as paginas dos livros servem para ser lidas e viradas,
os livros arrumados numa qualquer prateleira,
mas o teu livro andará sempre comigo no bolso esquerdo da camisa...
22 de setembro de 2010
21 de setembro de 2010
A libertação do nada numa exalação profunda no fim da morte, seguida pela extrema e bruta inalação da Vida.
Viver Liberto a viver morto. Viver jovem eternamente. Tão tenras as idades presentes, tão voláteis as consciências, tão pesados os corações! Pena que se tenha de viver uma e outra vida de prisão para se viver Liberto por fim. Por vezes mil vidas não chegam, as almas vagueiam aprisionadas. Só alguns atingem este estado.
Liberto. Ser-se velho e sábio em novo e vigorante corpo, ser-se fiel a consciência de nós , dar asas a pena que é o coração. Sem culpa, sem raiva, sem ressentimento. Numa compaixão natural e preocupação controlada pela sensatez do conhecimento. Num senso de proteger, de fazer e ver crescer. Numa resignação revoltada e sensata. Num equilíbrio mestral. Numa acreditação humana para além do sobrenatural, em esperança de mais e mais, sempre mais. Ciente de capacidades e influências, gestor e manipulador de felicidades. Nesta vida que não é Vida mas sim prisão, existem os Libertos. Almas antigas. Seres superiores a nível humano, a nível intelectual e a nível físico, magnetizantes. Fascinantes. E vivem quase em sociedade. Encontram outros seus iguais pelo percurso e criam ligações transcendentais, como se fosse por força a necessidade de se encontrarem e se manterem por perto.
Todos os Libertos se encontram adormecidos até uma certa idade. Uns desde sempre que têm uma superior intuição para o sublime de si próprios, outros apesar de especiais mantêm-se adormecidos, mas certeza é que todos os Libertos despertam a certa altura da Vida. Ao ser encontrado por um Liberto, o aspirante adormecido torna-se seu aprendiz e é estimulado por conversas e experiências que lhe transmitindo conhecimento ou não lhe vão acordando a parte adormecida em si. Toda uma ligação eterna fica entre o mestre Liberto e o seu aprendiz, da qual o aprendiz se liberta a certo ponto mas o mestre se mantém dependente. Para certos mestres é difícil, muito perdem-se após o seu primeiro aprendiz, outros mantém-se fortes e vão doseando as relações que mantêm com os próximos para que a sensação de perda e dependência seja mais branda. E assim cresce outro Liberto que não parará de evoluir até a Morte do Corpo.
A função dos Libertos mais evoluídos é precisamente identificar esses aspirantes e acorda-los. Se um Liberto se engana e toma uma normal pessoa, ou seja, uma alma jovem, por seu aprendiz, a informação transmitida pode levar a pessoa à insanidade ou a depressão, pois a alma não está preparada e perde-se em si mesma.
Mas não são apenas as almas jovens que se perdem aquando o confronto de ideias, também os Libertos correm esse risco. Alguns enlouquecem pois não doseiam correctamente o fluxo de consciência, outros deixam-se levar pelo corpo e corrompem-se. Fazem-se Deuses aos olhos das almas jovens. Abusam do seu magnetismo. Um Liberto não pode evitar uma certa altivez pela consciência do que é, do que atingiu e do que representa mas nunca se deve exibir cru a almas jovens, que pela ignorância o podem adoptar por algo maior, realmente Divino, arriscando o erudito do Liberto. A acreditação do Divino leva ao desejo, e por mais que as almas jovens desejem um Liberto, só outro Liberto tem a capacidade de partilhar, também pelo desejo, a quase perfeição de outro ser Liberto. Os Libertos pertencem uns aos outros. As almas jovens que ocorrerem pelo caminho do Liberto não passam de danos colaterais da emoção e carnalidade, pois um Liberto só verdadeiramente se entrega a outro seu igual. É dispensável por isso as relações com jovens almas que por obrigação não passaram de distracções. Não se deve fazer uso delas, é abuso. Corrompe o sublime.
Além que nenhuma dessas almas sairia intacta. A influência, mesmo a carnal, de um Liberto obriga-as a uma evolução forçada que só atrasa o percurso das suas almas. É uma forma de protecção, não de elitismo.
Ser Liberto é uma responsabilidade, é uma função. Há que sempre haver a consciência do dever pois é um privilégio ser-se Liberto.
Viver Liberto a viver morto. Viver jovem eternamente. Tão tenras as idades presentes, tão voláteis as consciências, tão pesados os corações! Pena que se tenha de viver uma e outra vida de prisão para se viver Liberto por fim. Por vezes mil vidas não chegam, as almas vagueiam aprisionadas. Só alguns atingem este estado.
Liberto. Ser-se velho e sábio em novo e vigorante corpo, ser-se fiel a consciência de nós , dar asas a pena que é o coração. Sem culpa, sem raiva, sem ressentimento. Numa compaixão natural e preocupação controlada pela sensatez do conhecimento. Num senso de proteger, de fazer e ver crescer. Numa resignação revoltada e sensata. Num equilíbrio mestral. Numa acreditação humana para além do sobrenatural, em esperança de mais e mais, sempre mais. Ciente de capacidades e influências, gestor e manipulador de felicidades. Nesta vida que não é Vida mas sim prisão, existem os Libertos. Almas antigas. Seres superiores a nível humano, a nível intelectual e a nível físico, magnetizantes. Fascinantes. E vivem quase em sociedade. Encontram outros seus iguais pelo percurso e criam ligações transcendentais, como se fosse por força a necessidade de se encontrarem e se manterem por perto.
Todos os Libertos se encontram adormecidos até uma certa idade. Uns desde sempre que têm uma superior intuição para o sublime de si próprios, outros apesar de especiais mantêm-se adormecidos, mas certeza é que todos os Libertos despertam a certa altura da Vida. Ao ser encontrado por um Liberto, o aspirante adormecido torna-se seu aprendiz e é estimulado por conversas e experiências que lhe transmitindo conhecimento ou não lhe vão acordando a parte adormecida em si. Toda uma ligação eterna fica entre o mestre Liberto e o seu aprendiz, da qual o aprendiz se liberta a certo ponto mas o mestre se mantém dependente. Para certos mestres é difícil, muito perdem-se após o seu primeiro aprendiz, outros mantém-se fortes e vão doseando as relações que mantêm com os próximos para que a sensação de perda e dependência seja mais branda. E assim cresce outro Liberto que não parará de evoluir até a Morte do Corpo.
A função dos Libertos mais evoluídos é precisamente identificar esses aspirantes e acorda-los. Se um Liberto se engana e toma uma normal pessoa, ou seja, uma alma jovem, por seu aprendiz, a informação transmitida pode levar a pessoa à insanidade ou a depressão, pois a alma não está preparada e perde-se em si mesma.
Mas não são apenas as almas jovens que se perdem aquando o confronto de ideias, também os Libertos correm esse risco. Alguns enlouquecem pois não doseiam correctamente o fluxo de consciência, outros deixam-se levar pelo corpo e corrompem-se. Fazem-se Deuses aos olhos das almas jovens. Abusam do seu magnetismo. Um Liberto não pode evitar uma certa altivez pela consciência do que é, do que atingiu e do que representa mas nunca se deve exibir cru a almas jovens, que pela ignorância o podem adoptar por algo maior, realmente Divino, arriscando o erudito do Liberto. A acreditação do Divino leva ao desejo, e por mais que as almas jovens desejem um Liberto, só outro Liberto tem a capacidade de partilhar, também pelo desejo, a quase perfeição de outro ser Liberto. Os Libertos pertencem uns aos outros. As almas jovens que ocorrerem pelo caminho do Liberto não passam de danos colaterais da emoção e carnalidade, pois um Liberto só verdadeiramente se entrega a outro seu igual. É dispensável por isso as relações com jovens almas que por obrigação não passaram de distracções. Não se deve fazer uso delas, é abuso. Corrompe o sublime.
Além que nenhuma dessas almas sairia intacta. A influência, mesmo a carnal, de um Liberto obriga-as a uma evolução forçada que só atrasa o percurso das suas almas. É uma forma de protecção, não de elitismo.
Ser Liberto é uma responsabilidade, é uma função. Há que sempre haver a consciência do dever pois é um privilégio ser-se Liberto.
20 de setembro de 2010
Eu volto para ti! Eu volto e envolvo-te em abraços, carinho e compreensão! E perdoo-te tudo se isso te fizer feliz. E devoto-te a minha atenção e ternura. Dedico-te a minha mais segura e possível sinceridade. Envolvo-me no teu corpo como se fosse meu corpo, afago-te os cabelos e observo-te enquanto dormes. Beijo-te o rosto e as palmas dos pés. Dou-te as mãos e dou-te razão de viver. Passeio lado a lado contigo por esta bela cidade de recantos. Sorrio e faço-me a tua menina. Desejo-te e sou tua mulher. Acolho-te em mim com saudade de forma terna e maternal. Trato-te e defendo-te como o meu mais precioso bem. Sou o que quiseres e fizeres de mim.
Só não te amo, e no meio de toda esta farsa morro de desprezo e nojo dissimulado por ti e sobretudo por mim. Afasto-me dos que amo, acrescentando á raiva presente o ódio. Toco-te e penso nele. Não sou tua, nunca, de forma nenhuma na verdade. E se sou por acaso deve-se apenas a restos de carinho, pena e comiseração.
Esta é a oferta. Preço justo?
Stop á rodagem do filme! Despeçam os argumentistas, dêem descanso as câmaras e luzes! Enviem o realizador para um asilo! Com urgência!
Pára tudo! Agora! Cancelem as contas de financiamento, desliguem as câmaras, apaguem todos os futuros takes, rasguem as falas, destruam a banda sonora!
Cansei de ser a personagem principal desta trágica comédia rasca de segunda ou terceira. Despeçam os actores, despeçam-me a mim. Eu demitiria me se soubesse como fazê-lo! Poupem-se a trabalhos comigo! Apenas cancelem tudo e indiquem-me com quem devo falar. Eu própria acabo com toda esta fantochada virtual auto-destrutiva! Tirem férias! Desapareçam! É um favor que me fazem… e as poucas pessoas reais libertem-se de tal situação “holywoodesca “ … salvem-se enquanto possuem activamente da vossa sanidade. Corram, saltem, sejam felizes! Usem todo este cenário e material para a vossa própria comédia romântica. Apenas parem o drama da minha pessoa. Não me obriguem a dar um final a este filme, muito menos um final feliz!
Mandem tudo e todos para casa.
O espectáculo acabou.
18 de setembro de 2010
Clarividência do infortúnio,
para onde levais a minha alma falsos deuses?
Não me tocais as palmas das mãos pois já não as sinto reais.
Não me questionais sobre vós,
nada tenho a dizer sobre o tempo passado das magoas rivais.
Confrontem se sobre a humanidade, façam dela o que desejarem,
apenas deixem me descansar em solidão tão benevolente,
no fundo deste rio tão macios aos meus pés e pulmões.
para onde levais a minha alma falsos deuses?
Não me tocais as palmas das mãos pois já não as sinto reais.
Não me questionais sobre vós,
nada tenho a dizer sobre o tempo passado das magoas rivais.
Confrontem se sobre a humanidade, façam dela o que desejarem,
apenas deixem me descansar em solidão tão benevolente,
no fundo deste rio tão macios aos meus pés e pulmões.
Seems like it wasn´t this time,
Feels like I still have to wait,
And I wonder in my head,
If you ever gonna stay
I always walk on my own,
But would be nice to hold a hand
So we could walk on this path together
Without sorrow or care
I’ve tried to look you in the eyes,
But you keep on looking away
I’m sick of having to wait
I want it now, on this day!
You are not strong enough to fight
Seems like I’m just too much for you
One day you going to wake up
And realize all I said about us was true
So true
16 de setembro de 2010
Não é difícil quando caminhamos já cansados, de olhos fitos no chão, contando os quadrados do piso, e quando nos parece que andamos quilómetros não avançamos nem meio metro?
Não é frustrante quando ao subir uma rua longa, nos pareça que por mais que andemos, não saímos do mesmo sitio?
Não é desesperante quando nos esforçamos ao máximo para sermos o melhor de nós, para fazer o que é correcto, quando damos tudo o que temos cheios de esperança e mesmo assim não é nossa vez de lá chegarmos?
O que aconteceu aos contos de fadas? As bandas desenhadas? Aos livros de aventura? Aqueles sítios mágicos para onde tantas vezes viajei, e onde o bem, a coragem, a amizade, a virtude e todas essas tretas supostamente boas no fim resultam numa compensação?
Para onde foi o “felizes para sempre”?
Que se lixe isso! Para onde foi o “momentaneamente felizes”?
Para onde fugiu o brilhos nos olhos, a vontade de mais, a esperança?
Quero saber as repostas, talvez ainda possa contar a alguém o segredo, e essa pessoa o consiga.
Quanto a mim, já estou perdida. Já não quero saber... talvez seja a vilã do meu próprio conto de fadas...
3 de setembro de 2010
O silencio... O silencio asfixia.. o teu silencio... a duvida... ou a certeza... algo que sei que não quero saber. O medo de saber. A felicidade contida ou exagerada de outrem pelo sufoco de alguém que não se conhece e na verdade não existe. Alguém que é ninguém. Tento espreitar pela porta encostada, tento ouvir através do copo, mas puxam-me e castigam-me. Fico no canto como para me remendar, cosendo aos pontos e poucos os lábios traiçoeiros sem linha ou agulha.. O copo partiu-se, já não há copo, já não está inteiro o copo que nunca segurei para ouvir. A porta encontra-se aberta, pois nunca esteve fechada, ou sequer encostada, e na verdade eu entrei na divisão descaradamente sem ouvir uma palavra. Procuro, investigo, balanço e considero ideias, penso, penso,penso... penso TANTO!! e torna-se tão exaustivo... pensar sozinha sem resposta, as voltas e voltas e mais voltas e voltas dentro do enorme vazio que se torna a duvida da certeza negada. Será por aqui? Será por aqui que tenho de seguir? Será a ti que no fim irei encontrar? Ou será mais um, apenas outro mais um estalo seco bem dado, com o fim de redenção e castigo associado. Onde guardam as cordas neste asilo? Em qual dos mil armários trancaram a minha loucura? Como viver em total Sanidade Pura? Como confiar no ar que respiro forçada? Será o ar um grande volume de nada? Será o nada o melhor caminho possível? Quero cair, mas apanham-me e castigam-me de novo... Tão doce castigo de esperança... Dizem que me atiro de propósito só pelo castigo. Como fugir à janela destapada por onde vislumbro o nada que me atiram à cara? Como não desejar ficar de castigo se isso inclui um estalo seco e forte da tua mão?...
30 de agosto de 2010
Ninguém consegue ver o outro lado,
ver por outros olhos,
ninguém consegue compreender algo que lhe é inaceitável,
e todos esses irão morrer um dia, ignorantes...
Por vezes não seria melhor errar, só por errar, ou desistir, só para não saber o que se segue Cair e deixar-se ficar pelo chão deitado, sem vontade de levantar.
Ficar calado, quando alguém nos insulta, ou nos difama.
Ficar quieto quando alguém profana algo que nos é querido e precioso.
Não procurar o que se perde, não ficar com o que se ganha.
Simplesmente estagnar numa enorme poça de placidez, indiferença e falta de vontade, sem interesse em qualquer evolução, acontecimento, transformação.
Sem noção de contentamento ou irritabilidade.
Simplesmente parar.
Estagnar, fechar os olhos sem a preocupação de os voltar a abrir.
Não querer saber de nada nem de ninguém, nem de nós próprios.
Não ter qualquer tipo de opinião , não ter a necessidade de pensar.
Não ter necessidade de fazer o que quer que seja.
Não falar, não cheirar, não ouvir, não ver, não sentir ou tactear à volta, não se querer saber onde está, como está, com alguém ou sozinho.
Não se poder abrir a boca, emitir o som que seja, não poder abrir os olhos, ou ver sequer se os abrir, não ouvir, ficando sem o mais mínimo barulho de fundo para o ridículo.
Tudo isto sem ocorrer um pensamento, uma luz, uma ideia, a lembrança de uma melodia ou de um dia feliz, nada, absolutamente nada... que lhe compense a falta de estímulos sensoriais.
E na indiferença da estagnação por desistência da existência, de curiosidade de um amanhã, deixar de respirar.
Não esquecer-se de o fazer.
Simplesmente deixar de o fazer.
Sem medo.
Sem vontade de respirar.
Sem sofrimento.
Sem noção de morte, da possibilidade dela ou de qualquer tipo de cenário que se siga.
Simplesmente sem querer saber e sem saber que está morto, ou se está morto.
Sempre fora um fantasma, mas nunca reconhecera a vastidão e a falta de ser da sua existência, até hoje quando ao cair sem dor, se deixou morrer.
ver por outros olhos,
ninguém consegue compreender algo que lhe é inaceitável,
e todos esses irão morrer um dia, ignorantes...
Por vezes não seria melhor errar, só por errar, ou desistir, só para não saber o que se segue Cair e deixar-se ficar pelo chão deitado, sem vontade de levantar.
Ficar calado, quando alguém nos insulta, ou nos difama.
Ficar quieto quando alguém profana algo que nos é querido e precioso.
Não procurar o que se perde, não ficar com o que se ganha.
Simplesmente estagnar numa enorme poça de placidez, indiferença e falta de vontade, sem interesse em qualquer evolução, acontecimento, transformação.
Sem noção de contentamento ou irritabilidade.
Simplesmente parar.
Estagnar, fechar os olhos sem a preocupação de os voltar a abrir.
Não querer saber de nada nem de ninguém, nem de nós próprios.
Não ter qualquer tipo de opinião , não ter a necessidade de pensar.
Não ter necessidade de fazer o que quer que seja.
Não falar, não cheirar, não ouvir, não ver, não sentir ou tactear à volta, não se querer saber onde está, como está, com alguém ou sozinho.
Não se poder abrir a boca, emitir o som que seja, não poder abrir os olhos, ou ver sequer se os abrir, não ouvir, ficando sem o mais mínimo barulho de fundo para o ridículo.
Tudo isto sem ocorrer um pensamento, uma luz, uma ideia, a lembrança de uma melodia ou de um dia feliz, nada, absolutamente nada... que lhe compense a falta de estímulos sensoriais.
E na indiferença da estagnação por desistência da existência, de curiosidade de um amanhã, deixar de respirar.
Não esquecer-se de o fazer.
Simplesmente deixar de o fazer.
Sem medo.
Sem vontade de respirar.
Sem sofrimento.
Sem noção de morte, da possibilidade dela ou de qualquer tipo de cenário que se siga.
Simplesmente sem querer saber e sem saber que está morto, ou se está morto.
Sempre fora um fantasma, mas nunca reconhecera a vastidão e a falta de ser da sua existência, até hoje quando ao cair sem dor, se deixou morrer.
26 de agosto de 2010
Destino. Sempre exclui a possibilidade de algo tão certo como o Destino. De um caminho traçado que devêssemos seguir, levando a diferentes fins, dependentes das nossas decisões. Não me ponho a pensar em tal pois admitir essa existência levar-me-ia a considerar a possibilidade de realidades paralelas, inúmeras vidas numa só vida em separado, o que complementaria o sentido incompleto e subjectivo da vida em si. Insanidade.
Mas o Destino, se existente de facto, e traçado de certa maneira, é algo realmente difícil de cumprir, visto que nas dúvidas e escolhas ao longo da vida, se falharmos uma, uma só que seja, essa escolha impedirá a concretização do verdadeiro, original e primeiro plano, e talvez se perdesse o verdadeiro propósito da existência pessoal, perdendo-se nesse momento o caminho.
Grande peso este, grande responsabilidade. Uma vida perdida num segundo em que uma decisão é tomada. Outra vida perdida caso o caminho se prolongue pela decisão certa. Sim, porque nunca nada nos dá certeza, que se no caso de termos um caminho traçado, esse caminho seja o melhor ou o mais feliz.
E quanto peso terá o Destino? Quão importante será seguir algo por alguém algures traçado? Algo que desde do inicio não depende de nós, da nossa escolha, mas sim de uma entidade por nós desconhecida. Será correcto seguir um caminho que não podemos dizer nosso, por não depender de uma nossa decisão?
E o que dizer sobre os pequenos acontecimentos da vida, que nós próprios consideramos testes, e que certa ou erradamente apelidamos de tentações, algo bom, mas errado, algo certo, mas proibido… o que deveremos dizer sobre isso? Qual o papel e importância deveremos atribuir?
E se o Destino é algo de tamanha importância, porque a existência da possibilidade do fracasso na concretização do mesmo? Seremos puros para nos traçarem a vida, mas precisamos de prestar provas e serviços de que somos dignos de seguir esse mesmo caminho traçado?
E se realmente errarmos, pecarmos, cairmos em tentação ou simplesmente formos imprudentes, mudando a situação mas não alterando o percurso, erramos no carácter mas isso não nos faz perder o direito de alcançarmos o propósito do nosso destino?
Então o que é deveras necessário para o cumprir? Quais são os requisitos? E principalmente, quem são os tão exímios jurados, qualificados ao ponto de nos julgarem e ditarem? E talvez eles próprios nos conferirem outro destino? Será racional por muito que seja a fé regrarmo-nos por entidades que desconhecemos e exteriorizar valores e padrões pessoais por causas das mesmas, por causa do mero, tão ambíguo e desconhecido, mas tão igualmente pesado e hiperbolizado Destino? Seremos nós marionetas numa existência de almas perdidas? Ou realmente haverá algo mais? Um fim, um propósito, uma recompensa, um destino de terra firme e céu limpo no fim e concretização do derradeiro Destino.
Haverá descanso?
24 de agosto de 2010
Quão previsível será o ser humano? Quão determinado à sua condição biológica e natural? Quão aprisionado à sua natureza de carácter? Será possível um ser mudar, ou tudo o que pode ser considerado como mudança não passa de adaptação a novas realidades e circunstâncias?
Um indivíduo enquanto unidade, como o nome indica, que sobressaia pelo seu carácter exímio ou grotesco, será irremediável? E porque a necessidade das pessoas mudarem? Porque procurar alguém com quem partilhar gostos e ideias? Porque a tentativa de inserção? Porque os sacrifícios pessoais de vontades, quando em confronto com uma nova sociedade ou entidade? Porque a submissão? Não será a adaptação de gostos, de pose, de pensamento, de indumentaria, mesmo quando considerados evolução, uma fuga de nós próprios? Uma admissão de que algo está errado? De que não somos perfeitos? E porque ser perfeito? Porque procurar em alguém certas qualidades, não só no que respeita ao carácter mas também as posses?
O que aconteceu ao “opostos atraem-se”, ou aos valores e integridade? E como é que alguém pode ter uma mente tão distorcida a ponto de materializar a felicidade? O que aconteceu aos momentos, ás sensações, ao sentimento e à sensibilidade? Para onde foram as virtuosas senhoras e os cavalheiros?
Vivemos num mundo inundado de crenças mas vazio de santos. Desgastado e esquecido do valor. Esquecido do sentir, e dos sentidos. Um mundo onde a paisagem é cega e as pessoas são feitas de aço e prata, numa plastificação bonita, aprumada e vazia. Vivemos num mundo onde já poucos sabem viver.
21 de agosto de 2010
Eu, Deus e a Solidão - Parte II
E ao virar a esquina viram a cara ao medo, fugindo à admissão do que deve ser mantido em segredo. E a recusa recicla, numa mentira que engolem, num comprimido as riscas para esquecerem enquanto dormem. E ninguém quer saber, ninguém tem de o fazer, podem passar pela montra, olhar muito e nada ver. E enquanto na cama sonham o que não mais vão lembrar, nem sonham o que o dia seguinte os faz esperar. Uma matilha de corredores ávidos por atingir algum sítio seguro, onde não os possam mais tocar, e assim isolam-se em caves e jaulas, e noutros sítios de encantar, reduzem-se a vermes e engolem as chaves das casas de paredes em ruínas, ficam presos em si, as suas vidas, ao seu corpo sem comer ou beber, com medo de sair, arriscar e morrer.
Deus, qual Deus? Onde está e quem é? Pago a quem me der o local onde posso encontrar esse Zé. Zé-ninguém, impotente, inconsciente e demente, que nos joga como marionetas numa roleta de vergonhas e consciências, que apenas nos acorda as dormências para fazer doer onde não existe, que nos leva a gritar, em prova que o espírito está perdido, mas o corpo ainda resiste. Deus? Qual Deus? Qual perdão? Qual misericórdia? Enquanto muitos morrem e matam-se pela discórdia que é Deus! Qual Deus? Qual bicho ou criatura, qual pedaço de madeira? Vela ou escultura? Pessoa nova ou velha? Homossexual ou racista? Lobo de raça mista? Deus? Qual deus? Quando o vir na rua vou matar esse filho de Puta!
Eu, Deus e a Solidão - Parte I
Solidão sentava-se na cadeira, muito hirta e séria, com as pautas na sua frente, todos os dias às 7. Abraçando o majestoso violoncelo, tocava ,durante o tempo necessário, a peça escolhida a ser tocada, até que cada nota saísse perfeita e executasse a dita do inicio ao fim sem falhas.
Geralmente terminava as 12, Eu varria o chão, sentavam-se à mesa e deus, sentado ao lado comia da tigela.
Ás 13, Eu sentava-se no sofá, de guitarra eléctrica a tocar durante tempos curtos e intercalados entre a televisão e o instrumento, Solidão lia um livro sentada no chão e Deus saía para comprar o jornal. Só, voltava por volta das 17 a cheirar a um perfume intenso e sem jornal na mão ou no bolso. Solidão beijava-lhe a testa, retirava-lhe e pendurava-lhe o casaco e preparava-lhe o banho. Voltava para o seu livro. Deus voltava, varria o chão e preparava o jantar.
Ás 20, em ponto, e sem ser tolerado qualquer atraso, Deus e Solidão estavam à mesa a comer e conversar, enquanto Eu, no chão sentado, comia da tigela.
Geralmente terminava as 12, Eu varria o chão, sentavam-se à mesa e deus, sentado ao lado comia da tigela.
Ás 13, Eu sentava-se no sofá, de guitarra eléctrica a tocar durante tempos curtos e intercalados entre a televisão e o instrumento, Solidão lia um livro sentada no chão e Deus saía para comprar o jornal. Só, voltava por volta das 17 a cheirar a um perfume intenso e sem jornal na mão ou no bolso. Solidão beijava-lhe a testa, retirava-lhe e pendurava-lhe o casaco e preparava-lhe o banho. Voltava para o seu livro. Deus voltava, varria o chão e preparava o jantar.
Ás 20, em ponto, e sem ser tolerado qualquer atraso, Deus e Solidão estavam à mesa a comer e conversar, enquanto Eu, no chão sentado, comia da tigela.
17 de agosto de 2010
Há pessoas que fogem ao amor, que destroem e desperdiçam as paixões que encontram ao longo do caminho, e depois quando acham que já estão no outono da sua vida amorosa, e como houve não mais haverá, e também empurrados pelo medo de morrerem sozinhos, acabam por se juntar com alguém com quem não há paixão, alguém que provavelmente cometeu os mesmos erros e pensa da mesma maneira, e com quem julgam ter algum tipo de noção de felicidade.
E depois há pessoas que procuram eternamente, que vivem as suas paixões e tem as suas desilusões mas ao longo do caminho algo se perde e com esse algo a esperança de encontrar o outro, e assim acabam sozinhas.
E depois há os típicos casos de casais que ao se conhecerem na flor da idade se agarram um ao outro como se não houvesse amanhã. Precipitam-se, engolem-se e consomem-se, acabam por se separar dez anos depois ou simplesmente vivem juntos até ao ponto de não comunicarem a não ser através de berros, dormirem em quartos separados, odiarem-se profundamente acusando se mutuamente de uma juventude roubada e consumida mas sem nunca dar o braço a torcer que aquela relação já não é nada.
Não penso que ninguém deva acabar sozinho, contentar-se com meias felicidades ou sufocar-se com um primeiro e muito opressivo amor. A busca nunca deve acabar, mas não se pode acreditar na perfeita cara metade. Tal coisa não existe pois ninguém é perfeito. A pessoa perfeita deve ser perfeita não porque tem todas as qualidades e aceita todos os nossos defeitos, taras e paranóias, mas sim porque... porque no fim do dia essa pessoa é a única que realmente nos vê, com quem realmente podemos falar, com quem podemos ser nós próprios sem julgamentos ou conclusões, que realmente sabe quem somos e quer estar lá quando precisamos. É quem queremos encontrar quando chegamos a casa, a ultima pessoa que queremos ouvir antes de dormir. É por quem acordamos as 4 da manhã e percorremos meia cidade porque essa pessoa simplesmente precisa de companhia.
E não digam que amor não é sexo. Tem de ser sexo! Tem de ser aquela sensação de querer tocar a todo o momento, aquele calor por dentro quando um beijo é exactamente perfeito. É o corpo também, são sensações intensificadas ao extremo!
O amor na sua forma mais primária, num olhar, num toque, numa sensação, numa atracção não muito bem explicada é a mais simples coisa. Mas as pessoas insistem em virar as costas, ou porque é demais, ou não é o suficiente, e depois estão confusas e depois já sim e agora já não e afinal é aquele e não este. Quão difícil será admitir o que se quer, dizer o que se quer, sejam qual forem as razões!!
O amor não é difícil de encontrar, é difícil de lutar, de conservar e de admitir. É tortuoso de esquecer.
Mas está por todo o lado.
E depois há pessoas que procuram eternamente, que vivem as suas paixões e tem as suas desilusões mas ao longo do caminho algo se perde e com esse algo a esperança de encontrar o outro, e assim acabam sozinhas.
E depois há os típicos casos de casais que ao se conhecerem na flor da idade se agarram um ao outro como se não houvesse amanhã. Precipitam-se, engolem-se e consomem-se, acabam por se separar dez anos depois ou simplesmente vivem juntos até ao ponto de não comunicarem a não ser através de berros, dormirem em quartos separados, odiarem-se profundamente acusando se mutuamente de uma juventude roubada e consumida mas sem nunca dar o braço a torcer que aquela relação já não é nada.
Não penso que ninguém deva acabar sozinho, contentar-se com meias felicidades ou sufocar-se com um primeiro e muito opressivo amor. A busca nunca deve acabar, mas não se pode acreditar na perfeita cara metade. Tal coisa não existe pois ninguém é perfeito. A pessoa perfeita deve ser perfeita não porque tem todas as qualidades e aceita todos os nossos defeitos, taras e paranóias, mas sim porque... porque no fim do dia essa pessoa é a única que realmente nos vê, com quem realmente podemos falar, com quem podemos ser nós próprios sem julgamentos ou conclusões, que realmente sabe quem somos e quer estar lá quando precisamos. É quem queremos encontrar quando chegamos a casa, a ultima pessoa que queremos ouvir antes de dormir. É por quem acordamos as 4 da manhã e percorremos meia cidade porque essa pessoa simplesmente precisa de companhia.
E não digam que amor não é sexo. Tem de ser sexo! Tem de ser aquela sensação de querer tocar a todo o momento, aquele calor por dentro quando um beijo é exactamente perfeito. É o corpo também, são sensações intensificadas ao extremo!
O amor na sua forma mais primária, num olhar, num toque, numa sensação, numa atracção não muito bem explicada é a mais simples coisa. Mas as pessoas insistem em virar as costas, ou porque é demais, ou não é o suficiente, e depois estão confusas e depois já sim e agora já não e afinal é aquele e não este. Quão difícil será admitir o que se quer, dizer o que se quer, sejam qual forem as razões!!
O amor não é difícil de encontrar, é difícil de lutar, de conservar e de admitir. É tortuoso de esquecer.
Mas está por todo o lado.
16 de agosto de 2010
Não sei se foi do exagero, se realmente comi demais ou se me vacinaram durante o sono, apenas sei que amanhã não terei medo de passar a porta. Não terei de olhar para os dois lados da rua antes de atravessar nem escorregar por uma multidão de pessoas na baixa desta cidade. Não terei de dizer bom dia nos cafés, nem atender telefonemas, nem mandar mensagens, nem nada. Na verdade não terei de falar de todo. Não terei de olhar para alguém senão eu própria reflectida nas montras das lojas e nas poças da rua. Amanhã terei coragem de passar a porta pois todo o resto do Mundo vai ficar em casa. Cansei da vida dos outros constantemente no caminho da minha. Estou zangada, desiludida, revoltada. Com ninguém e com toda a gente. Acho que se trata da simples acumulação de anos em prol de tudo menos de mim. Sinto-me traída, tão traída. Como se o vento me espetasse facas nas costa enquanto deixo a colina. Finalmente no topo da mais bela ponte de algum ou outro, admiro as rochas que seguram esta cidade. Não se ouve um ruído, ninguém pôs um pé fora de casa.
11 de agosto de 2010
Como algo realmente escuro, realmente brilhante, realmente intenso, os teus olhos. Uma perdição de palavras que se silenciam, pois qualquer tentativa de explicação se podia entender como atentado ao sagrado, sacrilégio punido com a morte.
Como seda, como pétalas da mais rara flor, como a mais suave das brisas, a tua pele. Tão pecaminosamente pousada no teu curvilíneo corpo, que só de existir torna Deus mortal.
Como um tesouro, uma raríssima preciosidade, uma urgência, um chamamento, a tua boca. Molhada como as águas quentes das imortais e longínquas ilhas desertas, desses sítios quentes para que transportas com esse tão alucinante beijo teu.
Como uma Afrodite pecadora, uma Vénus santificada, uma santa desejada rodeada pelo prazer do pecado.
Fénix renascida uma e outra vez, em cada uma das mil e uma noites, vidente cigana sedutora e vigarista.
Doce princesa virginal que pela janela se escapa.
Quantos poderosos de te seduzir! Qual o capaz de prender...
És tu assim, meus olhos.
Como seda, como pétalas da mais rara flor, como a mais suave das brisas, a tua pele. Tão pecaminosamente pousada no teu curvilíneo corpo, que só de existir torna Deus mortal.
Como um tesouro, uma raríssima preciosidade, uma urgência, um chamamento, a tua boca. Molhada como as águas quentes das imortais e longínquas ilhas desertas, desses sítios quentes para que transportas com esse tão alucinante beijo teu.
Como uma Afrodite pecadora, uma Vénus santificada, uma santa desejada rodeada pelo prazer do pecado.
Fénix renascida uma e outra vez, em cada uma das mil e uma noites, vidente cigana sedutora e vigarista.
Doce princesa virginal que pela janela se escapa.
Quantos poderosos de te seduzir! Qual o capaz de prender...
És tu assim, meus olhos.
7 de agosto de 2010
Não sei para onde me levas ou porque me levas, apenas sei que me sinto bem. E é fácil esquecer o mundo que nos rodeia, é fácil ser fácil. É fácil ser nós. Até quando isto? Até quando a facilidade do simples? Até quando este engano cruel. Não sejamos mentirosos e larguemos as mãos. Tu levas me e eu confio mas sabemos que não ira durar. Porque a mão que me dás não é a tua e eu não agarro a tua mão. Mas por enquanto sinto bem e o resto que vá com o vento.
2 de agosto de 2010
You know.. I care, but I'll stop caring.
Don't look me with those sad little eyes of your, is no pity or compassion left.
I'm not a doll, I'm not an object... so get the hell away and stop looking at me!
You have no right, no possession, my body is not yours, my mind never was or would be anyone else property but mine and his.
I have my own way to do things, stop telling me what and how to do it.
stop getting in the way of my happiness and freedom.
I'm good now.
Don't look me with those sad little eyes of your, is no pity or compassion left.
I'm not a doll, I'm not an object... so get the hell away and stop looking at me!
You have no right, no possession, my body is not yours, my mind never was or would be anyone else property but mine and his.
I have my own way to do things, stop telling me what and how to do it.
stop getting in the way of my happiness and freedom.
I'm good now.
30 de julho de 2010
O meu ser parece não encontrar paz, descanso algum que o acalme e console.
Não passa de um corpo sem alma. Não passa de uma alma sem corpo.
Copo a copo descubro que o álcool não mais me satisfaz e abandono os vinhos.
A minha cabeça está longe, não demasiado longe, apenas ali, longe...
O prisma muda e a vida toma outra cor, agora está tudo numa verde azulado com reflexos amarelos.
Está na hora de escolher um caminho, ou de seguir o caminho já escolhido.
No intimo das coisas sem sentido mas com significado mandam-me deixar o pecado, mas recuso-me a obedecer.
Tão bom falar para ninguém, falar sem sentido, escrever para quem julga que sabe mas é cego de ver... tão bom estar sozinho na multidão... tão bom ser-se perdido... tão bom ter se tanto ainda para viver
A minha juventude é o meu consolo, a esperança de um amanhã torna tudo colorido.
Um dia hei-de de possuir o que desejo na palma da mão..
Até lá... a espera é uma agradável companhia..
Tenho tempo, dá-me espaço, não me faças as perguntas erradas.
Não passa de um corpo sem alma. Não passa de uma alma sem corpo.
Copo a copo descubro que o álcool não mais me satisfaz e abandono os vinhos.
A minha cabeça está longe, não demasiado longe, apenas ali, longe...
O prisma muda e a vida toma outra cor, agora está tudo numa verde azulado com reflexos amarelos.
Está na hora de escolher um caminho, ou de seguir o caminho já escolhido.
No intimo das coisas sem sentido mas com significado mandam-me deixar o pecado, mas recuso-me a obedecer.
Tão bom falar para ninguém, falar sem sentido, escrever para quem julga que sabe mas é cego de ver... tão bom estar sozinho na multidão... tão bom ser-se perdido... tão bom ter se tanto ainda para viver
A minha juventude é o meu consolo, a esperança de um amanhã torna tudo colorido.
Um dia hei-de de possuir o que desejo na palma da mão..
Até lá... a espera é uma agradável companhia..
Tenho tempo, dá-me espaço, não me faças as perguntas erradas.
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