Mas eu aceitei te em meus braços,
e agora com a partida,
fica partido meu coração em pedaços,
fica minha alma perdida.
eterno e teimoso,
este grito ardente,
pressagio receoso.
Esta mente aberta,
que fala ao coração,
mas que nas palavras que usa,
não encontra razão.
Minto a mim própria,
num suspiro enganoso,
dessa tua partida,
deste espírito arenoso.
E eu não quero acreditar,
só quero esquecer,
mas o tempo insiste em passar,
o meu ser insiste em morrer.
E tu, alma indigna,
de cruel beleza e paixão,
cravas punhais na minha ferida,
amarguras meu coração.
E se esse paraíso maldito,
não tivessem meus pés pisado,
eu não te teria seguido,
eu não te teria amado.
Eu não teria acreditado,
em tal destino divino,
eu teria recusado,
percorrer tal caminho.
Eu continuaria sã,
sã e infeliz,
infelicidade de quem amar,
nunca pode nem quis.
Mas eu aceitei te em meus braços,
e agora com a partida,
fica partido meu coração em pedaços,
fica minha alma perdida.
23 de março de 2009
Uma estranha brisa pairava no ar, suspenso… o silêncio, esperava na quietude da noite, quando tudo pode acontecer.
Eu suspirava a um canto por alguém, que sabia que não iria ali estar.
Eu suspirava a um canto, sempre na absurda esperança… mas ele não aparecia. Eu esperava como o silêncio, embalada pela brisa, sabendo que esperava em vão. Mas eu esperava. Esperava sempre. Se cessar. Sem cansar. Na ilusão de que se fosse embora o poderia perder. Mas, tola, esquecia-me que perdido já ele estava. Perdido de mim. Para sempre. A uma distância incalculável. Todos os dias eu sofria. Todos os dias eu o lembrava. Todos os dias eu fazia aquela correria louca até aquela esquina onde o esperava rever. Aquela esquina tinha sido, em tempos, o local de frequente passagem do homem da minha vida. A partir de nós… deixara de o ser. Desde que algo surgira e errara logo ele fugiu, desapareceu, da minha vista, dos meus ouvidos, de mim. Mas... esqueceu-se, na sua tão forçada dança de fuga, que nunca poderia fugir realmente de mim… do meu peito, do meu coração, da minha alma, do meu espírito. Sim... ele não fugira! Ele escondera-se dentro de mim para reaparecer momentaneamente ao longo dos tempos, torturando me para além do limite. O meu sangue corria nas veias a custo tão, que a minha respiração forte, mas quase nula, era uma tarefa difícil de executar. Tudo isto, porque ele fugira sem aviso. E tudo isto, porque eu todos os dias sofria. Todos os dias o lembrava. E todos os dias eu fazia aquela correria louca até aquela esquina onde o esperava rever. Rever, não para o recuperar, mas, sim, para me despedir…
Eu suspirava a um canto por alguém, que sabia que não iria ali estar.
Eu suspirava a um canto, sempre na absurda esperança… mas ele não aparecia. Eu esperava como o silêncio, embalada pela brisa, sabendo que esperava em vão. Mas eu esperava. Esperava sempre. Se cessar. Sem cansar. Na ilusão de que se fosse embora o poderia perder. Mas, tola, esquecia-me que perdido já ele estava. Perdido de mim. Para sempre. A uma distância incalculável. Todos os dias eu sofria. Todos os dias eu o lembrava. Todos os dias eu fazia aquela correria louca até aquela esquina onde o esperava rever. Aquela esquina tinha sido, em tempos, o local de frequente passagem do homem da minha vida. A partir de nós… deixara de o ser. Desde que algo surgira e errara logo ele fugiu, desapareceu, da minha vista, dos meus ouvidos, de mim. Mas... esqueceu-se, na sua tão forçada dança de fuga, que nunca poderia fugir realmente de mim… do meu peito, do meu coração, da minha alma, do meu espírito. Sim... ele não fugira! Ele escondera-se dentro de mim para reaparecer momentaneamente ao longo dos tempos, torturando me para além do limite. O meu sangue corria nas veias a custo tão, que a minha respiração forte, mas quase nula, era uma tarefa difícil de executar. Tudo isto, porque ele fugira sem aviso. E tudo isto, porque eu todos os dias sofria. Todos os dias o lembrava. E todos os dias eu fazia aquela correria louca até aquela esquina onde o esperava rever. Rever, não para o recuperar, mas, sim, para me despedir…
16 de março de 2009
gosto do escuro do cinema e da luz nos teus olhos, gosto de andar a chuva, gosto de passear, gosto de saber, de conhecer, gosto de andar descalça, de ler, de escrever, gosto de musica, de ouvir, gosto de falar, gosto de ver, gosto de tocar, gosto de experimentar, de descobrir, gosto de dormir ate tarde, e de acordar antes da manha, gosto de ter calma, de fazer as coisas sozinha e a minha maneira, gosto de ser protegida, gosto de segurança, gosto do cheiro das flores, do cheiro das pessoas, gosto de agradar, gosto do vento a bater-me na cara, gosto que me ouçam, gosto de sentir, gosto de me sentir bem, gosto das manhas de primavera, das noites de verao, das tardes em que nao tenho aulas no outono em que as folhas caem sobre mim em arco-iris, gosto de nao ter aulas, gosto de rir, de me divertir, gosto de ajudar, gosto de pessoas, gosto de ouvir rir, gosto de ver sorrir, gosto das coisas simples, gosto de sinceridade, gosto de certezas, gosto de magia e ilusao, gosto de misterios, gosto de silencio, gosto de paz, gosto de estar apaixonada, gosto de respirar fundo quando estou sentada, gosto que a agua me bata nos pes enquanto ando pela praia, gosto do ceu e adoro o mar. nao gosto que me controlem, ou que me digam o que devo fazer, nao gosto de sofrer ou de confusoes, nao gosto que façam as coisas por mim, nao gosto que tentem agradar, nao gosto que me rejeitemsem primeiro tentar, gosto de fazer as coisas quando quero, onde quero e como quero. e é assim que eu gosto.
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