24 de janeiro de 2010

Nao venhas

Não venhas,
que deixo cair o copo,
que perco a postura,
que me perco de mim.

E nao tentes,
pois vêem me as lagrimas,
pois me encho de ternura,
pois te envolvo em mim.

Nao olhes,
queimas me a pele,
deitas me ao chao,
aranhas me a cara.

Nao toques,
volto a querer-te,
volto a chamar-te,
volto a voltar para ti.

Mas vou!
deixas cair o copo,
perdes a posturas,
perdes te de ti em mim.

Olho-te!
queimo-te a pele,
deito te ao chao,
aranho te a cara.

Toco-te!
voltas a querer me,
a chamar me,
voltas a querer voltar para mim.

E vens,
e chegas,
e eu agarro te,
e inalo te para o bolso.

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